Tribunal de Justiça de MT

Clarice Claudino da Silva toma posse e reafirma compromisso com a pacificação social

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O compromisso de estimular a cultura da paz na sociedade em detrimento da cultura do litígio foi reafirmado pela presidente empossada do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para o biênio 2023/2024, desembargadora Clarice Claudino da Silva. Em seu pronunciamento, durante solenidade de posse, na tarde desta segunda-feira (19 de dezembro), a magistrada afirmou a sua convicção de que a efetivação da Justiça Multiportas é o melhor caminho para a pacificação social.
 
Também foram empossados a desembargadora Maria Erotides Kneip, como vice-presidente e o desembargador Juvenal Pereira da Silva, como corregedor-geral da Justiça.
 
No Plenário 1 do Palácio da Justiça, Clarice Claudino da Silva leu a carta que escreveu aos desembargadores e desembargadoras que compõem a corte estadual quando aceitou o desafio de se candidatar ao cargo mais alto do Poder Judiciário de Mato Grosso. Nas linhas, a magistrada reafirmou seu compromisso com a instituição e toda a sociedade para os próximos dois anos.
 
O olhar para o ser humano foi um dos destaques do discurso da presidente recém-empossada. “Aqueles que me conhecem sabem do meu entusiasmo e do meu empenho na disseminação da cultura da pacificação social, por meio da implantação de políticas públicas e, também, da construção de soluções adequadas por meio do diálogo, da amorosidade e da compreensão do ser humano em sua integralidade. Esse é o foco, o cuidado com o ser humano. Sejam eles nossos magistrados, nossos servidores, nossos parceiros, os jurisdicionados, enfim, todas as pessoas que de uma forma ou de outra são alcançadas por nós e que merecem um tratamento adequado de acordo com a sua necessidade, em consonância com a legalidade e a justiça.”
 
Nesse sentido, da busca da mudança de cultura, a desembargadora espera contar com os poderes e instituições que integram o Sistema de Justiça, como Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Ministério Público e Defensoria Pública, além dos Eeecutivos estadual e municipal e Legislativo para o fortalecimento da paz social.
 
Ao pontuar sobre a importância da tecnologia nos dias atuais, especialmente no que diz respeito a maior agilidade no cumprimento das atividades judiciais e maior rapidez no trâmite processual, Clarice Claudino da Silva reiterou que “dentre todas as ferramentas que estão à nossa disposição, envidaremos maior esforço nas relações humanas.”
 
Ainda em seu pronunciamento a magistrada ressaltou novamente que o sentido da vida é traduzido pela qualidade dos nossos relacionamentos pessoais e profissionais. “Minha prioridade, e de toda a equipe cuidadosamente escolhida para estar comigo neste próximo biênio, é proporcionar um ambiente harmônico, pacífico, com respeito mútuo e espírito colaborativo”, reafirmou.
 
Clarice Claudino agradeceu a desembargadora Maria Helena Póvoas, a quem teve a honra de suceder. “Sei de todos os esforços empreendidos por Sua Excelência em dirigir o Judiciário naquilo que eu chamo da pior fase de nossas vidas: uma pandemia que nos dividiu, que não nos permitiu olhar olhos nos olhos, que nos obrigou a tomar decisões sem experimentar a serenidade do contato humano. Obrigada, desembargadora, por cuidar de nós nessa época de tanta amargura e medo.”
 
“Considero-me privilegiada por poder estar me dirigindo a esta dileta plateia olhando-a face a face. Ao assumir o leme deste navio, torno pública a plena convicção da minha responsabilidade nesta caminhada. Saibam, senhoras e senhores, que colocarei toda a minha energia, as minhas forças, a minha alma em cumprir esta missão, que considero divina”, completou.
 
Os agradecimentos se estenderam aos colegas de desembargo, às diversas autoridades nacionais, estaduais e municipais presentes, às magistradas e magistrados, servidoras e servidores, e especialmente aos pais da desembargadora.
 
“Aos meus pais, José Claudino Sobrinho e Maria José Claudino, ambos de saudosa memória, cuja presença espiritual festiva e emocionada o meu coração fica, e que me criaram com amor e princípios que embasaram a minha caminhada, saindo, ainda menina, de uma fazenda em Alto Garças, sem recursos financeiros, mas com sonhos e esperança de que poderia colaborar para a construção de um mundo melhor, começando pelo meu mundo”, disse emocionada.
 
A gratidão se estendeu à família da magistrada, presente na cerimônia. “Agradeço às minhas filhas, Lidiane e Franciele, que, mesmo privadas da minha companhia integral, em face da minha dedicação aos estudos e à carreira da magistratura, se tornaram meu esteio e minha razão na concretização dos meus sonhos. Elas também me deram mais dois filhos: Paulo e Sadi. Por meio deles, Lidiane e Paulo, Franciele e Sadi, tornei-me avó de sete netos, […] que me fazem sentir e viver o amor que me transborda. Um especial agradecimento ao meu esposo Alair, companheiro de todas as horas, que entende as minhas ausências e preenche as minhas presenças.”
 
