Tribunal de Justiça de MT

Escola Superior da Magistratura está em processo de credenciamento junto ao MEC

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Depois de um feito inédito de se tornar a primeira escola institucional credenciada pelo Conselho Estadual de Educação, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) está bem próxima de mais uma importante conquista: a possibilidade de credenciamento junto ao Ministério da Educação (MEC) para certificar as especializações que oferta. O processo de solicitação já está na fase final.
 
“A Esmagis-MT já está credenciada pelo Conselho Estadual de Educação para toda e qualquer certificação de eventos e cursos até o nível de aperfeiçoamento, com 120 horas. Agora buscamos junto ao MEC a possibilidade de credenciamento para especialização, o que irá tornar a Escola um agente de formação e capacitação que não mais dependerá da contratação de uma universidade ou faculdade”, explica o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado.
 
“De acordo com as regras da educação superior, nós vamos poder oferecer aos nossos juízes especializações conforme a demanda, acompanhando as orientações da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, seguindo os temas, as necessidades de atualização e, certamente, as nossas realidades culturais e sociais”, asseverou.
 
Já o pedagogo da Enfam e consultor pedagógico da Esmagis-MT, Fernando de Assis Alves, enfatizou a importância de o Tribunal de Justiça de Mato Grosso investir cada vez mais na formação de seu corpo técnico, qualificando os magistrados e magistradas para que possam, cada vez mais, aperfeiçoar a prestação jurisdicional, porque isso vai se refletir em melhores serviços prestados à sociedade. Segundo ele, é importante que não só a Esmagis, mas toda escola de governo que se preocupa com a formação do seu corpo técnico, possa buscar a certificação junto ao MEC para oferta de pós-graduação em nível de especialização.
 
A Esmagis-MT completou, em novembro, 37 anos de contribuição à educação judicial. E o iminente credenciamento junto ao Ministério da Educação – resultado de uma ação conjunta entre a atual diretoria da escola e do TJMT – vai consolidar a instituição como um agente de formação e capacitação continuada ainda mais independente, com alcance não só aos magistrados e magistradas, mas também a todo o sistema de justiça e, principalmente, ao cidadão.
 
“A Esmagis prima pelas parcerias e pela cooperação técnica com outras escolas institucionais. Firmamos parceria com a Escola Superior de Contas, Escola Judicial Eleitoral, Escola da Magistratura Mato-grossense, Escola Nacional da Magistratura, Polícia Judiciária Civil, Fundação Escola Superior do Ministério Público, Escola Judicial da 23ª Região, Instituto Jurídico Luso-brasileiro, Escola Superior de Advocacia da OAB/MT, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Associação dos Procuradores do Estado, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Escola Superior da Defensoria Pública e Cruz Alta no Brasil”, enumerou o desembargador Marcos Machado.
 
Além disso, na atual gestão a Esmagis-MT firmou Protocolos de Reciprocidade, com o objetivo de promover a integração de atividades pedagógicas, com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, Comitê Estadual de Saúde e Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD).
 
 
 
Lígia Saito (com informações da TV.JUS)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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