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Banco Vermelho transforma espaço do Judiciário em chamado pela vida das mulheres

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Um banco gigante vermelho, instalado logo na entrada do Palácio da Justiça, em Cuiabá, tornou-se símbolo de memória, alerta e compromisso. Mais do que um objeto, ele representa vidas interrompidas pela violência e um apelo para que nenhuma mulher sofra calada. A instalação marcou a abertura da 32ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada nesta segunda-feira (09), às 9h30.

A mobilização integra a campanha nacional promovida pelo Conselho Nacional de Justiça, que convoca tribunais de todo o país a intensificarem o julgamento de processos de violência doméstica e familiar contra a mulher e a fortalecerem ações de prevenção e conscientização.

A foto mostra o banco vermelho instalado na área externa coberta do prédio, com a frase “O relacionamento abusivo de hoje pode ser o feminicídio de amanhã”. Ao redor, dezenas de pequenas cruzes brancas simbolizam vítimas, em um espaço amplo e sombreado, sem pessoas presentes.A idealização e condução do projeto em Mato Grosso são da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). Ao abrir as falas da solenidade, a coordenadora, desembargadora Maria Erotides Kneip, agradeceu o apoio institucional da Presidência. “Eu queria, em primeiro lugar, agradecer ao nosso presidente, desembargador José Zuquim Nogueira, por nos permitir isso. É ele que tem dado todo o apoio para que o Poder Judiciário cresça na valorização dos direitos humanos das mulheres”.

Ao lembrar que a cerimônia ocorre logo após o 8 de março, a desembargadora convidou todos à reflexão. “É o dia que nós precisamos e devemos pensar muito no que nós estamos fazendo para que as mulheres de Mato Grosso não morram porque são mulheres”.

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Maria Erotides explicou que a instalação do banco, política pública prevista na Lei nº 14.942/2024, transforma o espaço físico em um ponto permanente de conscientização. “A violência contra a mulher é uma violação de direitos humanos. A ideia do banco é ter um espaço para que aqui nós possamos assentar e refletir, levantar e agir”.

Em um dos momentos mais emocionantes, ela relacionou a cor vermelha ao significado da vida e à urgência da causa. “O vermelho é a cor do sangue das vítimas da violência contra a mulher. É a cor do feminicídio. Mas é também a cor da vida, durante o nascimento. Nós precisamos lutar para que nossas mulheres não morram. Nós precisamos lutar para que nossas mulheres vivam com dignidade”.

A desembargadora também destacou a importância da presença feminina nos espaços de decisão. “Hoje o Poder Judiciário tem 351 magistrados, desses 129 são juízas mulheres. Somos 39 desembargadores no segundo grau e 13 somos desembargadoras. Nós precisamos de mulheres nos espaços de poder. Primeiro porque somos iguais em direito, depois porque conhecemos a realidade de quem sangra todos os meses”.

Após a fala da coordenadora, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, compartilhou reflexões pessoais sobre sua trajetória e o compromisso institucional com o enfrentamento à violência doméstica.

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O presidente ressaltou a gravidade do problema. “Os números são alarmantes no nosso Estado. Nós todos fomos criados em um sistema machista. E a violência não é só a agressão física. Ela se apresenta de várias formas”.

Zuquim também anunciou a intenção de fortalecer a estrutura de enfrentamento à violência doméstica. “É um trabalho demorado, de formiguinha. Eu pretendo, até o final da minha gestão, criar mais varas de combate à violência doméstica, dar oportunidade para que mais colegas magistrados se sintam preparados para esse enfrentamento”.

Símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio, o Banco Vermelho passa a ocupar de forma permanente o espaço do Judiciário mato-grossense como convite à consciência coletiva. Ao lado da instalação, também foi lançada a campanha “Eu Digo Basta!”, promovida pelo Núcleo de Atendimento a Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica e Familiar – Espaço Thays Machado, ampliando o compromisso institucional com acolhimento e proteção.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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