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Vivendo com bolsa de colostomia há três anos, paciente relata o dia a dia

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A bolsa da vida. É dessa forma que a Edileuza Maria Moraes, 67 anos, se refere à uma bolsa especial que a acompanha há três anos e 24 horas por dia. A trata-se da bolsa de colostomia. Três anos, quatro cirurgias e muitos dias de internação depois de um câncer de reto, Edileuza é uma das integrantes do grupo de ostomizados de Sorriso e conta sua história.

“Se eu estou viva hoje é por Deus e pela ciência”, relata. Edileuza fez o tratamento no Hospital do Câncer em Cuiabá onde conheceu dois médicos, ambos Rafael, que ela faz questão de agradecer. “Os Rafaeis foram enviados por Deus para me salvar”. Entre os dias 21 de outubro a 21 de novembro de 2021 ela passou por três cirurgias, todas em Cuiabá. Depois, enfrentou mais uma, essa no Hospital Regional de Sorriso. Na última saiu com a bolsa de colostomia e ela já sabe: essa será sua companheira para sempre, “sou uma paciente sem reversão”, explica.

Mas quem pensa que a condição faz com que Edileuza fique trancada dentro de casa, encontra outra realidade ao se deparar com uma mulher brincalhona, risonha e super de bem com a vida. “No começo foi difícil, muito difícil, eu não sabia nem como trocar essa bolsa; eu e minha filha vimos muito vídeo no youtube para aprender, hoje tiro de letra e ainda recebo a bolsa em casa, encaminhada pela Prefeitura uma vez por mês para quem está no grupo e é atendido pelo SUS (Sistema Único de Saúde)”, diz.

“Para mim não tem tempo ruim; faço todo o serviço de casa, claro que com cuidado, vou ao mercado, passeio, agradeço e sei que vou viver bem e com minha família por muitos anos”, já completa sorrindo.

E sem perder o sorriso, Edileuza frisa que foi depois do câncer e da bolsa que pensou no “valor de viver bem” e viver momentos com a possibilidade de fazer coisas que parecem pouco importantes, como arrumar a própria casa. “É gratificante viver; eu agradeço todos os dias por quem criou a bolsa e deu a mim e a outros pacientes a possibilidade de ter qualidade de vida”, acrescenta.

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E é essa experiência e alegria que essa mulher cheia de vida busca compartilhar com os demais pacientes ostomizados que frequentam o grupo sorrisense. Nos encontros mensais, Edileuza relata um pouco de sua experiência aos demais pacientes e incentiva cada um a retomar as “rédeas da vida”. Como na letra da música “é preciso saber viver”, pontua.

Recentemente, para reforçar o apoio mútuo, o grupo também passou a participar da Terapia Comunicativa Integrativa (TCI). Técnica em desenvolvimento com os pacientes ostomizados de Sorriso desde 2024, a TCI é uma nova política do Sistema Único de Saúde (SUS) que busca orientar o paciente a desabafar em grupo. Três servidoras da Secretaria de Saúde de Sorriso participam da formação proposta pelo SUS e aplicam a política com os ostomizados.

Coordenadora do departamento de Educação em Saúde e uma das formadoras da TCI, Sílvia Gehring, ressalta que “quando você não fala seu corpo adoece, quando fala o corpo agradece e na TCI o paciente chega com várias dúvidas e dores e saí com alívio e soluções”, explica.

Sílvia lembra que o paciente ostomizado enfrenta muitas dificuldades. O uso da bolsa de colostomia ou de urostomia, é difícil e encontra resistência por parte do próprio. “Por isso formamos esse grupo para que todos possam trocar suas experiencias, dar apoio um ao outro e também aos familiares desses pacientes; a Edileuza é uma das pacientes que mais traz relatos e coloca em prática a alegria de viver”, relata.

As atividades iniciaram em março de 2023 e desde então o grupo de apoio mútuo conta com encontro mensais com temáticas diferentes a cada conversa. As ações integram o projeto “Promovendo qualidade de vida aos pacientes ostomizados” com o intuito de propiciar conhecimento seguro e de qualidade aos pacientes, além da troca de experiências.

“Quando você se reconhece no outro, percebe que há mais pessoas na mesma situação, você reafirma a condição de que não está sozinho, de que há mais pessoas passando por esse momento. Enfrentando a dificuldade juntos, tudo fica mais leve”, frisa.

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Todas as atividades realizadas pelo grupo são orientadas pelo departamento de Educação em Saúde e da Comissão de Integração de Ensino e Serviço Municipal de Educação Permanente em Saúde (Cies) e da Academia de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde. “Conhece alguém que é ostomizado, tem paciente em casa? Nos procure, fale do nosso grupo, vamos aumentar a rede do bem pelo outro”, finaliza Sílvia.

Próximo encontro

E para quem é ostomizado ou familiar de paciente e quiser seguir o conselho da Sílvia, o grupo de ostomizados de Sorriso irá realizar o segundo encontro do ano neste sábado, dia 15 de março. Com o tema “Promovendo qualidade de vida aos pacientes ostomizados”, o encontro será na Sala de Formação da Semsas, das 7 às 11 horas. Durante toda a manhã, as equipes da Comissão Integrada de Educação e Saúde (CIES) e da Academia da Saúde estarão lá para mais uma roda de Terapia Comunicativa Integrativa (TCI) e coordenar atividades recreativas.

Quem são os pacientes ostomizados

Já ouviu falar em bolsas de colostomia ou de urostomia? Conhece alguém que faz uso dessas bolsas? Necessárias quando há alguma condição que impossibilite o paciente de evacuar naturalmente no caso da colostomia ou de urinar no caso da urostomia, essas bolsas incluem procedimentos responsáveis por salvar a vida de muitas pessoas. A pessoa ostomizada, condição desses pacientes, é aquela que passou por uma intervenção cirúrgica e, que precisa fazer uso de uma dessas bolsas para melhorar a qualidade de vida. Para facilitar e propiciar mais qualidade de vida aos 24 pacientes ostomizados que vivem em Sorriso o Município realiza a entrega domiciliar dessas bolsas aos pacientes cadastrados.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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