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Diagnóstico interno aponta melhorias para o aperfeiçoamento de resultados no Poder Judiciário

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Com foco constante no aperfeiçoamento de resultados, a presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, se reuniu na manhã desta quinta-feira (03 de agosto), com os coordenadores e líderes das áreas técnicas do Tribunal de Justiça para avaliar as soluções dadas aos apontamentos realizados por magistrados (as) e servidores (as), durante a Pesquisa de Satisfação realizada pela Presidência.
 
As informações buscaram levantar o grau de satisfação do público interno, com a meta de propor respostas e soluções para os mais diferentes apontamentos, considerados relevantes para a qualidade dos serviços prestados e bem-estar do público interno. O diagnóstico foi realizado no mês de março, via e-mail funcional, enviado para servidores (as) e magistrados (as) de 1º e 2º Grau, de todas as comarcas.
 
Percepções sobre a vida funcional, ergonomia, gestão, avaliação de resultados, aprimoramento de conhecimento, ferramentas de trabalho, metas e fatores motivacionais, foram pontuadas durante o levantamento.
 
A ação faz parte do Plano de Diretrizes e Metas da gestão para o biênio 2023/2024, presidida pela presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que tem como uma das prioridades a valorização do público interno.
 
O aspecto provocativo e positivo gerado pela pesquisa foi destacado pela desembargadora Clarice Claudino, que avaliou o levantamento como uma oportunidade de também revelar as práticas promissoras desenvolvidas pelas comarcas no interior do Estado.
 
“Após uma primeira reunião de apresentação dos apontamentos colhidos pela pesquisa, hoje, cada setor teve a oportunidade de apresentar sua contribuição para motivar a implementação daquilo que foi apontado, seja como sugestão, necessidade e outros tipos de aspectos colocado pela pesquisa. Nosso objetivo é aproveitarmos ao máximo os resultados da pesquisa como ferramenta para melhorias internas, que refletem direta e positivamente no atendimento do cidadão. A ideia é que tudo seja em prol de todos, e que todos participem de ações como esta, capazes de diagnosticar aquilo que precisa ser aprimorado dentro do Judiciário. Com o diagnóstico também é possível identificarmos onde estão as melhores sugestões para que elas possam ser replicadas para gestores, diretores, magistrados e servidores. Em um grande movimento que se inicia no interior, chegando a todos os setores do segundo grau”, sublinhou a presidente.
 
Para a diretora-geral do Tribunal de Justiça, Euzeni Paiva de Paula, a participação dos servidores e magistrados é fundamental para definir as metas a serem adotadas pelo Poder Judiciário para o aperfeiçoamento interno e externo de resultados.
 
“Assim que concluímos a pesquisa, as equipes receberam os resultados, tiveram tempo para avaliar as necessidades, e hoje, cada coordenador trouxe um plano de ação para o tratamento dos resultados da pesquisa, e que a partir de agora, vamos implementar as ações necessárias para atender as demandas que surgiram na pesquisa. Daí a importância absoluta da contribuição e da colaboração de magistrados e servidores em cada campanha que realizamos. Somente com o engajamento e participação de todos, teremos condições de verificar quais são as dores e necessidades dos nossos servidores e magistrados. Nosso trabalho reflete diretamente na nossa maior missão, que é atender ao jurisdicionado, então, se internamente funcionarmos bem, automaticamente isso será refletido externamente no atendimento à sociedade”, avaliou Euzeni.
 
A demanda por cursos ligados à área humanística, com temas ligados ao desenvolvimento de habilidades motivacionais e de liderança foram alguns dos itens apontados pelos servidores durante a pesquisa.
 
“Mesmo intensificando a oferta de cursos para servidores e magistrados, seja na modalidade presencial ou a distância, a Escola de Servidores recebeu um número significativo de apontamentos solicitando capacitações e treinamentos na área humanística, preferencialmente. Já estamos trabalhando na definição de um plano de ações, a partir das necessidades apontadas, e estamos preparados para atender a todos, da melhor forma possível. Cursos técnicos ligados, principalmente ao aprimoramento em ferramentas de trabalho como a plataforma Teams, o CIA (controle de informações administrativas) e o PJE (processo judicial eletrônico), entre outros, continuam sendo ofertados e serão ampliados sempre que houver a demanda. Estamos prontos para atender toda necessidade de qualificação e em breve teremos novidades”, destacou a coordenadora da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, Andrea Marcondes.
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida da mesa de reuniões da presidência. Ao centro, a desembargadora Clarice Claudino usa blusa da cor laranjada. De ambos os lados, membros da administração e coordenadores das áreas técnicas.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Atuação do Judiciário foi fundamental para construção do Estádio Verdão e expansão da região

