Tribunal de Justiça de MT

Entre brincadeiras e aprendizado, crianças vivem novas experiências no Ribeirinho Cidadão

Publicado em

Ao ar livre, crianças e um palhaço observam uma mulher plantando uma muda no gramado. Há um regador verde e um carrinho de mão. O dia é ensolarado sob céu azul na Reserva do Cabaçal.As crianças também tiveram espaço garantido na 13ª edição do Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas. Com atividades lúdicas, educativas e reflexivas, o projeto foi além dos atendimentos aos adultos e garantiu que o público infantil também recebesse atenção especial das equipes.
De 11 a 20 de março, o projeto passou pelo Distrito de Caramujo (Cáceres) e pelos municípios de Vale de São Domingos e Reserva do Cabaçal. Nesse período, enquanto pais e responsáveis resolviam suas demandas, as crianças tiveram acesso a atividades como o Projeto Rebojando, Círculo de Construção de Paz e Verde Novo.
Por meio das ações, os pequenos aprenderam, de maneira leve e participativa, sobre temas importantes para a sociedade, entre eles a sustentabilidade, bullying e respeito ao próximo e ao meio ambiente. Além disso, plantio de mudas, brincadeiras e distribuição de brinquedos também fizeram parte da programação.
Um palhaço de perfil molda um balão preto para crianças em um refeitório. À esquerda, uma menina de vestido verde e braço imobilizado sorri. O palhaço usa chapéu verde e amarelo e pintura facial.“Buscamos trazer para a criançada alegria e felicidade. Plantamos a sementinha da sensibilização ambiental, e nosso desejo é que essa semente cresça e essas crianças se tornem pessoas educadas ambientalmente”, explicou o sargento da Polícia Militar Marcelo Luciano Pereira Campos, que interpreta o palhaço ‘Lelé Picolé Curimpampam’ e é representante do Juizado Volante Ambiental (Juvam).
Em Reserva do Cabaçal, Joel Francisco, de 11 anos, aproveitou o Ribeirinho Cidadão para conhecer mais sobre a fauna mato-grossense. O contato guiado com animais taxidermizados (empalhados) e cobras vivas chamou a atenção e encantou o estudante.
Menino pardo de camiseta azul com estampa do Proerd e brasão da Polícia Militar concede entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular apontam para ele. Ao fundo, um corredor de escola.“No começo senti um pouco de medo pelo tamanho das cobras. Elas são muito pesadas. Mas achei muito legal essa experiência. O palhaço ‘Lelé Picolé’ também foi muito legal com a gente, brincou, fez cachorrinho de balão. Foi muito bom”, relatou Joel Francisco.
Já a professora da rede estadual de Reserva do Cabaçal, Ana Daniela, apontou como ponto de destaque as atividades do Círculo de Paz, realizadas pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa. Ela participou da ação com seus alunos e encontrou uma nova ferramenta para trabalhar com eles.
Adultos formam uma roda de conversa em uma biblioteca. No centro, um tapete com palavras e brinquedos. Uma mulher segura uma girafa de pelúcia. Ao fundo, estantes repletas de livros coloridos.“Eu achei um momento muito importante para os nossos alunos. Geralmente eles são tímidos, não gostam muito de falar o que eles sentem, por medo ou vergonha. No Círculo, foi o momento em que eles conseguiram falar. Então, achei uma estratégia muito boa para implantarmos na escola”, contou Ana.
Ribeirinho Cidadão
O Ribeirinho Cidadão é realizado há quase duas décadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Justiça Comunitária, em parceria com a Defensoria Pública do Estado. Além disso, o projeto conta com apoio de diversas instituições públicas e da iniciativa privada.
O projeto proporciona aos moradores de localidades distantes o acesso fácil e ágil a serviços de cidadania, assistência jurídica e social, saúde e outras atividades.
A equipe do TJMT envolvida na ação reúne profissionais da Justiça Comunitária, Corregedoria, Ceja, Verde Novo, Juvam, Cejusc, NugJur, Comunicação, Infraestrutura e Transporte, além de magistrados e servidores de diversas unidades administrativas e judiciais.
Leia também:
Acesso a documentos realiza sonhos e devolve cidadania a moradores atendidos pelo Ribeirinho Cidadão

Leia Também:  Gabinete do desembargador Lídio Modesto zera estoque de processos; decisões saem em menos de um dia

Autor: Bruno Vicente/Luiz Vieira

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Programa de ressocialização forma 48 pessoas privadas de liberdade em Rondonópolis

Published

on

A imagem mostra a cerimônia de formatura das turmas do programa Quarenta e oito pessoas privadas de liberdade (PPLs) da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, e da Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis concluíram o programa de ressocialização “A Viagem do Prisioneiro”. Foram quatro meses de reflexões sobre escolhas, responsabilidade, perdão e projeto de vida.

