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Comarca de Mirassol D’Oeste celebra 43 anos de serviços prestados à população

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A Comarca de Mirassol D’Oeste completa nesta quarta-feira (17 de setembro) 43 anos de instalação, consolidando-se como referência regional na tutela de direitos e na pacificação social. Criada pela Lei nº 4.004, de 30 de junho de 1978, a unidade judiciária foi instalada em 1982 e, desde então ampliou sua estrutura e área de atuação, atendendo também o distrito de Sonho Azul e o município de Curvelândia.

“Ao celebrar este aniversário, registro meu reconhecimento aos servidores e servidoras, a espinha dorsal da nossa entrega, aos magistrados e magistradas que por aqui passaram, e às instituições parceiras. A Comarca de Mirassol D’Oeste cresceu com a cidade e continuará a crescer com ela: mais acessível, mais humana e mais eficiente. Nosso compromisso é permanente: decisões de qualidade, no tempo certo, com respeito à dignidade de cada pessoa que nos procura”, afirmou o juiz diretor do foro, Fernando Kendi Ishikawa.

Atualmente, a Comarca conta com três varas judiciais, que juntas reúnem 4.877 processos em tramitação (1ª Vara: 1.636; 2ª Vara: 1.630; 3ª Vara: 1.611). O corpo funcional soma 72 colaboradores, sendo 28 servidores efetivos, nove comissionados, 13 estagiários, nove credenciados, oito terceirizados. Três magistrados atuam na unidade: o juiz diretor do foro, Fernando Kendi Ishikawa, além do juiz Juliano Hermont Hermes da Silva e da juíza Lucélia Oliveira Vizzotto.

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Entre os marcos históricos, destacam-se a inauguração do novo prédio do Fórum, em 24 de julho de 2014, com ambientes acessíveis, Sala de Depoimento Especial e Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), reforçando a cultura da conciliação. Outro avanço importante foi a instalação da 3ª Vara Criminal, em 10 de março de 2017, ampliando a capacidade de resposta da Comarca na área criminal.

Eficiência e integração social

O juiz Fernando Ishikawa explica que a gestão atual tem como foco quatro eixos principais: pessoas, gestão eficiente, acesso à Justiça e integração social.

No eixo “pessoas”, a valorização dos servidores foi prioridade, com medidas de padronização de rotinas, ações de qualidade de vida no trabalho, reconhecimento de boas práticas e incentivo à formação continuada.

A gestão eficiente se refletiu no programa interno “Cuidando da Casa”, que solucionou problemas de manutenção do fórum com medidas de prevenção elétrica, controle de pragas, reorganização de espaços, limpeza do pátio e retirada de veículos abandonados.

O acesso à Justiça foi ampliado com investimentos em meios digitais, qualificação do atendimento do Cejusc e fortalecimento do Ponto de Inclusão Digital (PID) em Curvelândia, reduzindo deslocamentos da população.

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Já a integração social se deu por meio de uma série de ações com diferentes públicos:

Educação e cidadania: visitas guiadas e o projeto “Nosso Judiciário”, aproximando estudantes do sistema de Justiça.

Saúde: inspeções no Hospital Samuel Greve, em parceria com o Ministério Público e a gestão municipal.

Inclusão social: apoio ao Escritório Social e à Apae de Mirassol D’Oeste.

Defesa do consumidor: cooperação com o Procon municipal para soluções céleres de conflitos consumeristas.

Esporte e juventude: incentivo a atividades comunitárias, como basquete e karatê, voltadas à disciplina e prevenção da violência.

Sociedade civil: participação em campanhas sociais junto ao Rotary Club de Mirassol D’Oeste.

Justiça Restaurativa: realização de Círculos de Paz em escolas e comunidades.

Questões fundiárias: mesas de mediação na Comissão de Assuntos Fundiários de Mirassol D’Oeste e Curvelândia.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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