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Cofi 2026: novos magistrados de MT aprofundam formação em gestão, comunicação e direitos humanos

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A abertura da semana do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi 2026), na última segunda-feira (23 de março), contou com uma aula conduzida pela juíza Anna Paula Gomes de Freitas, que apresentou aos juízes substitutos um panorama prático das atribuições da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ). Nesse mesmo dia, o Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) foi apresentado aos novos magistrados pela coordenadora do núcleo, juíza Henriqueta Lima.

O primeiro encontro teve foco nas demandas que recaem diretamente sobre a atuação dos magistrados, com ênfase no caráter orientativo e fiscalizatório da CGJ. “Nós focamos muito na prática, naquilo que eles vão usar, naquilo que o Conselho Nacional de Justiça cobra em termos de prêmio, de qualidade, nas nossas metas, então as orientações foram nesse sentido”, explicou Anna Paula. Entre os temas abordados estiveram infância e juventude, demandas abusivas, violência doméstica, afastamento de magistrados das comarcas, autorizações, teletrabalho e trabalho híbrido.

A juíza destacou que a conversa buscou esclarecer o que é cobrado pela Corregedoria e pelo CNJ, especialmente no que diz respeito a metas, qualidade e premiações. Segundo ela, o bate-papo foi produtivo e permitiu que os participantes tirassem dúvidas e se sentissem mais preparados para a prática cotidiana.

Na sequência, a juíza Henriqueta Lima conduziu a exposição institucional sobre o NCJUD e destacou a cooperação judiciária como instrumento essencial para ampliar a eficiência, a celeridade e a efetividade da prestação jurisdicional. Os participantes conheceram a estrutura do NCJUD, exemplos práticos de cooperação utilizados na rotina da magistratura e as funcionalidades do portal do núcleo, que reúne cartilhas atualizadas, termos vigentes e materiais de apoio.

Henriqueta ressaltou que a proposta central do NCJUD é promover uma mudança de cultura no Judiciário, estimulando a desburocratização e a integração entre instituições. Segundo ela, embora a cooperação tenha sido formalizada pelo Código de Processo Civil de 2015, práticas colaborativas já faziam parte do cotidiano forense e agora ganham padronização e fortalecimento por meio das normativas do CNJ.

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Em Mato Grosso, o núcleo possui estrutura própria, com ações de capacitação e materiais institucionais voltados à difusão dessa cultura entre magistrados e servidores, além de facilitar o diálogo entre diferentes órgãos.


Comunicação

Na terça-feira (24 de março), a formação incluiu um módulo dedicado à comunicação institucional, conduzido pelo coordenador de Comunicação do Tribunal de Justiça, jornalista Ranniery Queiroz. A atividade abordou liderança, relações interpessoais e interinstitucionais, além de estratégias de gerenciamento de riscos e crises, reforçando que a comunicação é parte essencial da atuação judicial.

Durante a exposição, ele destacou que a atuação do magistrado ultrapassa a esfera das decisões judiciais e envolve a forma como essas decisões são compreendidas pela sociedade. Ranniery enfatizou a importância de comunicar com clareza, explicar o trabalho realizado e manter canais de escuta ativa para captar as demandas sociais. A equipe da Coordenadoria de Comunicação apresentou ainda o funcionamento do Portal de Notícias, das redes sociais e das assessorias de imprensa do TJMT, da Corregedoria e da Esmagis-MT.

Os participantes também conheceram a estrutura completa da comunicação institucional do Judiciário mato-grossense, incluindo TVJus, Rádio TJMT e os fluxos internos e externos de informação. A programação abordou a política de comunicação do CNJ e a atuação em situações de crise, além de atividades práticas, como entrevistas no formato “pinga-fogo”, que permitiram aos magistrados vivenciar cenários reais de exposição pública e aprimorar suas habilidades comunicacionais.

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Proteção aos vulneráveis

As aulas de quarta e quinta-feira (25 e 26 de março) foram conduzidas pela juíza Alethea Assunção Santos, coordenadora do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam), que tratou de temas relacionados a direitos humanos e também sobre o impacto social, econômico e ambiental das decisões judiciais e a proteção do vulnerável. Ao longo dos encontros, ela apresentou aos magistrados uma abordagem centrada na proteção de grupos vulneráveis, com base em tratados internacionais e no sistema interamericano de direitos humanos.

A magistrada também destacou a recente publicação do Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana, resolução do Conselho Nacional de Justiça que reforça o compromisso dos juízes brasileiros com a observância dos tratados internacionais e da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Entre os tópicos discutidos estiveram os direitos de crianças e adolescentes, a proteção à pessoa idosa, a igualdade racial e o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo Alethea, a turma demonstrou grande interesse e engajamento. “Os colegas estavam muito comprometidos com a proteção dos direitos humanos e dos grupos vulneráveis. Gostei bastante da reação da turma”, avaliou.


In loco

Nesta sexta-feira (27 de março), os novos magistrados(as) fizeram uma visita técnica ao Fórum de Cuiabá, onde foram recebidos no Plenarinho do Fórum pela juíza diretora do Fórum, Hanae Yamamura de Oliveira.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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