Desenvolvido entre os meses de março e junho, o curso reuniu quatro turmas, duas na unidade masculina e duas na feminina, com 12 participantes cada. A iniciativa, resultado de uma parceria entre a 4ª Vara Criminal de Rondonópolis e a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), é um estudo bíblico ecumênico voltado à valorização humana e ao fortalecimento do processo de ressocialização. Os participantes vivenciam rodas de conversa, dinâmicas de grupo e momentos de reflexão sobre suas próprias trajetórias.

Um dos formandos, M.N.M.F, contou que a experiência provocou mudanças na forma de enxergar a própria trajetória. “Desde o início houve uma transformação. O programa mexe com as nossas vivências e com o nosso comportamento. A pessoa que inicia o curso não é a mesma que conclui. Cada participante tem sua história, suas dores e seu processo de vida. Essa troca de experiências transforma tanto quem participa, quanto quem conduz os encontros”, afirmou.

Segundo ele, as dinâmicas desenvolvidas durante as aulas tornaram os encontros mais significativos e contribuíram para aproximar os participantes das reflexões propostas. “Elas ajudavam a trazer para a prática aquilo que era estudado, tornando os encontros mais participativos e mostrando que a mudança é possível”, relembrou.

A imagem mostra a cerimônia de formatura das turmas do programa Para a juíza da 4ª Vara Criminal de Rondonópolis, Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, a inciativa foca no fortalecimento da dimensão espiritual, que é um dos pilares do processo de ressocialização previsto no Plano Estadual Pena Justa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Leia Também:  Fórum de Chapada dos Guimarães realiza Círculo Colorido da Paz voltado ao Outubro Rosa

“A parte espiritual precisa ser trabalhada para que a ressocialização seja alcançada na sua integralidade. A prática de um crime necessariamente passa pela flexibilização de valores morais. Por isso, entendo ser de suma importância que a espiritualidade e as religiões sejam trabalhadas, porque elas resgatam valores que precisam ser fortalecidos na sociedade”, argumentou.

“Essas 48 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer o Evangelho de Marcos, compreender quem é Jesus, por que ele veio e o que significa segui-lo. São histórias muitas vezes marcadas por dores, angústias e abandono. O programa oferece ferramentas para que encontrem força para enfrentar o cárcere e possam organizar um projeto de vida pautado na legalidade e em valores morais quando retornarem ao convívio social”, disse Sabrina Andrade.

A coordenadora do Setor de Educação da Mata Grande, Creuza Rosa Ribeiro lembrou que após uma desconfiança inicial, o envolvimento dos participantes cresceu ao longo dos encontros.

A imagem mostra um dos encontros do programa “Apresentamos o programa dentro da unidade e quem demonstrou interesse pôde se inscrever. No início, muitos chegaram desconfiados, imaginando que seria apenas uma atividade religiosa. À medida que conheceram a proposta, compreenderam que se trata de um programa ecumênico de valorização humana, desenvolvido em mais de 100 países. A curiosidade deu lugar ao interesse e ao desejo de conhecer mais. Foi possível perceber um envolvimento crescente dos participantes a cada encontro”, contou.

A diretora da Cadeia Pública Feminina, Maria Giselma Ferreira da Silva destacou a participação ativa das detentas durante todo o curso.

“As alunas demonstraram interesse, respeito e envolvimento com as atividades, participando ativamente das reflexões e dos momentos de diálogo. Ao longo do curso, foi possível perceber maior engajamento, disciplina, respeito mútuo e abertura para refletir sobre escolhas, responsabilidade, perdão e projeto de vida, fortalecendo o processo de ressocialização”, destacou.

Leia Também:  Expediente na Comarca de Vila Rica está suspenso nesta quarta-feira

Para a voluntária e facilitadora do curso na Mata Grande, Florinda Paula Dias de Oliveira, o impacto do programa ficou evidente nos testemunhos compartilhados ao longo dos encontros.

“Um dos momentos mais marcantes foi quando alguns participantes começaram a relatar experiências pessoais e a compartilhar como as reflexões estavam repercutindo fora das reuniões. Um deles contou que voltou para a cela pensando nas escolhas que o levaram ao cárcere e compreendeu que precisava perdoar para seguir em frente. No encontro seguinte, retornou dizendo que se sentia mais leve. Outro participante, ao concluir o curso, se ofereceu para atuar como voluntário nas próximas turmas, demonstrando o quanto foi impactado pela experiência”, relatou.

Sobre o programa – “A Viagem do Prisioneiro” é um programa internacional de ressocialização baseado no Evangelho de Marcos, desenvolvido pela Prison Fellowship International (PFI) e aplicado no Brasil pela FBAC. A metodologia é composta por oito encontros realizados em pequenos grupos de até 12 participantes, conduzidos por voluntários capacitados. O objetivo é fortalecer valores humanos, incentivar a reflexão sobre escolhas e contribuir para a construção de novos projetos de vida entre pessoas privadas de liberdade.

Os voluntários e facilitadores mostram que Jesus também passou por sentimentos como abandono, medo e solidão, reforçando a ideia de que todo ser humano é maior que o seu erro e possui uma chance de futuro. O projeto atua fortemente nas Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) e em presídios comuns.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA