Tribunal de Justiça de MT

Agosto Azul e Vermelho: TJ e TRE promovem palestras sobre doenças vasculares

Publicado em

Abrindo os trabalhos da campanha Agosto Azul e Vermelho, alusivo à conscientização sobre a saúde vascular, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Comitê Estadual de Saúde e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), realizou as palestras “Varizes de membros inferiores” e “Aneurisma de aorta abdominal”, com os cirurgiões vasculares Nayara Gimenes de Melo Vieira e Luiz Caetano Malavolta, respectivamente, nesta terça-feira (01), voltadas para magistrados e servidores dos tribunais.
 
Presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, também participou e destacou a preocupação contínua do Tribunal em promover a saúde de seus magistrados e servidores. “Nós priorizamos em várias oportunidades no nosso planejamento o cuidado com as pessoas, que é o nosso capital humano, de relevância ímpar. Tanto é que hoje nós temos um Departamento de Saúde que foi recentemente estruturado e que estão sendo agora ampliadas as suas instalações físicas para que tenhamos cada vez mais os melhores atendimentos”.
 
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, reforçou a importância da conscientização em relação ao tema. “O Poder Judiciário se preocupa com a saúde dos seus servidores, principalmente na questão vascular e cardíaca porque ficamos muito tempo sentados trabalhando. E o aneurisma é uma doença silenciosa então nós trouxemos, por recomendação do CNJ, dois cirurgiões vasculares para falar sobre a questão vascular e conscientizar da necessidade de fazer exames periódicos”.
 
De acordo com a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, diretora-geral da Esmagis-MT e presidente do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário, o evento segue orientação do Conselho Nacional doe Justiça (CNJ), que firmou parceria com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) após esta entidade apontar a alta incidência de aneurisma entre juízes e juízas. “O objetivo é prevenir e chamar a atenção da população para a necessidade de se cuidar e evitar doenças vasculares. Nossa vida é sedentária, é o dia inteiro sentado no computador, então é importante que os juízes e servidores pratiquem exercícios físicos”, afirma.
 
Para a servidora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE-CGE), Karine Lozich Dias, o evento foi de extrema importância por atingir tantas pessoas. Conforme apresentado pelos palestrantes, 38% da população brasileira sofre com varizes e 46% das mulheres brasileiras são acometidas por esse problema. “É um assunto que afeta grande parte da população, tanto homens quanto mulheres, principalmente nós servidores, que passamos boa parte do tempo sentados. E saber o que é necessário fazer para poder reduzir, para poder tratar e melhorar a qualidade de vida dos servidores é de extrema importância. Parabenizo a administração, a desembargadora Clarice, a desembargadora Maria Aparecida por trazer para nós um pouco mais desse conhecimento”, elogiou.
 
Além do evento promovido pelo TJMT e pelo TRE-MT, ao longo do mês, o Palácio da Justiça, sede do Judiciário estadual, estará iluminado com as cores azul e vermelho, em alusão à campanha.
 
Varizes de membros inferiores – Este foi o tema abordado pela cirurgiã vascular Nayara Gimenes de Melo Vieira, que explica que trata-se de uma doença muitas vezes vista como estética, mas que também é funcional. “Ela tem uma progressão que pode ser grave. Antigamente se falava muito em tratamentos complexos, demorados, que precisavam ter afastamento do trabalho. E hoje vem com uma tecnologia, como a febrologia moderna, em que a gente consegue tratar o paciente sem precisar afastar do trabalho, sem o paciente precisar ficar usando meias compressoras por muito tempo”, explica.
 
A especialista informa que a doença tem fator hereditário, mas também é influenciada pelos hábitos de vida, como tabagismo, sedentarismo e obesidade. “A doença varizes é uma doença genética, então ela vem de uma hereditariedade familiar e isso é muito forte no indivíduo, mas a gente consegue ter hábitos que vão diminuir os riscos dessa doença progredir ou aparecer muito precocemente. O principal deles: sempre manter-se ativo, fazer atividade física, musculação. Antigamente se falava muito em atividades aeróbicas, mas hoje a gente sabe que precisa de músculos para ajudar na compressão dessas veias e ter uma melhora da doença. Para pacientes que ficam muito tempo sentados, usar meia compressiva, que ajuda muito a evitar os sintomas e a progressão da doença, além de controle de peso, evitar o tabagismo, ter hábitos alimentares saudáveis”, recomenda.
 
