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Escola usa Círculos de Paz para tratar autoestima e fazer escuta de alunos em Campo Verde

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Como você se sente quando tem sua dor acolhida? Na Escola Municipal Monteiro Lobato, em Campo Verde, a busca por novas formas de cuidar da saúde emocional dos estudantes tem se materializado em iniciativas de acolhimento e diálogo. A ação surgiu da necessidade de ouvir, acolher e apoiar estudantes que enfrentam desafios como depressão, baixa autoestima e conflitos familiares.

O trabalho é realizado pelas professoras Eloiza Hantt e Maria Aparecida Oliveira, que atuam há mais de 23 anos na rede municipal de educação e decidiram realizar Círculos de Construção de Paz para atender alunos em situação de vulnerabilidade emocional. No total, 14 crianças foram inicialmente incluídas no acolhimento.

As professoras explicam que os encontros foram conduzidos com base na abordagem restaurativa, tendo sido escolhido o tema “Sempre é tempo de recomeçar” em sintonia com o ‘Setembro Amarelo’. Para Eloiza, que atua como facilitadora de Círculos de Construção de Paz há quatro anos, a metodologia utilizada tem como foco a escuta ativa, o fortalecimento da autoestima e a valorização da vida. A proposta busca oferecer às crianças um espaço de acolhimento e reflexões positivas, sem abordar diretamente questões relacionadas ao sofrimento extremo ou à perda de esperança, mas mostrando, de forma sensível, que cada uma delas é importante e tem um lugar de pertencimento.

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Os círculos foram cuidadosamente planejados e adaptados para atender às necessidades específicas das crianças, com uma proposta direcionada especialmente àquelas acompanhadas pela equipe de psicólogos da Secretaria Municipal de Educação. Segundo as professoras, é durante os atendimentos realizados pela equipe de psicólogas que as demandas mais delicadas das crianças são identificadas. Questões emocionais muitas vezes ligadas ao ambiente escolar ou familiar, acabam repercutindo de forma profunda no desenvolvimento escolar, social e pessoal dos estudantes.

Pedagoga há 26 anos e com a experiência de quem acompanha de perto a realidade dos estudantes, a coordenadora pedagógica Maria Aparecida Oliveira explica que os círculos têm a capacidade de criar uma atmosfera genuína de pertencimento, agindo especialmente sobre aqueles que dele mais precisam. “Os círculos possuem essa capacidade extraordinária de tocar as pessoas. Percebemos que não são apenas uma técnica, mas uma verdadeira forma de acolhimento. Para muitas crianças, eles se transformaram no único espaço onde podem falar, ser ouvidas e aprender a lidar com seus sentimentos. É nesse processo que vemos vínculos sendo reconstruídos e um ambiente mais humano se transformando”.

Durante os encontros, foram realizadas dinâmicas marcantes, como a atividade do espelho, onde cada aluno se apresentava olhando para sua própria imagem e compartilhando seus valores, e a das correntes, onde sentimentos negativos como medo, raiva e dor foram simbolicamente rasgados, representando a possibilidade de libertação. Outra atividade utilizou balões que, ao serem estourados, revelavam a mensagem: “O mundo é melhor porque você existe”.

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A iniciativa da Escola Monteiro Lobato é resultado não apenas do domínio na aplicação dos Círculos de Paz, mas também da criatividade e sensibilidade das facilitadoras. Quanto mais exercitam a prática, mais desenvolvem a habilidade de reconhecer situações e criar espaços adequados para a vivência dos círculos, fortalecendo vínculos, prevenindo conflitos e favorecendo um ambiente escolar mais colaborativo.

O trabalho, marcado pela experiência e criatividade dos facilitadores, gerou frutos importantes que fizeram de Campo Verde referência, dentro e fora de Mato Grosso, no uso dos Círculos de Paz como estratégia de comunicação e desenvolvimento socioemocional nas escolas. A partir da Lei nº 2866, sancionada em 9 de agosto de 2022, todas as unidades da rede municipal passaram a adotar a prática como recurso pedagógico para fortalecer vínculos e promover ambientes mais saudáveis.

Foto: Escola Municipal Lobato

Autor: Naiara Martins

Fotografo:

Departamento: Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa – NugJur

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras começa nesta quinta-feira (11) na Comunidade de Palmarito

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Cartaz Começa nesta quinta-feira (11) a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. A primeira parada da comitiva formada por profissionais de diversas áreas será na Comunidade de Palmarito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os atendimentos começam às 8h na Escola Municipal Duque de Caxias. No local, a população terá acesso facilitado a serviços essenciais nas áreas de saúde, orientação jurídica, educação, cultura e integração social. A iniciativa é da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Nesta edição, os atendimentos serão realizados em três localidades. Nos dias 11 e 12 de junho, as equipes estarão na Comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Na sequência, a expedição seguirá para o Distrito de Santa Clara de Monte Cristo, também em Vila Bela, onde os serviços serão ofertados nos dias 14 e 15 de junho.

A programação será encerrada nos dias 17 e 18 de junho, no Distrito Vila Picada, no município de Porto Esperidião. Em todas as localidades, os serviços estarão disponíveis das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

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A Expedição Justiça Sem Fronteiras foi criada com o compromisso de garantir acesso à Justiça e aos direitos básicos a populações que enfrentam dificuldades em obter serviços públicos. Nesse contexto, a iniciativa leva serviços de cidadania e atendimentos essenciais a comunidades em situação de vulnerabilidade social localizadas na região fronteiriça do estado.

Veja a programação de atendimentos:

Comunidade de Palmarito – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 11 e 12 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Duque de Caxias

Distrito de Santa Clara de Monte Cristo – Município de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT

Data: 14 e 15 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro

Distrito Vila Picada – Município de Porto Esperidião/MT

Data: 17 e 18 de junho de 2026

Local de atendimento: Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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