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Alunos de Direito acompanham tribunal do júri em Primavera do Leste

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Para aprimorar o conhecimento na prática, 63 alunos da Faculdade Anhanguera de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá), do 9º e 10º semestre de Direito tiveram a chance de vivenciar uma experiência da sessão plenária do tribunal do júri, nesta terça-feira (11), no fórum do município.
 
O juiz da 1ª Vara Criminal de Primavera, Alexandre Delicato Pampado, conduziu o julgamento de um homem, que foi condenado a 12 anos de reclusão, em regime fechado, por matar a vítima a golpe de facadas.
 
“Foi uma oportunidade muito boa de sair da sala de aula e ver cara a cara tudo que estava acontecendo. O fato de termos ótimos professores nas disciplinas em questão, nós ajudou a chegar lá sabendo exatamente os trâmites, mas é sempre bom somar mais conhecimento”, destacou a aluna do 9º semestre, Adriana Soares Marques.
 
Segundo a coordenadora do curso de Direito, Laryssa Moraes dos Santos Tanure, o acompanhamento do júri é uma atividade que faz parte do estágio supervisionado obrigatório, que prepara os futuros advogados, efetivamente, para atuar perante o tribunal do júri. “No final do ano passado fizemos uma simulação de tribunal do júri com os alunos, no próprio Fórum, com a participação do juiz Alexandre Pampado e com um caso real. Já foi uma atividade que eles gostaram bastante e agora complementamos com um julgamento ao vivo. Eles ficaram encantados, afinal é uma chance de ver a atuação do promotor, do juiz, da defensoria, escutar o réu, ver a escolha dos jurados. É um grande aprendizado na prática”, destacou.
 
A coordenadora complementou que ao final do tribunal do júri os alunos puderam conversar com o magistrado, a promotora, Fabiola Fuzinatto Valandro e a defensora, Patrícia Fernandes para sanar dúvidas. “Até o 9º semestre eles já tiveram todas as disciplina de Direito Penal e Processo Penal. O estágio ajuda a ter esse conhecimento prático e após acompanhar a sessão muitas curiosidades surgiram, e eles puderam tirar todas as dúvidas. Os alunos ainda recebem um certificado que conta como horas extracurriculares e atividade de pontuação da disciplina estágio obrigatório”.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. A promotora Fabiola Fuzinatto está em pé e fala ao microfone aos jurados. Atrás dela está o auditório do plenário, onde os alunos estão todos sentados. Foto 2: Imagem colorida. O juiz, a promotora, a defensora, e os alunos estão em pé, todos perfilados no plenário do tribunal do júri.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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