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Corregedoria e Perícia Oficial alinham procedimentos para agilizar processos judiciais

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Representantes da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ-MT) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso (Politec) debateram mecanismos para otimizar os procedimentos periciais demandados pela Justiça em processos judiciais. O encontro ocorreu no gabinete do corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, segunda-feira (17 de julho).
 
A necessidade de estabelecer parâmetros para a solicitação do “Exame de Verificação de Locutor”, realizado pela Gerência de Áudio e Vídeo da Politec-MT, que enfrenta problemas de congestionamento para a execução, a criação de fluxo para retirada de material periciado e liberação de laudos para o Judiciário e o fluxo das comunicações oficiais entre as instituições foram as pautas da reunião.
 
Estiveram presentes no encontro, os juízes-auxiliares da CGJ, Lídio Modesto e Emerson Cajango, o diretor geral da Politec, Rubens Okada, o diretor metropolitano de criminalística, Roberto Emanuel Mendes, o gerente de Áudio e Vídeo, Alexandre Festa, e a coordenadora de perícia internas, Daniella Abreu.
 
O diretor geral da Politec, Rubens Okada, explanou sobre a atual estrutura da Politec, a expectativa de investimentos para os próximos anos e o desejo de garantir a contínua melhoria dos serviços periciais prestados à Justiça do Estado de Mato Grosso. “Nós temos que atender o Poder Judiciário da melhor forma possível. Essa reunião teve o intuito de equalizar as demandas e nosso tempo de resposta, melhorar nosso atendimento em relação ao que a Justiça espera, pois atendendo de maneira satisfatória o Judiciário, estaremos prestando melhor serviço para a população”, afirmou.
 
O corregedor enfatizou que é fundamental garantir a celeridade e a qualidade nas perícias técnicas, a fim de que os magistrados possam contar com elementos robustos para embasar suas decisões. Ouviu as demandas e sugeriu encaminhamentos para a criação de parâmetros para a solicitação dos serviços da Politec. “Quanto menos burocracia e mais celeridade melhor para a sociedade mato-grossense. Estamos de portas abertas para ouvir as sugestões dos servidores e encontrar soluções que auxiliem para um sistema de justiça cada vez mais sólido, assegurando o respeito ao devido processo legal e o pleno acesso à justiça para todos”.
 
#ParaTodosVerem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Fotografia colorida da reunião. O corregedor está na sentado na cabeceira da mesa e gesticula enquanto conversa com os representantes da Politec.
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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