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Ética e crítica na era da inconsciência artificial é tema do programa Explicando Direito

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Já está no ar o 34º episódio do programa “Explicando direito”, com uma entrevista com o professor italiano Vania Baldi sobre o livro de autoria dele: “Otimizados e desencontrados: ética e crítica na era da inconsciência artificial”. A conversa foi conduzida pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior.
 
Graduado em Sociologia na Universidade La Sapienza (Roma), doutor em Ética e Antropologia pela Universidade de Lecce, atualmente é professor no Departamento de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa e pesquisador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia na mesma instituição, em Portugal. Está de passagem pelo Brasil para uma série de palestras para abordar temas como cibercultura, fake news e os desafios da democracia.
 
“O título é um bocado provocativo, no sentido que, de um lado, é uma crítica cultural a uma ideia de eficiência ou de inovação, baseada numa ideia de eficiência que é tipicamente tecnológica, baseada em mecanismos chamados, definidos sempre, de otimização e, portanto, otimização é uma maneira de conceber o progresso, a qualidade, a performance, a prestação de qualquer tipo de desempenho. Acabou por ser uma metáfora não apenas de desempenhos tecnológicos ou laborais, mas até de desempenhos humanos, sociais, afetivos, psicológicos e, portanto, é uma crítica a uma ideia de humanidade que parece ser concebida cada vez mais através do prisma, das lentes culturais da inovação tecnológica, portanto, algo que deve funcionar muito, muito bem, rapidamente. Portanto, esse um aspecto crítico”, assinalou.
 
“Do outro lado está o paradoxo, é de fato frisado pela outra palavra do título, que é desencontrados. Ou seja, se nós pensarmos bem, otimizar processos ou humanidades, depois analisarmos a qualidade das relações humanas que se realizam, se desenvolvem no contexto da esfera digital, encontramos, de fato, fenômenos sociopáticos paradoxalmente. Portanto, aquelas que são as redes sociais, que tenham sido desenhadas para promover o tecido social, as relações sociais, as interconexões entre culturas diferentes, sensibilidades diferentes, na realidade parece ser, paradoxalmente, um motor de desencontros”, complementou.
 
O programa é uma iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), que tem por objetivo desenvolver conhecimentos sobre temas jurídicos e sociais, visando ao aperfeiçoamento das relações humanas.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: print de tela onde aparecem sentados o professor Vania Baldi e o juiz Antônio Peleja. Baldi está sentado à esquerda. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, que usa óculos de grau e veste camiseta azul. À direita, o juiz Antônio Peleja. Ele é um homem de pele morena, com cabelos e barba grisalhos. Veste terno cinza. Ao centro, uma mesa onde estão dispostos livros e uma estátua da Deusa da Justiça.
 
Lígia Saito 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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