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2º Prêmio Acadêmico de Conciliação em Rondonópolis fortalece a cultura da paz

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, sob coordenação do juiz Wanderlei José dos Reis, realizou a 2ª edição do Projeto Judiciário Prêmio Acadêmico de Conciliação. O evento, fruto de uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Rondonópolis, celebrou o engajamento dos futuros profissionais do Direito na busca por soluções inovadoras para a pacificação social.
A solenidade de premiação, realizada no Auditório da OAB/MT Subseção Rondonópolis, na noite desta quinta-feira (06), reuniu autoridades do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, da Advocacia, Procuradoria do Município, coordenadores do curso de Direito, professores e comunidade acadêmica.
O juiz coordenador do Cejusc e presidente da comissão avaliadora, Wanderlei José dos Reis, destacou a qualidade das propostas apresentadas. “O nível de pesquisa e a viabilidade prática das ideias superaram nossas expectativas. Este prêmio mostra que a nova geração de juristas de Rondonópolis está comprometida em construir uma cultura de paz. Nesta edição, a parceria com a OAB foi essencial para dar voz a essas propostas, que poderão se tornar projetos reais em nossas instituições. Sempre digo e repito que temos um compromisso intergeracional com os operadores do Direito do porvir, por isso temos que propagar a autocomposição desde a academia.”.
O advogado Bruno de Castro Silveira, presidente da Subseção da OAB e membro da comissão avaliadora do projeto, destacou a importância do evento. “A OAB/1ª Subseção sente-se honrada em ter recebido a solenidade da banca de avaliação do 2º Prêmio Acadêmico de Conciliação, um importante momento de valorização da pesquisa e do incentivo à cultura da paz. Parabenizo o Cejusc-Rondonópolis pela brilhante iniciativa, que promove, desde a academia, o diálogo, a reflexão e o fortalecimento da conciliação como caminho para a transformação da cultura do litígio em uma cultura de entendimento e harmonia social. A OAB sempre será parceira para iniciativas desse viés”.
Para o promotor Ari Madeira Costa, coordenador adjunto do Ministério Público e membro da comissão avaliadora do projeto, “a iniciativa que envolveu o Cejusc, a OAB e os acadêmicos de Direito promove cidadania, ao mesmo tempo que contribui para a formação prática dos alunos, integrando-os em projetos que buscam ideias para melhorar o acesso à justiça e construir uma cultura jurídica mais próxima da realidade de nossa comunidade em Rondonópolis”.
Já o defensor público Juliano Botelho de Araújo, representante da Defensoria Pública e membro da comissão avaliadora do projeto, pontuou que recebe com entusiasmo a iniciativa do Cejusc e da OAB com o Prêmio Acadêmico de Conciliação. “Todas as propostas apresentadas demonstram excelente nível técnico e sensibilidade jurídica, o que reforça nossa empolgação com o tema. A iniciativa é louvável, pois estimula desde a formação acadêmica a cultura do diálogo e da composição, contribuindo para a redução da judicialização e o fortalecimento de um Judiciário mais ágil e eficiente, o que beneficia toda a sociedade”.
O concurso foi voltado para acadêmicos de Direito das universidades de Rondonópolis. Os finalistas selecionados de cada instituição tiveram a oportunidade de apresentar oralmente suas propostas em até 10 minutos para a banca avaliadora. A banca formada para a sustentação oral dos acadêmicos foi composta pelo juiz coordenador do Cejusc, Wanderlei Reis, pelo presidente da 1ª Subseção da OAB/MT de Rondonópolis, advogado Bruno de Castro, pelo coordenador-adjunto das Promotorias de Rondonópolis, promotor de justiça Ari Madeira da Costa e pelo defensor público estadual Juliano Botelho de Araújo, e avaliou os trabalhos sob critérios como Viabilidade Prática (35%), Originalidade e Inovação (30%) e Relevância Social (20%).
O ponto alto da noite foi a divulgação dos vencedores, que receberam troféus e importantes incentivos para suas carreiras:
1º Lugar (Juarez Alves da Silva Junior): Recebeu isenção de inscrição em todos os cursos da ESA-MT na comarca de Rondonópolis em 2026, o livro “Princípios Constitucionais”, e terá sua proposta publicada na revista jurídica da OAB, além de um certificado.
2º Lugar (Ana Paula Evangelista Santana Kaminski): Ganhou bolsa integral para curso preparatório ou de capacitação em conciliação/mediação na ESA, e certificação.
3º Lugar (Ana Paula Zotti): Foi premiada com participação em estágio supervisionado em Cejusc ou em escritório conveniado à OAB e certificado de reconhecimento.
Além do reconhecimento individual, a Universidade Federal de Rondonópolis foi agraciada com a certificação de “Instituição que Incentiva a Conciliação” por seu apoio e mobilização da maior quantidade de alunos inscritos.
Todos os participantes que submeteram propostas receberam certificado de participação, com carga horária para atividades complementares, reforçando o caráter educativo do concurso.
O evento reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a OAB, em inserir a cultura da conciliação no meio acadêmico, preparando a próxima geração de juristas para atuar ativamente na solução consensual de conflitos.

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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