A profissional orienta ainda que pessoas com histórico familiar de varizes procurem desde os primeiros “vasinhos” orientação médica para evitar situações mais graves. “As varizes começam com um vasinho, mas ela é uma doença progressiva, que inclusive no sistema público de saúde é tratado porque pode evoluir para um inchaço nas pernas, às vezes começam a aparecer manchas na pele e pode até abrir feridas, que é o estágio mais avançado. Por isso a importância de tratar quando é só um vasinho e não esperar chegar a algo tão grave”, alerta.
 
 
Aneurisma de aorta abdominal – O tema foi tratado no evento pelo cirurgião vascular Luiz Caetano Malavolta. “O aneurisma de aorta abdominal é um problema vascular circulatório de dilatação da aorta abdominal ou de qualquer outra artéria. É uma dilatação permanente, ou seja, uma vez estabelecida o início da dilatação, é irreversível. Então não tem nenhum tratamento clínico que consiga reverter e colocar essa aorta num diâmetro de normalidade de novo”, explica.
 
Conforme o médico existem fatores de risco que podem desencadear a doença. “Os mais determinantes são a idade avançada, aterosclerose, o tabagismo sem dúvida é o fator principal, no qual a gente pode agir. Cesar o tabagismo de fato tem um impacto muito importante no controle e na mitigação da evolução do aneurisma”, diz.
 
Como trata-se de uma doença sem cura, o especialista destaca a importância do acompanhamento médico para evitar o agravamento do quadro. “O que a gente vai fazer é um acompanhamento para evitar a rotura da artéria, que talvez seja o evento final mais temido para o paciente portador do aneurisma porque é um evento com taxa de mortalidade muito elevada, acima de 80%. Então é de extrema importância que esse diagnóstico seja feito precocemente, que esse paciente seja referenciado a um especialista, no caso o cirurgião vascular, que vai determinar qual o melhor momento de eletivamente se propor algum tipo de tratamento cirúrgico”, aponta Malavolta.
 
Questionado sobre quando ligar o botão de alerta em relação ao aneurisma, o cirurgião vascular afirma que a maior dificuldade está no fato de se tratar de uma doença silenciosa, que na maioria das vezes só é descoberta quando a artéria se rompe, mas defende que pessoas que se enquadram nos fatores de risco, como ser idoso, sedentário, fumante ou ter histórico familiar procurem ajuda médica. “Se faz importante o rastreamento desses pacientes que a gente sabe que está dentro do fator de risco para tentar identificar o quanto antes possível e a partir disso ver qual a melhor conduta a ser tomada”.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem
Foto 1: Foto em plano aberto do auditório Gervásio Leite com a plateia cheia. No palco, estão as autoridades e palestrantes. No telão, a arte do evento com os dizeres “Palestra Agosto Azul e Vermelho” escritos nas respectivas cores e o aço também nessas cores.Foto 2: Desembargadora Clarice Claudino concede entrevista. Ela é uma senhora branca, de olhos claros, cabelos curtos, lisos e loiros, usando uma camisa pink, batom rosa, brincos de argolas e colar de pérolas. O fundo da foto está desfocado. Foto 3: Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro discursa no púlpito do auditório Gervásio Leite. Ela é uma senhora branca, de olhos castanhos, cabelos grisalhos presos em rabo-de-cavalo, usando blusa rendada e terno na cor rosa clara, colar com medalha de Nossa Senhora Aparecida, brincos de argola e óculos de grau. Foto 4: Desembargadora Helena Maria Ramos discursa no púlpito do auditório. Ela é uma senhora branca, de olhos escuros, cabelos pretos, lisos, na altura dos ombros, usando vestido estampado em tons de verde, cinza e preto, colar e brincos dourados e óculos de grau. Foto 5: Médica Nayara Gimenes fala ao microfone, sentada em uma poltrona no palco do auditório. Ela é uma mulher jovem, branca, de cabelos castanhos claros, lisos e presos em rabo-de-cavalo, usando conjunto de blusa, saia e jaqueta nas cores bege e preto. Foto 6: Médico Luiz Caetano Malavolta fala ao microfone, no púlpito do auditório. Ele é um senhor branco, de barba e cabelos grisalhos, usando camisa branca, gravata e terno azuis e óculos de grau.
 
