Tribunal de Justiça de MT

Autoridades destacam o fortalecimento nas comarcas com a posse dos 25 juízes(as) substitutos(as)

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A posse de 25 novos juízas e juízes substitutos(as), nessa quarta-feira (26 de julho), faz parte das iniciativas de fortalecimento e investimento no Primeiro Grau de Jurisdição, realizadas pela atual gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), presidida pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, para promover e aproximar a Justiça, desafogar processos e dar andamentos mais céleres às demandas da sociedade nas comarcas mato-grossenses.
 
As autoridades presentes na solenidade destacaram a importância das nomeações e o que significam, principalmente para o jurisdicionado, que está no interior e busca os Fóruns, nas 79 comarcas, que passarão a contar com os novos magistrados(as).
 
De acordo com o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, a posse dos novos magistrados atende o objetivo do Judiciário em ter a Justiça presente em cada Comarca do Estado.
 
“Hoje estamos a dar posse a 25 novos magistrados que vão suprir parte dessa lacuna que temos no Primeiro Grau. O nosso objetivo é atender de forma célere e eficiente, com a prestação da Justiça, a todos os jurisdicionados e cidadãos do nosso Mato Grosso, sem qualquer distinção.”
 
A vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, destaca que este ato de valorização do Primeiro Grau de Jurisdição representa o cumprimento de um princípio constitucional da Administração Pública, a eficiência. “Se nós temos Comarcas que estão vagas, sem um titular, nós não temos produção. Então precisamos cumprir esse princípio. A população tem direito de ter a Justiça perto de si e o acesso aos juízes titulares das Comarcas.”
 
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB/MT), Gisela Alves Cardoso, afirma que a posse dos 25 juízes substitutos é fundamental, principalmente para as Comarcas do interior.
 
“Quero externar a alegria da advocacia mato-grossense em receber mais 25 novos magistrados. Nossas Comarcas do interior são as que mais sentem a ausência desses juízes, que exercem um papel muito importante e que vai muito além de julgar um processo. Eles têm a função também de promover a pacificação social. Então hoje é um dia para comemorar o sistema de Justiça do nosso Estado.”
 
O subprocurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Marcelo Ferra de Carvalho, ressalta que a nomeação é um passo a mais para melhoria dos serviços, que já são de muita qualidade.
 
“O Ministério Público Estadual também fica muito feliz em ver o incremento da quantidade de juízes, especialmente no interior de Mato Grosso. O Poder Judiciário é de suma importância para a sociedade, tem inúmeras demandas. E a sua estruturação, seja através de membros, servidores ou tecnologia, possibilitará à sociedade uma melhor prestação judiciária.”
 
Os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Claudio Antônio Marques da Silva e Rosangela Maria Telles, são casados e vieram a Mato Grosso especialmente para prestigiar a posse de um ex-aluno e colaborador, o agora juiz substituto Fernando Akio Maeda. Eles aproveitaram para compartilhar o sentimento de encanto com a solenidade e a estrutura do TJMT.
 
“Estamos muito felizes pela posse desse nosso ex-aluno. Ele trabalhou no gabinete da minha esposa, desembargadora Rosangela Maria Telles, e se esforçou bastante para ingressar na magistratura. É um projeto de vida que traz muitos sacrifícios e é por isso que estamos tão felizes. Também ficamos impressionados com o TJMT, que é um Tribunal muito bem estruturado”, avalia o desembargador do TJSP.
 
“Vim prestigiar essa solenidade com muito orgulho. Estou surpresa positivamente com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O evento foi maravilhoso e os 25 empossados estavam radiantes de felicidade, prontos para trabalhar pelo Judiciário. Entendo que o TJMT ganhou muito com esta posse”, conclui a desembargadora.
 
#Paratodosverem
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Primeira imagem: dispositivo de autoridades. da esquerda para a direita está representante da Defensoria Pública, a presidente da OAB-MT, procurador Marcelo Ferra, presidente Clarice Claudino e juíza Edleuza Zorgetti.
Segunda imagem: Corregedor, vice-presidente, juíza empossada segura o termo de posse e presidente Clarice estão em pé e posam apra foto.
Terceira imagem: presidente da OAB-MT faz discurso. Ela usa camisa de manga comprida preta e branca. atrás dela aparecem as bandeiras do Brasil e de Mato Grosso. Quarta imagem: Marcelo Ferra, representando Ministério Público falando ao microfone. Ele é um homem branco, magro, usa terno azul, camisa clara e gravata cinza.
 
Saiba como foi a posse:
 
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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