Tribunal de Justiça de MT

Escola da Magistratura e Cemulher promovem ciclo de palestras sobre violência contra a mulher

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis/MT) e Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), promove no próximo dia 30 de novembro, o 1º Ciclo de Palestras “Atuação nas Varas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher”.
 
O evento será realizado na modalidade virtual, pela plataforma Teams, e tem como público-alvo magistradas e magistrados, assessoras e assessores, servidoras e servidores, além de convidadas e convidados.
 
A formação fecha uma série de estudos desenvolvidos durante o ano e tem a seguinte programação:
 
9h30 – Abertura com a Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro – Coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso – Cemulher
 
9h40 – Dra. Tatiane Colombo – Juíza Membro da Cemulher e Dr. Marcelo Sousa Melo Bento de Resende – Juiz de Direito TJMT – apresentação dos palestrantes
 
9h45 – Tema: Aspectos jurídicos da violência psicológica
 
Palestrante: Dra. Gileade Pereira Souza Maia – Promotora de Justiça Coordenadora CAO VD – MPMT
 
10h50 – Perguntas e Discussão sobre o tema abordado.
Fórum: para análise, perguntas e discussão.
 
11h30 – Encerramento.
 
 
 
Para mais informações e inscrições:
 
 
Telefone: (65) 3617-3844
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Na parte central superior o título do evento com imagem de fundo de uma mulher se defendendo de agressão. No centro da arte a programação com fotos dos palestrantes. Na parte inferior informações sobre inscrição. Assinam a peça os logos do Poder Judiciário de Mato Grosso, Esmagis e Cemulher.
 
Johnny Marcus
Coordenadoria de Comunicação da Presidência TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Palestra aborda estratégias para identificar e combater demandas abusivas

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O crescimento de ações judiciais com indícios de litigância abusiva e seus impactos no funcionamento dos Juizados Especiais estiveram no centro das discussões da palestra “Reflexões sobre demandas abusivas no sistema dos Juizados Especiais”, realizada na tarde de segunda-feira (15), no Complexo dos Juizados Especiais em Cuiabá. A atividade integrou a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais e reuniu magistrados, servidores, operadores do Direito e demais interessados.
Durante o painel, a juíza do Juizado Especial de Alta Floresta, Milena Ramos de Lima e Souza Paro, destacou que a litigância abusiva é um fenômeno que afeta diretamente a eficiência do sistema de Justiça e prejudica os jurisdicionados que buscam a tutela de direitos legítimos.
Segundo a magistrada, esse tipo de prática é caracterizado por condutas processuais ilícitas que utilizam o Poder Judiciário de forma indevida para obtenção de vantagens ilegítimas. “Quem mais sofre com esse fenômeno é justamente o jurisdicionado legítimo, porque ele provoca congestionamento processual, aumenta o tempo de tramitação dos processos e gera desperdício de recursos públicos”, afirmou.
Milena explicou que a Recomendação nº 159 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe critérios objetivos para identificação e enfrentamento das demandas abusivas, preservando, ao mesmo tempo, o acesso à Justiça. Entre os exemplos apontados estão o fracionamento indevido de ações, a multiplicação artificial de processos, a utilização de documentos incompatíveis ou falsificados e a distribuição massiva de demandas sem fundamento jurídico consistente.
A magistrada ressaltou ainda que o enfrentamento do problema exige a atuação conjunta de todos os atores do sistema de Justiça. “É relevante reunirmos todos para refletirmos, dialogarmos e traçarmos estratégias estruturais para enfrentar esse fenômeno. O objetivo é garantir a integridade dos Juizados Especiais e assegurar que essa porta permaneça aberta para quem realmente necessita da proteção judicial”, disse.
Ferramentas de monitoramento
O juiz do Segundo Juizado Especial de Rondonópolis, Wagner Plaza Machado Junior, abordou as medidas que vêm sendo adotadas para identificar padrões de litigância abusiva e auxiliar magistrados na análise dos processos.
Ele explicou que é preciso diferenciar demandas de massa legítimas, decorrentes de falhas sistêmicas que atingem grande número de pessoas, das chamadas demandas predatórias, marcadas pelo uso abusivo do sistema judicial. “Nem toda demanda em massa é abusiva. Muitas delas decorrem de direitos legítimos. O problema surge quando são utilizados meios indevidos para levar essas ações ao Judiciário, seja por meio da captação irregular de clientes, da alteração de documentos ou da criação artificial de demandas”, observou.
Entre as situações mais recorrentes, Wagner citou o fracionamento de processos relacionados a uma mesma ocorrência, especialmente em ações envolvendo companhias aéreas. Segundo ele, a prática aumenta artificialmente o número de ações e sobrecarrega o sistema judicial.
O magistrado também apresentou ferramentas tecnológicas que auxiliam na identificação de processos semelhantes, padrões de distribuição e possíveis irregularidades, contribuindo para uma análise mais criteriosa das demandas.
Preservação do acesso à Justiça
Ao final do painel, os magistrados reforçaram que o combate à litigância abusiva não significa restringir o acesso da população ao Judiciário, mas sim proteger a credibilidade do sistema e garantir que os recursos públicos e a estrutura judicial estejam disponíveis para atender conflitos legítimos.
A palestra integrou a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso com o objetivo de fomentar o debate sobre temas relevantes para o aprimoramento dos Juizados e a prestação de serviços cada vez mais eficientes à sociedade.
Leia mais:

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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