Celly Silva/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Banco é condenado por vender veículo apreendido sem prestar contas à consumidora

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário lança página no portal do TJMT

Published

on

A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso lançou sua página no portal do TJMT, durante o evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado nos dias 15 e 16 de abril. Agora, os públicos interno e externo ao Tribunal de Justiça podem acessar acessibilidade.tjmt.jus.br e conferir todas ações da Comissão, bem como entrar em contato com seus membros.
A juíza auxiliar da Vice-presidência, Alethea Assunção Santos, fez a apresentação da página na internet durante o evento. “O portal da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso tem a finalidade de apresentar as iniciativas, ações, capacitações, os projetos da Comissão e também é um repositório de atos normativos, de leis e das notícias relativas às ações. Então é uma forma de difundir o trabalho da Comissão”, explica.
Mulher de cabelos longos posa sorrindo em primeiro plano. Ao fundo, palco com cadeiras e telão verde do evento TJMT Inclusivo, com pessoas desfocadas ao redor.Conforme a magistrada, a criação da página demonstra o compromisso da Comissão em fomentar a construção de uma política institucional mais inclusiva. “O Poder Judiciário precisa olhar para o jurisdicionado, abrindo as possibilidades para aqueles que têm alguma deficiência, mas também olhar para o servidor, nos atendo às barreiras arquitetônicas e outras dificuldades daquele servidor e também do público externo. A Comissão tem essa função de compreender quais são essas necessidades específicas e trabalhar para reduzir esses empecilhos e garantir a acessibilidade e a inclusão”, defendeu.
A página da Comissão conta com a sessão “Fale Conosco”, onde estão disponíveis os canais de contato. “Esperamos que a população acesse, entre em contato conosco, mande dicas, sugestões e que, assim, a gente possa manter o portal ativo”, convida a juíza Alethea Assunção.
A página da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso está no portal do Tribunal de Justiça, no espaço dedicado aos portais temáticos, conforme a imagem ao lado.
Leia também:

Do silêncio à representatividade: trajetória de educadora sensibiliza no TJMT Inclusivo

Leia Também:  Construção coletiva marca início do Planejamento Estratégico do TJMT para 2027-2032

Quando saúde e educação não dialogam, direitos são comprometidos, alerta advogado no TJMT Inclusivo

Capacitação no Judiciário aproxima da realidade pessoas com deficiência e amplia atuação inclusiva

Desafios invisíveis do autismo são tema de palestra no TJMT Inclusivo

Palestra destaca papel da educação na identificação e acolhimento de pessoas com autismo

Fibromialgia evidencia limites da acessibilidade e reforça debate sobre inclusão no Judiciário

Vendas nos olhos e novas percepções: palestra provoca reflexão sobre a pluralidade das deficiências

Curatela e autonomia de pessoas autistas desafiam decisões judiciais

TJMT Inclusivo atrai mais de 1,5 mil pessoas em capacitação sobre direitos das pessoas autistas

Romantização do autismo pode comprometer invisibilizar desafios reais, alerta especialista

‘Educação e saúde, ou caminham lado a lado ou falham juntas’, assevera advogado no TJMT Inclusivo

Palestra traz realidade de famílias atípicas e desafios para garantir direitos

Promotora de justiça aborda avanços e desafios na garantia de direitos de pessoas autistas

Judiciário de MT abre programação voltada aos direitos das pessoas com deficiência

Leia Também:  Encontro discute desafios dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos da Saúde e Fazenda Pública

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA