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Corregedoria Participativa fortalece vínculos com a comunidade de Sapezal

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O terceiro município mais rico do agronegócio brasileiro, Sapezal, recebeu quarta-feira (11.09), mais uma etapa do Programa Corregedoria Participativa, realizado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso com objetivo de aproximar ainda mais o Poder Judiciário da sociedade.
 
O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, foi recepcionado por servidores e pelo juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães. Ele iniciou os trabalhos destacando a importância das correições presenciais, uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e ressaltou a relevância do diálogo para enfrentar os desafios no atendimento aos cidadãos.
 
“Esta iniciativa visa promover a interação da Corregedoria com magistrados e servidores das comarcas, especialmente as mais distantes. É fundamental que a administração conheça e compreenda as demandas locais para que, juntos, possamos promover melhorias de forma eficiente”, declarou o corregedor.
 
O juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães enfatizou a relevância da visita e a oportunidade de troca de experiências com a equipe da Corregedoria. “É uma oportunidade para adquirirmos conhecimentos e aprimorarmos nossa gestão de gabinete e secretaria, além de apresentar nossa realidade e desafios”, observou.
 
Elcio Alves, servidor da Comarca de Sapezal, também comentou sobre a importância da visita. “Trabalho aqui desde a criação da Comarca, há quase 21 anos, e sinto-me honrado com a presença do corregedor e sua equipe. A evolução do Poder Judiciário, especialmente com a transição do processo físico para o virtual, trouxe melhorias significativas”, relatou.
 
O juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Cajango, conduziu uma discussão sobre a gestão de gabinete e secretaria, abordando metas do CNJ, prioridades da administração judiciária e ouvindo as dificuldades relatadas pelos servidores. Paralelamente, a equipe da Corregedoria realizou as correições presenciais nas unidades judiciais.
 
Visitas institucionais – O corregedor Juvenal Pereira também se reuniu com o prefeito Valcir Casagrande, o promotor de Justiça Alvaro Schiefler Fontes, a defensora pública Camila Santos da Silva Maia e advogados da OAB-MT que atuam em Sapezal e Tangará da Serra.
“Esses diálogos nos permitem coletar informações para aprimorar as políticas e ações da Corregedoria-Geral, sempre com foco no jurisdicionado”, destacou o corregedor.
 
O promotor Alvaro Fontes elogiou a importância das visitas às comarcas e reconheceu o trabalho realizado no mutirão Mais Júri. “Eu fui promotor cooperado e acompanhei de perto o impacto dessa ação”, disse.
 
A defensora pública Camila Maia também destacou a relevância do Mais Júri. “Participei de sete tribunais do Júri e reconheço o valor dessa iniciativa, que reúne as instituições para somar esforços e dar respostas às vítimas, suas famílias e aos réus”, comentou.
 
Acompanhado pelo juiz auxiliar Emerson Cajango, o corregedor reuniu-se ainda com advogados de Sapezal e Tangará da Serra para discutir sugestões de aprimoramento do sistema judicial local.
 
Programação – Após as etapas de Comodoro e Sapezal, a comitiva da Corregedoria segue nesta quinta-feira (12) para a Comarca de Nobres, dando continuidade à missão de estreitar laços, ouvir a comunidade e contribuir para o aprimoramento da Justiça em todo o Estado.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto 1 – Comitiva da CGJ com servidores e magistrados posam em frente ao Fórum de Sapezal. Foto 2 – Corregedor e juiz auxiliar conversam com advogados no auditório da Câmara de Sapezal.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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