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Corregedoria promove formação para qualificar o atendimento no Família Acolhedora

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), segue fortalecendo a atuação das Varas da Infância e Juventude do Estado. Entre os dias 24 e 26 de novembro, será iniciado um novo ciclo de capacitação para magistrados (as) e servidores (as) da Infância e Juventude, com foco no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, reconhecido como medida prioritária de proteção e de promoção da convivência familiar e comunitária.
O treinamento ocorrerá de forma virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, das 8h às 12h, com carga horária de 12 horas. A capacitação atende à Recomendação Conjunta nº 02/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a integração de esforços para o fortalecimento do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora.
Ao todo, serão realizadas cinco turmas e, nesta primeira etapa, o público-alvo será composto pelas comarcas que já possuem o Serviço de Acolhimento Familiar, assim como aquelas que já possuem lei municipal ou estão em fase de implantação. São elas: Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Comodoro, Cuiabá, Itaúba, Itiquira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Rondonópolis, Santo Antônio do Leverger, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.
O curso, que é uma parceria com a Escola dos Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, será ministrado pelo Instituto Acolher, tendo como instrutores o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Sérgio Luiz Kreuz, a mestre em Serviço Social e advogada no Estado do Paraná, Neusa Cerutti, e a mestre em Serviço Social no Estado do Rio de Janeiro, Natália Figueiredo.
Segundo a secretária-geral da CEJA, Elaine Zorgetti Pereira, a expectativa é que 250 profissionais sejam qualificados em cinco turmas.
“Esta capacitação fortalece a atuação de todos na área de acolhimento, impactando positivamente a vida de crianças e adolescentes em vulnerabilidade. O foco será especialmente na aplicação da medida de proteção de acolhimento, conforme o disposto no art. 3º, inciso II, da Recomendação Conjunta nº 2, que determina a criação de uma equipe específica para o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora”, explica.
Os magistrados(as) e servidores(as) das comarcas de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Comodoro, Cuiabá, Itaúba, Itiquira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Rondonópolis, Santo Antônio do Leverger, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande podem se inscrever pelo link: https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa4-0a58-e199-08de20adfcee

Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso avança em formação para atuação mais humanizada no sistema penal

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A primeira etapa da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, realizada nos dias 29 e 30 de abril na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), reuniu magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário para discutir caminhos de transformação do sistema penal brasileiro, com foco na redução do encarceramento e na promoção da ressocialização.

A formação foi conduzida pela juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, que destacou que a superlotação carcerária é um problema estrutural que vai além de Mato Grosso e atinge todo o país.

“A superlotação não é uma realidade apenas de Mato Grosso, ela está presente em todo o Brasil. Trabalhar com unidades operando a 140% ou 150% da capacidade inviabiliza qualquer proposta de ressocialização e acaba adoecendo, inclusive, os profissionais que atuam no sistema prisional”, afirmou.

Reflexão sobre encarceramento e responsabilidade institucional

Durante os dois dias de curso, a magistrada conduziu debates sobre o desencarceramento e o uso de alternativas penais como instrumentos para reduzir a entrada no sistema prisional. Segundo ela, o objetivo central é provocar uma mudança de postura dentro do próprio Judiciário.

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“Precisamos buscar entender por que as pessoas precisam ser presas e quais pessoas realmente devem estar no cárcere. Dar sentido ao trabalho no sistema penal passa exatamente por essa reflexão”, defendeu.

A juíza também chamou a atenção para a responsabilidade dos próprios operadores do Direito na realidade atual do sistema prisional. “É muito simples terceirizar a responsabilidade, mas juízes e juízas têm, sim, participação nesse cenário. Cabe a nós, agora, assumir esse papel e buscar transformar essa realidade”, completou.

Ressocialização exige atuação integrada

Outro ponto central abordado na capacitação foi a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à ressocialização, com atuação conjunta do Judiciário e do Poder Executivo. Para a magistrada, o modelo baseado exclusivamente no castigo não produz resultados efetivos.

“A pena não pode ser vista apenas como castigo. O castigo não gera reflexão, nem mudança. A ressocialização passa por educação, trabalho e oportunidades reais dentro do sistema prisional”, comentou.

Laryssa Muniz ressaltou ainda que o perfil das pessoas privadas de liberdade revela um histórico de vulnerabilidade social, o que exige uma atuação mais sensível e estruturada por parte do Estado.

“Muitas dessas pessoas são vistas pela primeira vez pelo Estado quando são presas. Elas já estão sendo responsabilizadas, mas precisam receber ferramentas para mudar de vida. A única privação admitida pela Constituição é a liberdade — todas as demais violações são inaceitáveis”, disse.

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Formação contínua

A capacitação segue com novos módulos ao longo do mês de maio.

O segundo módulo será realizado entre os dias 11 e 15 de maio, na modalidade EAD, com foco em prevenção à tortura e na saúde mental, também sob responsabilidade da juíza Laryssa Muniz.

Já o terceiro e último módulo ocorrerá no dia 18 de maio, novamente na Esmagis-MT, abordando o tema “Audiência de Custódia”, com condução do juiz Marcos Faleiros da Silva e do servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

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Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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