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Centro de Solução de Conflitos de Rondonópolis realiza preparativos para novo curso de facilitadores

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Na última quarta-feira (25), o prefeito municipal de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, e a secretaria municipal de educação, Mara Gleibe Ribeiro Clara da Fonseca, estiveram no gabinete do juiz Wanderlei José dos Reis, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões e Coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania local, tratando dos detalhes da realização do próximo curso de formação de facilitadores dos Círculos de Construção de Paz para atuarem na rede municipal de ensino.
 
Em Rondonópolis a Justiça Restaurativa é coordenada pelo juiz Wanderlei Reis, sendo que, recentemente, por meio da Lei n.º 12.975/2023, o Programa Municipal de Justiça Restaurativa, para a construção da paz e do diálogo em toda a rede municipal de ensino, foi instituído, e a agora, por meio do Termo de Cooperação Técnica n.º 010/2023, firmado entre o NUGJUR, o CEJUSC e o Município de Rondonópolis, a efetiva implantação tornou-se possível, visando a beneficiar as 46 unidades escolares locais com mais de 21 mil alunos.
 
Vale dizer que recentemente Rondonópolis formou 67 facilitadores no último dia 02 de outubro, totalizando quase 100 facilitadores habilitados, aptos a realizar os círculos de construção de paz na rede estadual de ensino.
 
Ao todo são mais de 41 mil alunos da rede escolar rondonopolitana que serão beneficiados com a Justiça Restaurativa, estando o projeto de implantação em estágio bem avançado e sendo destaque em nível nacional com três matérias já veiculadas pela TV Justiça de Brasília para todo o país.
 
Agora é a vez do CEJUSC local focar na rede municipal de ensino, para isso o juiz coordenador Wanderlei Reis realizou reunião preparatória com o prefeito municipal e secretária municipal, onde “trouxe-lhes os detalhes de como será o curso, repassando informações sobre a sua dinâmica com suas fases, bem como as exigências que se impõe a cada cursista, enfatizando, na ocasião, que a seleção deve ser rigorosa de profissionais da educação que realmente tenham identidade com a temática da Justiça Restaurativa e dos círculos de construção de paz, para que não haja evasão durante o curso e, a posteriori, os facilitadores credenciados venham a realizar os círculos nas escolas, sendo verdadeiros multiplicadores.”, disse o juiz Wanderlei Reis.
 
Segundo o juiz Wanderlei Reis, a reunião com o prefeito e a secretária municipal de educação foi bastante proveitosa: “Tratamos dos detalhes do próximo curso de formação de facilitadores na rede municipal, data de início e, sobretudo, eu os exortei sobre a necessidade de serem rigorosos na seleção dos cursistas para que sejam pessoas identificadas com a temática e com perfil necessário de um facilitador para realização de círculos de construção de paz nas escolas municipais”.
 
Para o juiz Wanderlei Reis, a vinda do prefeito ao gabinete, atendendo a seu convite, demonstra todo seu engajamento e entusiasmo com a implantação da Justiça Restaurativa na rede municipal de ensino, o que deverá se dar no próximo ano, já a partir do mês de fevereiro, com a realização de palestras e círculos de apresentação, além da seleção de 50 profissionais da educação municipal para integrarem as duas turmas de formação de facilitadores de 2024 em Rondonópolis.
O prefeito municipal comemorou a iniciativa do Poder Judiciário: “Primeiro quero parabenizar o doutor Wanderlei pela inciativa de desenvolver o programa de formação de facilitadores dos círculos de construção de paz e quero também enaltecer a nossa desembargadora Presidente do TJMT, Clarice Claudino da Silva, por essa inciativa. Eu acredito no sucesso que o desenvolvimento do curso pelo município em razão da proximidade que temos, com a designação de servidora da educação para mantermos um laço, uma interligação, com a gestão pública municipal e o Poder Judiciário.”
 
A secretária municipal de educação externou sua felicidade com a realização do curso e a iniciativa do CEJUSC local: “Estamos muito felizes porque nós vamos fazer parte desse programa e o município foi contemplado com essa formação para os professores e supervisores sobre o círculo de construção de paz. Isso vai agregar muito com o município e as escolas, pois vai ajudar no relacionamento com os alunos e com os professores. Então é importante para nós que essa formação, pois trará qualidade e harmonia para toda a comunidade escolar do município.”
 
Os Círculos de Construção de Paz nas escolas são uma ferramenta da Justiça Restaurativa estimulada e desenvolvida pela Resolução n.º 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com tribunais, comunidade e redes de garantia de direitos locais. O ano de 2023 foi definido pelo Conselho Nacional de Justiça como o ano da Justiça Restaurativa na educação.
 
Cejusc de Rondonópolis.
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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