A desembargadora Clarice Claudino é a terceira mulher a ser presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A primeira foi a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato que comandou a instituição entre 1991 a 1993. Vinte e sete anos depois a desembargadora Maria Helena Póvoas foi eleita presidente para o biênio 2021 a 2022.
 
De forma inédita, em 148 anos de história do Tribunal de Justiça, duas mulheres – desembargadoras Maria Helena Póvoas e Maria Aparecida Ribeiro – transmitem os respectivos cargos de presidente e vice-presidente para outras duas mulheres – Clarice Claudino da Silva e Maria Erotides Kneip.
 
Natural de Alto Garças (MT), Clarice Claudino da Silva concluiu o curso de Direito na Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT) e ingressou na magistratura em 1º de novembro de 1988.
 
Eleita por merecimento ao cargo de desembargadora, por 25 votos abertos, em sessão solene do Tribunal Pleno, realizada em 19 de fevereiro de 2009. Foi empossada como desembargadora no dia 6 de março de 2009.
 
Clarice Claudino da Silva atuou nas comarcas de Poconé, Sinop, Cáceres e Cuiabá e foi diretora do Foro em todas as comarcas pelas quais passou.
A eleição para o biênio 2023/2024 foi realizada na tarde de 13 de outubro, durante sessão do Tribunal Pleno realizada por videoconferência. A votação ocorreu por sistema eletrônico, os escrutínios distintos e secretos. O canal oficial do TJMT no YouTube transmitiu a sessão.
 
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Descrição de imagem: primeira imagem: fotografia colorida registrando o momento em que a desembargadora Clarice faz o juramente de posse. Segunda imagem: fotografia colorida mostra a desembagora Clarice que faz pronunciamento de posse.Terceira imagem: fotografia colorida registrando a desembargadora Maria Helena e a desembargadora Clarice. Quarta imagem: fotografia colorida registrando o encontro das três mulheres presidentes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato, ladeada pelas desembargadoras Clarice Claudino e Maria Helena Póvoas.
 
Dani Cunha/Fotos: Lucas Figueiredo
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Desafio Judiciário Sustentável 2026 mobiliza unidades do TJMT em busca de consumo consciente

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A imagem mostra um edifício com as palavras O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) instituiu o “Desafio Judiciário Sustentável 2026”. Por meio de ações voltadas ao consumo consciente, redução de desperdício e de gastos e incentivos à reciclagem, o objetivo é fortalecer dentro do Poder Judiciário a cultura da sustentabilidade. A iniciativa foi estabelecida pela Portaria TJMT/PRES nº 751, de 27 de maio de 2026.

O desafio envolverá áreas administrativas, gabinetes de desembargadores e comarcas de todo o estado. A proposta é acompanhar e avaliar indicadores relacionados ao consumo e gasto de diferentes despesas, além da destinação adequada de resíduos sólidos recicláveis, estimulando práticas mais sustentáveis no ambiente institucional.

O Núcleo de Sustentabilidade acompanha o desempenho das unidades ao longo do ciclo de avaliação, que compreende o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026. Nesse período, são monitorados indicadores relacionados ao consumo de água, energia elétrica, papel, copos descartáveis, impressões e equipamentos de impressão, gastos com telefonia, transporte e serviços gráficos e destinação adequada de resíduos sólidos recicláveis.

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Os indicadores serão calculados de forma proporcional ao número de magistrados, servidores e estagiários de cada unidade. A portaria também estabelece pesos diferentes para cada indicador, considerando o impacto ambiental e a relevância institucional de cada item. Entre os critérios com maior peso estão consumo de papel, impressão, equipamentos de impressão e destinação adequada de resíduos recicláveis.

“As unidades devem dedicar atenção especial à redução de impressões desnecessárias, ao uso consciente do papel, à devolução de impressoras ociosas e ao fortalecimento das ações de separação e encaminhamento correto dos resíduos recicláveis. A intenção é incentivar mudanças de comportamento e fortalecer práticas alinhadas à responsabilidade ambiental”, explica a gestora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Jaqueline Schoffen.

Como forma de reconhecimento, o Desafio Judiciário Sustentável entregará selos Diamante, Ouro, Prata e Bronze às unidades com melhor desempenho.

Os selos serão entregues durante o 11º Evento de Sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso, que será realizado no segundo semestre de 2026. A premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar as unidades que se destacarem na adoção de práticas sustentáveis e no uso eficiente dos recursos públicos.

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Além de estimular a conscientização ambiental dentro do Judiciário, a iniciativa também vai ao encontro da melhoria da gestão de recursos públicos e fortalecimento de práticas sustentáveis no dia a dia institucional.

Clique aqui e confira a portaria na íntegra.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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