Tribunal de Justiça de MT

Comarca de Tangará participa da Campanha de enfrentamento à violência contra a mulher

Publicado em

Entre os dias 9 e 25 de novembro, a Comarca de Tangará da Serra participa da Campanha de Enfrentamento à violência contra a mulher. De acordo com a juíza Edna Ederli Coutinho, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, serão realizadas ações voltadas ao esclarecimento sobre o tema, além de fomentadas iniciativas que possam garantir às vítimas apoio para saírem do ciclo da violência.
 
Nesta quinta-feira (10), a magistrada participará de uma palestra ao lado da advogada Ana Emília Iponema, na sede da OAB no município, às 19h. A juíza explica que a campanha foi de iniciativa da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, formada nesse ano e que envolve uma união de esforços dos Poderes Judiciário, Executivo, Legislativo e da sociedade civil organizada.
 
“Precisamos contribuir para uma mudança de cultura, o machismo vem de séculos e não é algo fácil de quebrar. Mas as mulheres precisam conhecer seus direitos, por isso vamos falar sobre os diversos tipos de violência, como a violência psicológica, conceituar o que é violência doméstica e ensinar como denunciar”, afirmou.
De maneira didática, a magistrada explicou que o primeiro passo é a vítima reconhecer que sofre a violência, para que ela possa agir. O segundo passo é encorajar a mulher a denunciar para que seja possível tomar medidas para cessar a agressão.
 
“O atendimento da vítima não para na medida protetiva, a mulher precisa de ajuda com apoio psicológico, capacitação e meios que ela possa ter um trabalho, conquistando a autonomia. A rede tem o papel de ajudar a cessar a agressão imediata e dar ferramentas para ela conseguir ter um emprego, recuperar a autoestima e sair do ciclo da violência”.
 
Confira a programação da Campanha de Enfrentamento à violência doméstica:
 
Dia 9 – Quarta-feira – Coletiva de Imprensa, no Fórum às 8h
Dia 10 – Quinta-feira – Palestra, na sede da OAB, às 19h, com a Comissão dos Direitos da Mulher da OAB
Dia 16 – Quarta-feira – Cinema, no Centro Cultural, às 19h
Dia 18 – Sexta-feira – Blitz com faixas em 3 pontos de Semáforos do Município
Dia 20 – Domingo – Ato: Feriado Estadual da Consciência Negra, na Praça da Bíblia às 17h
Dia 23 – Quarta-feira – Evento: Chá com Elas – feira de mulheres empreendedoras e palestras, no Centro Cultural das 14h às 22h
Dia 25 – Sexta-feira – Carreata: Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, na Avenida Brasil, às 16 h
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Casal vai a júri popular por morte de estudante em atropelamento na Beira Rio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Published

on

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

Leia Também:  Projeto encerra 2ª etapa com participação expressiva em municípios

Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

Leia Também:  Seção de Direito Privado realiza sessão extraordinária nesta sexta

Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA