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Corregedoria Participativa reforça laços com as comarcas de Alto Garças, Alto Araguaia e Itiquira

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O Plenário do Júri da comarca de Alto Garças (357 km ao sul de Cuiabá) foi palco do encontro entre o Programa Corregedoria Participativa, liderado pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, magistrados e servidores das comarcas de Alto Garça, Alto Araguaia e Itiquira, nesta quinta-feira (07).
 
O Programa tem como principal propósito estreitar os laços entre o Poder Judiciário e a sociedade civil em dois momentos: o primeiro com o público interno e um outro com representantes dos órgãos dos municípios visitados.
 
A recepção da comitiva, composta pelo corregedor, juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango e o juiz cooperador do Corregedoria Participativa, Luis Otávio Pereira Marques, foi conduzida pelo anfitrião, o juiz diretor do Fórum de Alto Garças, Marcelo Ferreira Botelho. Uniram-se ao grupo a juíza diretora do Fórum de Itiquira, Fernanda Kobayashie, o juiz de Alto Araguaia, Daniel de Souza Campos, e os servidores das três comarcas.
 
A programação teve início como registro da foto oficial do corregedor ao lado dos participantes do programa. Com a iniciativa inédita de disponibilizar um link para transmissão pela da plataforma Teams, a abertura do evento possibilitou a participação remota dos servidores de Alto Araguaia e Itiquira, que não puderam estar presentes fisicamente em Alto Garças.
 
“O nosso objetivo com o Programa Corregedoria Participativa é proporcionar um momento de escuta. Queremos ouvir as demandas dos senhores, os desafios e sugestões que possam ter para a melhoria da prestação de serviços em nossas unidades”, explicou o corregedor, demonstrando o compromisso com a transparência na gestão judiciária.
 
O juiz diretor do Foro, Marcelo Ferreira Botelho, deu boas-vindas ao corregedor e comitiva e afirmou que a visita é uma oportunidade para ele e os servidores da comarca terem alinhamento com as prioridades da Corregedoria. A juíza diretora do Fórum de Itiquira, Fernanda Kobayashie, também agradeceu a oportunidade de receber as informações da comitiva.
 
O juiz cooperador, Luis Otávio Pereira Marques, que é também juiz diretor do Fórum de Várzea Grande e coordenará as correições presenciais nas comarcas, em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse trabalho de correição in loco já abrangeu cerca de 50 comarcas desde o início da gestão do desembargador Juvenal Pereira. Ele destacou a importância do uso adequado das ferramentas já disponibilizadas pela Corregedoria. “Os Sistemas do Poder Judiciária beneficiam e muito servidores e magistrados”, declarou.
 
Outro destaque do evento foi a palestra sobre gestão de gabinete e secretaria, ministrada pelo juiz Cajango. Ele compartilhou as boas práticas que visam otimizar o tempo e melhorar a produtividade. “O TJMT finalizou o ano de 2023 com todos os indicadores alcançados. Mas alcançar os indicadores não basta, precisamos ir além para conquistarmos o Selo Diamante, e é isso que venho trazer aqui, uma proposta de ajustar o que já fazemos e entender por que fazemos. Todos nós ganhamos com a melhora da performance”, enfatizou o magistrado.
 
Cajango informou que o TJMT receberá a inspeção ordinária do CNJ nos dias 18, 19 e 20 de março deste ano, reforçando o compromisso com a transparência e a conformidade com as diretrizes nacionais.
 
Além das atividades no Fórum da Comarca, o corregedor se deslocou até a sede da Prefeitura de Alto Garças, onde foi recepcionado pelo gestor municipal Claudiney Singolano.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto – Corregedor-geral da Justiça acompanhado pelos integrantes da Comitiva, magistrados e servidores posam para foto. Todos estão em pé em frente do Fórum de Alto Garças. 2 Print de tela do Teams – No canto superior é possível ver o juiz Cajango. Ele esta com um microfone na mão esquerda e gesticula. No meio da imagem, em destaque, está uma tela do PJe com dados usados pelos servidores.
 
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto Hannah agiliza análises e muda rotina na Vice-Presidência do TJMT

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Além da tecnologia, o Projeto Hannah nasceu da rotina intensa e dos desafios reais enfrentados dentro da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa, desenvolvida internamente, é resultado direto do trabalho de servidores e servidoras que vivenciam diariamente o fluxo processual.

Segundo o assessor da Vice-Presidência, João Pedro Guerra, um dos servidores responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta, a ideia surgiu em um contexto de aumento expressivo de demandas. “O cumprimento das metas nacionais exigia um ritmo de trabalho constante, o que sinalizou a necessidade de adotar medidas que auxiliassem o fluxo de produção do gabinete, sem comprometer a função decisória”, explica.

Rotina intensa e necessidade de inovação

Em 2025, o volume de processos remetidos à Vice-Presidência cresceu significativamente. Diante desse cenário, a equipe precisou buscar alternativas que garantissem eficiência do serviço prestado.

A solução foi desenvolver uma ferramenta própria, pensada para a realidade do TJMT. Com a implementação do Hannah, a rotina passou por mudanças importantes. A ferramenta realiza uma triagem inicial dos documentos processuais, separando automaticamente aqueles que são essenciais para a análise — como recursos, contrarrazões e acórdãos — daqueles que não impactam diretamente a decisão.

Para a gestora de gabinete da Vice-Presidência, Camila Alessandra Pinheiro Salles Takases, o Hannah trouxe mais organização à rotina de análise de recursos. Ela descreve a ferramenta como um mecanismo que “permite uma análise mais acurada e aprofundada em demanda judiciais de alta complexidade”.

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Sistema de precedentes

No que se refere a mudanças no dia a dia, a gestora destaca a base atualizada de julgados dos tribunais superiores. “Diante da afetação de novos temas pelo Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, a assessoria necessita estar sempre atualizada, o que demanda estudo diário dos entendimentos das cortes superiores. Por ter a sua base atualizada regularmente, a Hannah facilita na identificação de temas recentes e ainda desconhecidos pela assessoria, permitindo que a sistemática dos precedentes qualificados seja corretamente aplicada aos casos sob julgamento”, reforçou.

Mesmo com o apoio da inteligência artificial, o trabalho humano segue como peça central. Após a emissão do parecer pelo sistema, cabe ao assessor revisar, validar e, se necessário, ajustar o conteúdo antes da elaboração da minuta.

Produtividade e resultados concretos

Os impactos da ferramenta já podem ser medidos na prática. Dados internos apontam uma redução significativa no tempo médio de conclusão dos processos na Vice-Presidência ao longo de 2025, com correlação direta ao uso do Hannah.

O desenvolvimento do Hannah também foi marcado por desafios e aprendizado constante. O processo envolveu testes, ajustes e diálogo permanente entre a equipe técnica e os usuários finais.

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“O feedback dos servidores é positivo e há um alinhamento constante para correções e aprimoramento das funcionalidades”, explica João Pedro. Essa construção colaborativa tem sido essencial para garantir que a ferramenta atenda, de fato, às necessidades da rotina.

Propósito e reconhecimento

O Projeto Hannah integra a estratégia de inovação do TJMT e tem como objetivo aprimorar a prestação jurisdicional. A ferramenta utiliza um Mapa de Admissibilidade com 14 critérios sistematizados, criando uma sequência lógica de análise para verificar se os recursos atendem aos requisitos formais.

A iniciativa já ganhou destaque nacional e foi apresentada em evento promovido pelo STJ. Além disso, o modelo desenvolvido em Mato Grosso chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que avalia a possibilidade de nacionalização da solução, permitindo que outros tribunais adotem a ferramenta.

Mais do que tecnologia, o Hannah representa uma mudança de cultura: uma solução construída por quem vive o dia a dia do Judiciário, com foco em eficiência, responsabilidade e valorização do trabalho humano.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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