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Cejusc Virtual Empresarial visita entidades representativas para divulgar a XX Semana da Conciliação

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Virtual Empresarial esteve, nos últimos dias, em agenda institucional com as principais entidades representativas do setor produtivo mato-grossense, com o objetivo de divulgar e fortalecer as ações da XX Semana Nacional da Conciliação, que será realizada no período de 3 a 7 de novembro de 2025.

Em Mato Grosso, a ação é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) com apoio operacional dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).

O objetivo dessas visitas é ampliar a rede de parceiros institucionais e estimular a participação do setor produtivo no evento promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais estaduais.

A equipe foi recebida na Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL/MT) pelo presidente da entidade, David Pintor e pelo diretor-financeiro, Ulisses Egun. Na ocasião, foram apresentadas as iniciativas do Cejusc Empresarial voltadas à mediação e conciliação pré-processual, destacando-se a importância da cultura do diálogo para a solução eficiente de conflitos empresariais e comerciais.

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Em seguida, a equipe do Cejusc Virtual Empresarial esteve na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), onde foi recebida pelo presidente, Sílvio Cezar Pereira Rangel, e pela superintendente da Federação, Fernanda Campos. Durante o encontro, foram discutidas possibilidades de cooperação voltadas à resolução consensual de litígios empresariais e à promoção de um ambiente econômico mais estável e colaborativo, especialmente em tempos de desafios financeiros e de reestruturação empresarial.

Card azul do TJMT: família com pai, mãe e criança assina documento à mesa. À direita, textos sobre conciliação, QR Code e ícones. Chamada “Conciliar é legal” e data: 03 a 07 de novembro em MT 2025 já.A agenda incluiu também visita à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/MT), onde a equipe foi recebida pelo presidente Wenceslau Júnior e pela assessora legislativa Yasmini Taveirar. O diálogo reforçou o papel do sistema multiportas de justiça como instrumento de pacificação social e fortalecimento das relações empresariais.

“A Semana Nacional da Conciliação é uma oportunidade para demonstrar que o diálogo é o caminho mais eficiente, econômico e célere para resolver conflitos”, destacou o juiz coordenador do Cejusc Virtual Empresarial, Marcio Aparecido Guedes.

As ações do Cejusc Virtual Empresarial têm se consolidado como referência nacional na promoção de soluções autocompositivas, especialmente no âmbito da mediação empresarial e da recuperação de empresas, reafirmando o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a celeridade, eficiência e humanização da justiça.

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Para mais informações entre em contato com o Cejusc ou Fórum mais próximo ou acesse o QRCode na arte para acessar o Portal do Nupemec ou clique neste link.

Foto: Assessoria Fecomércio MT

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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