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A década era a de 1970 e a paixão pelo futebol já pulsava no coração do povo cuiabano. As acanhadas arquibancadas do Estádio Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha), apesar de aconchegantes, ficavam pequenas demais para abrigar os torcedores. Foi nesse contexto que um ousado projeto de construção de um novo complexo esportivo ganhou corpo.
A segunda matéria da série “Cuiabá 307 anos: Justiça e Desenvolvimento” conta como o Judiciário de Mato Grosso teve participação direta no surgimento do Estádio Governador José Fragelli, o antigo “Verdão”, hoje Arena Pantanal. Ainda quando era apenas um projeto no papel, a atuação da Justiça foi fundamental para resolver um impasse que travava a construção do estádio.
O conflito
Tudo começou em fevereiro de 1972, quando o então governador de Mato Grosso, José Fragelli, assinou o Decreto nº 379, que levaria à construção do novo estádio. Na época, Fragelli era o governador do Estado ainda uno, ou seja, antes do desmembramento do território que levou à criação do Estado de Mato Grosso do Sul.
Considerado à frente do seu tempo, o gestor desejava construir um centro esportivo e um novo estádio de futebol em Cuiabá que fossem referências no quesito praças esportivas. O local escolhido foi uma área de 19,36 hectares situada em uma região até então chamada “Várzea de Ensaio”.
A princípio, a intenção do Estado era comprar a área por meio de um acordo amigável, mas a proposta foi recusada pelos proprietários. A negativa fez com que o Executivo acionasse o Poder Judiciário de Mato Grosso, que teve a missão de garantir que o interesse coletivo prevalecesse, sem abrir mão do direito individual à justa indenização.
Na ação judicial, que tramitou na 2ª Vara Cível de Cuiabá, o Governo ofereceu inicialmente Cr$ 80.822 como pagamento pelo terreno. O valor foi considerado pelos proprietários abaixo da realidade do mercado imobiliário local da época. Segundo eles, os imóveis na região estavam sendo vendidos pela média de Cr$ 10 por metro quadrado.
“Por fim, assinalaram que o valor justo é de Cr$ 1.200.000 (um milhão e duzentos mil cruzeiros), visto que os expropriados nada lucrarão com a valorização do imóvel naquele bairro depois da construção do estádio de futebol”, relata trecho da decisão assinada pelo juiz Benedito Pereira do Nascimento, à época titular da 2ª Vara Cível de Cuiabá.
O documento conta ainda que, durante a disputa, o magistrado nomeou um perito judicial para avaliação da área. Com base nos levantamentos feitos pelo profissional, o juiz Benedito Pereira do Nascimento considerou que o valor oferecido pelo Estado era insuficiente e fixou a indenização em Cr$ 788.575, além do pagamento de honorários advocatícios e do perito.
Recurso e a decisão final
O Estado de Mato Grosso não concordou com a decisão e recorreu ao Tribunal de Justiça, pedindo a redução do valor. No entanto, em novembro de 1974, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça, composta pelos desembargadores José Ribamar Castelo, Athayde Monteiro da Silva e Palmyro Pimenta, manteve a decisão por maioria de votos.
O impacto na vida do cuiabano
É possível afirmar que a atuação da Justiça de Mato Grosso nesse episódio serviu como um “apito inicial” para uma grande transformação em uma região ainda pouco valorizada. Com a decisão, o estádio foi construído e a região ainda conhecida como “Várzea de Ensaio” e seus arredores ganhou novos bairros, infraestrutura, comércios e visibilidade.
Hoje, ao olhar para a estrutura imponente da Arena Pantanal, Cuiabá celebra não apenas a engenharia, mas também uma história de desenvolvimento iniciada pelo saudoso Estádio Verdão e acompanhada pelo Judiciário, que garantiu que o processo fosse realizado de forma transparente, legal e com justiça para todos os lados envolvidos.
Cuiabá 307 anos: Justiça e desenvolvimento
Este conteúdo faz parte da série especial “Cuiabá 307 anos: Justiça e desenvolvimento”, que publicará no portal do TJMT matérias especiais em celebração ao aniversário da Capital. O projeto é realizado pela Coordenadoria de Comunicação, em parceria com a Comissão de Gestão da Memória do Judiciário de Mato Grosso.
Durante o mês de abril, o projeto irá contar histórias sobre decisões e ações do Judiciário que impactaram diretamente no desenvolvimento da cidade e na vida da população cuiabana ao longo desses anos.

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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