Tribunal de Justiça de MT

DataJud e Prêmio CNJ de Qualidade inauguram Plantão Tira-Dúvidas de 2024

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Atenção servidoras e servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso! Nesta quinta-feira (29 de fevereiro), às 14h, será realizado o primeiro Plantão Tira-Dúvidas do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) deste ano. O encontro virtual ocorrerá pela plataforma Microsot Teams e debaterá os temas: Painel DataJud Compliance e o Prêmio CNJ de Qualidade – 2024.
 
O Plantão Tira-Dúvidas e o DataJud são as soluções ofertadas pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) para que magistrados(as) e servidores(as) melhorem a performance e, consequentemente, o Poder Judiciário de Mato Grosso conquiste o Selo Diamante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme antecipado pelo juiz auxiliar da CGJ-MT, Emerson Cajango, durante o webinário Prêmio CNJ de Qualidade – 2024 promovido pela Presidência do Tribunal de Justiça (TJMT), na última sexta-feira (23/02).
 
“O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, pontuou que a Justiça de Mato Grosso há quatro anos ostenta o Selo Ouro, mas ainda falta a cereja do bolo, que é o Selo Diamante”, contextualizou. “Em 2024, quando o Tribunal completa 150 anos, temos grande chance de conquistá-lo. E nossa maior oportunidade está na melhoria dos eixos Produtividade, que pode ser acompanhada pelo Painel do DataJud Compliance, e no eixo Dados e Tecnologia, com a qualificação de dados”, completou.
 
“Nesta retomada dos Plantões Tira-Dúvidas vamos falar sobre a qualificações de dados, vamos mostrar o novo Painel DataJud Compliance, que traz informações sobre quais dados a unidade judiciária precisa qualificar. Também vamos trazer exemplos práticos, como no caso de existir um documento da parte que não é válido no processo, vamos mostrar no Processo Judicial Eletrônico, o PJe, como fazer para arrumar, ou qual impacto podemos ter quando se lança o movimento errado. Além disso, abordaremos o Prêmio CNJ de Qualidade 2024 em si”, explicou a diretora do Dapi, Renata Bueno, que será uma das facilitadoras do Tira-dúvidas.
 
Plantão Tira-Dúvidas – O plantão irá ocorrer a cada 15 dias, de forma virtual, o que facilita o acesso do maior número de pessoas das comarcas do interior. A cada edição o tema é voltado para público-alvo específico, mas aberto à participação de todos os servidores e servidoras que demostrarem interesse em participar.
Essa é uma iniciativa do Laboratório de Fluxo do PJe, vinculado ao Dapi, para auxílio na execução de procedimentos e rotinas de secretaria/gabinete que visam à padronização e uniformização do processo de trabalho, além da troca de experiência entre os participantes.
 
No hotsite do Plantão Tira-Dúvidas estão disponíveis os conteúdos e gravações dos encontros anteriores. Clique neste link para acessar o Hotsite.
 
Além disso, o Dapi criou o canal Plantão Tira-Dúvidas na plataforma Microsot Teams para que servidoras e servidores possam conversar diretamente com a equipe do departamento e tirar suas dúvidas. Dapi-Plantão Tira-dúvidas Prêmio 2024.
 
Informações, dúvidas e sugestões de temas para o Plantão podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: [email protected] .
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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