Tribunal de Justiça de MT

Círculo de Paz promove momento de reflexão e fortalecimento de valores entre alunos do Sesi Escola

Publicado em

Um espaço para escuta, diálogo e construção de relações mais saudáveis. Foi assim que cerca de 60 alunos do oitavo ano do Sesi Escola, em Cuiabá, vivenciaram nesta terça-feira (23 de setembro) o Círculo de Construção de Paz nas Escolas, uma atividade que buscou incentivar a reflexão sobre valores, convivência e respeito.

A ação, realizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Infância e Juventude de Cuiabá, tem por objetivo contribuir para que os estudantes desenvolvam empatia e atitudes positivas dentro e fora da sala de aula. A dinâmica foi conduzida pelo facilitador Wellington Correa.

O Círculo de Paz nas Escolas é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur-MT), que se fundamenta no princípio da Justiça Restaurativa para difundir a cultura de paz nas escolas. O método transforma a sala de aula em um ambiente de diálogo seguro, no qual alunos, professores e familiares podem compartilhar sentimentos e experiências. Dessa forma, reforça o respeito mútuo, a empatia e a convivência saudável, prevenindo conflitos e criando um ambiente escolar mais acolhedor.

Tatiane Almeida, coordenadora pedagógica das turmas do 7º ao 9º ano da instituição, explicou que a atividade foi planejada para sensibilizar os estudantes sobre temas como bullying e cyberbullying.

“A equipe do Cejusc esteve aqui para trabalhar com os alunos questões relacionadas ao bullying, ao cyberbullying e às suas consequências. O objetivo é conscientizar sobre os danos que essas práticas podem causar, tanto para quem pratica quanto para quem é vítima. Para alcançar melhores resultados, dividimos as turmas: uma parte ficou em sala de aula e a outra no auditório, recebendo simultaneamente os mesmos conteúdos e atividades. Esse formato facilita a aplicação da metodologia e garante maior alcance da proposta”, detalhou.

Leia Também:  Ribeirinho Cidadão leva mais de 15 mil atendimentos a comunidades em situação de vulnerabilidade

Juliana Kido, gestora do Cejusc da Infância e Juventude de Cuiabá, reforçou que a metodologia aplicada se inspira na “Comunicação Não Violenta” e estimula os alunos a refletirem sobre valores e atitudes.

“No ambiente do círculo, colocamos palavras que representam valores importantes, como respeito, empatia e solidariedade, para que os estudantes escolham aqueles que já possuem ou que desejam desenvolver. No centro, dispomos objetos simbólicos ligados à natureza, ao lar e ao universo dos adolescentes. Esses itens aproximam os jovens da proposta e tornam a atividade mais atrativa. A dinâmica não aborda diretamente a palavra bullying, mas trata de temas como aceitação das diferenças, respeito às desigualdades e convivência dentro da sala de aula. Esta foi a primeira vez que realizamos essa ação em uma instituição privada e o resultado foi muito positivo”, avaliou.

Para Emanuella Luz, psicóloga do Sesi Escola, a iniciativa é uma aliada no enfrentamento aos desafios cotidianos da escola. “Sabemos que dentro da escola enfrentamos diversos desafios, especialmente relacionados ao bullying e ao cyberbullying. Estamos, inclusive, implementando o Manual de Combate ao Bullying e Cyberbullying, construído de forma colaborativa pela comunidade escolar. O Círculo de Construção de Paz chega para somar esforços, promovendo melhores relações e um ambiente mais respeitoso e acolhedor. Quando uma criança ou adolescente é escutado, ela se sente validada e engaja para o bem. Nosso próximo passo é integrar essa ferramenta às ações da escola, desenvolvendo novas sensibilizações e iniciativas para aprimorar os relacionamentos. A meta é construir um ambiente cada vez mais sólido, respeitoso e acolhedor, e essa abordagem já tem mostrado resultados positivos aqui no Sesi Escola”, pontuou.

Leia Também:  Deliberações de audiência pública visam aprimorar processos e serviços para população

Os estudantes também destacaram a relevância da atividade. Uma aluna que participou da dinâmica relatou que a experiência ajudou a fortalecer os laços dentro da turma. “Eu achei esse momento muito importante e inclusivo. Foi um espaço que fortaleceu os laços entre nós, porque aprendemos a confiar uns nos outros e a partilhar certas coisas. É um momento que faz bem para todos. Acredito que essa dinâmica vai ajudar no convívio das nossas salas. Acho que boa parte dos alunos que levaram esse momento a sério vai colocar em prática o que foi aprendido.”

O Programa de Pacificação Social, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, tornou-se pioneiro na implementação da Justiça Restaurativa no estado e é referência nacional. A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), desembargadora Clarice Claudino da Silva, e o juiz Túlio Duailibi Alves Souza, coordenador do Núcleo, têm atuado para expandir os Círculos de Construção de Paz tanto no Judiciário quanto em escolas e comunidades.

Escolas, instituições e organizações sociais interessadas em implementar a prática podem entrar em contato com os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) ou com os Fóruns de suas cidades. Em Cuiabá e Várzea Grande, o contato pode ser feito pelo Portal NugJur, clicando em “Solicitar um Círculo” e preenchendo o formulário disponível, ou ainda pelos canais:

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

Published

on

Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

Leia Também:  Judiciário estadual e parceiros realizam 7ª edição do Mutirão Ambiental em Cuiabá

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA