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Coordenadoria Judiciária implementa painéis estratégicos e automatiza Índice de Eficiência no TJMT

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Fachada do TJMT. Prédio com apredes brancas e jan elas e portas espelhadasA Coordenadoria Judiciária (CJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) avançou significativamente em 2025 ao adotar uma gestão baseada em dados e evidências. O ano marcou uma virada estratégica com a criação de novos painéis no sistema Ciência de Dados e a automatização do Índice de Eficiência, ferramenta que acompanha o desempenho das unidades do Segundo Grau.

Logo no início de 2025, a CJUD foi reestruturada com a criação do Departamento de Processamento Eletrônico, Inteligência de Dados e Negócio (DPIN), fortalecendo a atuação técnica e preparando o setor para uma gestão moderna, transparente e orientada a resultados.

Painéis de dados

Em 2025, a CJUD desenvolveu três painéis gerenciais no sistema Ciência de Dados, voltados para monitorar indicadores de forma simples e intuitiva. Eles transformam informações brutas em ferramentas úteis de gestão e estão divididos em três níveis:

· Painel Estratégico: acompanha as metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e indicadores utilizados na Premiação CNJ de Qualidade.

· Painel Tático: permite o monitoramento do desempenho dos gabinetes, oferecendo uma visão gerencial integrada.

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· Painel Operacional: auxilia o acompanhamento das rotinas das secretarias, promovendo mais controle e eficiência no dia a dia.

Esses painéis tornaram a gestão mais ágil, organizada e baseada em dados confiáveis, ampliando a transparência e o controle das atividades internas.

Índice de Eficiência

O Índice de Eficiência é um dos pilares dessa nova estrutura de gestão. Construído com indicadores estratégicos, ele ajuda a avaliar o desempenho dos departamentos e a apoiar decisões administrativas.

O índice possui quatro características essenciais:

1. Dinâmico: permite incluir ou retirar indicadores conforme as prioridades da Coordenadoria.

2. Sistêmico: avalia a gestão de forma ampla, considerando diferentes aspectos do trabalho.

3. Interativo: combina indicadores que, juntos, oferecem uma visão integrada da instituição.

4. Estratégico: é alinhado à estratégia macro do Tribunal de Justiça.

Da planilha à automação: a grande mudança de 2025

Até setembro de 2025, o Índice de Eficiência era calculado manualmente em uma planilha de Excel. Esse processo foi totalmente transformado em outubro, quando o índice ganhou um painel exclusivo no Ciência de Dados, passando a ser aferido automaticamente.

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A automação trouxe ganhos expressivos, como mais transparência, maior precisão, agilidade para o acompanhamento das unidades e facilidade para identificar avanços e desafios.

A mudança eliminou retrabalho, padronizou o processo e tornou o monitoramento contínuo muito mais eficiente.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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