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Sorriso realiza mutirão de exames de ecocardiograma

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Município aplicou recursos próprios e garantiu a realização de 185 exames

Moradora de Sorriso há 30 anos, a dona Marilene Lúcia Kaminski Berdinaz acordou cedo hoje, 27 de maio, para realizar um exame que aguardava há sete meses: um ecocardiograma. Assim como ela, outros 184 pacientes sorrisenses – totalizando 185 pessoas– devem ser atendidos em uma parceria entre a Prefeitura de Sorriso e a Clínica Solidária. Os atendimentos iniciaram ontem, 26 e seguem até o fim desta terça-feira. Para a realização dos exames, o Município de Sorriso investiu R$ 35 mil em recursos próprios via Consórcio de Saúde Vale do Teles Pires.

O secretário de Saúde, Vanio Jordani, destaca que o ecocardiograma é essencial para que o médico possa fechar diagnósticos. “É um exame complexo e essencial para a avaliação e seguimento de tratamentos; o ecocardio verifica a estrutura do coração todo, é uma análise completa possibilitando ao clínico responsável visualizar como proceder melhor”, diz.

Jordani destaca que esse é um exame de alta complexidade e de competência do Estado. Contudo, diante da fila de espera, o Município está investindo recursos próprios para a realização. “É compromisso do Município entregar o melhor serviço possível à nossa população”, acrescenta.

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Claudete Souza, moradora de Sorriso há mais de 30 anos, também aguarda para realizar o ecocardio hoje. E ela aconselha: não deixe para depois para procurar ajuda. “Cuidar da saúde é preciso, então se você não se sente bem vá atrás, procure ajuda nos postinhos, faça exames consultas, tudo, para seguir seu tratamento correto coma medicação correta”, aconselha.

O secretário destaca que o conselho de Claudete deve ser ouvido e seguido ao “pé da letra”. “Destacamos que todos os pacientes que realizaram os exames busquem o laudo e o apresentem na consulta de retorno para a sequência correta do tratamento e que fiquem de olho nas chamadas para retorno”, reforça.

Central de Regulação

E vale sempre lembrar que pacientes ou familiares com dúvidas podem e devem entrar em contato com a Central de Regulação do Município. A Central atende de segunda a sexta-feira pelo (66) 99978-8441. A recomendação é que pacientes que tenham dado entrada à pedidos clínicos já salvem o número para atender às chamadas. Vale lembrar que a população pode enviar mensagens de textos ou de áudio para sanar as dúvidas, como é operado via programa de computador, o número não atende ligações.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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