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Expedição Araguaia-Xingu leva serviços e dignidade à população de Luciara

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A Expedição Araguaia-Xingu 2022 chegou a Luciara na noite de quinta-feira (10 de novembro) recepcionada com muita festa e alegria pela população do município e pela comunidade indígena da etnia Karajá.
 
Durante a tradicional carreata, realizada na chegada às localidades que recebem a comitiva, os moradores com os olhos cheios de esperança acenavam, riam e entendiam que ali estava mais do que uma simples Expedição, chegava também ao município dignidade e alento aos que mais precisam.
 
Já na manhã de sexta-feira (11 de novembro), no Campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), ‘Dom Pedro Casaldáliga’, as equipes da Justiça Comunitária, parceiros e voluntários estavam motivados e a todo vapor para levarem serviços de Justiça, saúde e cidadania à população da Região.
 
Tributo a Dom Pedro Casaldáliga – O nome do Campus Universitário do Médio Araguaia é uma homenagem póstuma ao bispo espanhol naturalizado brasileiro que era grande defensor dos direitos humanos, especialmente dos povos indígenas.
 
Abertura dos portões – Uma multidão de indígenas e não indígenas, entre homens, mulheres e crianças, já estavam posicionados e formavam uma grande fila para receber orientações jurídicas; participar de audiências de conciliação e mediação; emitir declaração de hipossuficiência; solicitar benefícios; receber atendimentos médicos, oftalmológicos e odontológicos; realizar testes rápidos, exames e vacinação; cadastrar e regularizar título de eleitor, certidão de nascimento, cadastro de pessoa física nacional; entre diversos outros serviços oferecidos pela 4ª Edição da Expedição.
 
Conciliação entre quatro irmãos – A sinergia entre o Judiciário mato-grossense, Defensoria Pública Estadual e Ministério Público de Mato Grosso foi fundamental para auxiliar na solução de um desentendimento entre irmãos sobre os cuidados de uma mãe idosa.
 
Depois de orientações jurídicas, direitos assegurados e obrigações sinalizadas, os quatro irmãos de Luciara participaram de uma audiência de conciliação com a equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) para dividirem os custos e obrigações nos cuidados da mãe de 68 anos, que está acamada após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O incidente ocorrido há dois anos a deixou com todo lado esquerdo do corpo paralisado, necessitando assim de cuidado 24 horas por dia.
 
Após o caso se arrastar por algum tempo, antes da chegada da Expedição, os irmãos entraram em acordo e puderam dividir o cuidado da idosa por períodos iguais, entre todos, deixando assim os quatro satisfeitos com a resolução.
 
A filha da idosa, Luíza Soares Lima, participou da audiência realizada pelo CEJUSC e ficou muito feliz com a conciliação. Antes do acordo, Luíza era a irmã responsável por cuidar da mãe somente com o auxílio do companheiro.
 
“Era tudo eu. Para dar banho, para preparar comida, levantar, deitar, trocar a fralda, levar ao banheiro, gerenciar os remédios, tudo isso era só comigo. Meu marido ajudou demais e me deu força para aguentar tudo. Eu só queria que eles (os irmãos) entendessem que estava muito puxado, mas do jeito que a gente resolveu vai ficar ótimo”, completa a aliviada Luíza.
 
Casamento Comunitário – No final da tarde de sexta-feira (11 de novembro) também foi realizado mais um casamento comunitário por meio da Expedição Araguaia-Xingu. Em Luciara, 14 casais puderam sacramentar a união e realizar o objetivo do matrimônio.
 
O juiz-coordenador da Expedição, José Antônio Bezerra Filho, esteve presente na cerimônia e agradeceu pela confiança no trabalho realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com o município de Luciara. “A nossa missão aqui é trazer cidadania, inclusão social e mostrar que quando os Poderes estão juntos (Judiciário, Executivo e Legislativo) o resultado é esse que todos podem ver: satisfação da população, resultados com efetividade e credibilidade em cada ação resolvida.”
 
Visita à Aldeia São Domingos – A terra indígena São Domingos também recebeu na manhã de sábado (12 de novembro) a visita da Expedição Araguaia-Xingu 2022. Os cerca de 190 indígenas que moram na aldeia aproveitaram as doações de alimentos, calçados, cobertores e demais presentes levados pela 4ª Edição da comitiva da esperança.
 
As crianças participaram de uma importante ação de conscientização ambiental sobre a destinação adequada de lixos recicláveis, que até bem pouco tempo não faziam parte dos costumes e hoje são bastante consumidos pelos indígenas, como materiais plásticos e metais.
 
Os pequenos receberam brinquedos, doces e ganharam kits contendo cartilhas, livros, cadernos de desenhos, camisetas e lápis coloridos. Os kits foram disponibilizados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região – (TRT/MT), parceiro da Expedição.
 
Os indígenas também realizaram uma grande exposição de artesanatos e apresentaram danças e rituais pertencentes à sua cultura. A etnia ‘Iny Karajá’ é formada pelos povos originários que vivem às margens do Rio Araguaia, nos Estados de Mato Grosso, Tocantins e Goiás.
 
O cacique Rafael HararikaKarajá conta que essa foi a primeira vez que aldeia localizada próximo ao centro de Luciara recebeu a visita da Expedição, representada pelo seu coordenador, o juiz José Antônio Bezerra Filho. “Eu recebi a visita do juiz e não acreditei que a Expedição ia chegar aqui na aldeia. E o que ele prometeu, ele cumpriu mesmo.”
 
Muito contente com a presença da equipe do projeto, o cacique destacou também a importância das ações de preservação ambiental e do auxílio à comunidade indígena. “A nossa aldeia é uma natureza que não podemos poluir e nós aprendemos com isso (ação de recolhimento do lixo). Isso é uma grande ajuda pra nossa aldeia, porque a Expedição está trazendo muitas coisas para nós. O acesso aos serviços em Cuiabá ou em São Félix do Araguaia fica muito longe e não temos recurso para se deslocar pra lá. E essa Expedição ajudou muito.”
 
Próximos destinos da Expedição – A 4ª Edição do mutirão da cidadania estará com os atendimentos em Luciara nos dias 15 e 16 de novembro, já o município de Cocalinho fecha os serviços da Expedição neste ano nos dias 18 e 18 de novembro.
 
Parcerias – São parceiros da Expedição Araguaia-Xingu 2022: Governo do Estado de Mato Grosso; Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (SETAS/MT); Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (SECEL/MT); Casa Civil de Mato Grosso; Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (SECITEC/MT); Secretária de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT); Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP/MT); Secretária de Saúde de Cuiabá/MT; Juizado Volante Ambiental de Mato Grosso (JUVAM/MT); Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos de Mato Grosso (NUPEMEC/MT); Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); Receita Federal; Fundação Nacional do Índio (FUNAI); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR/MT); Ministério Público de Mato Grosso; Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso; Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT); Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso; Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT); Comando do 6º Distrito Naval – Marinha do Brasil; 13ª Brigada de Infantaria Motorizada – Exército Brasileiro; Energisa; Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (APROSOJA/MT); Grupo Bom Futuro; Instituto para o Desenvolvimento Econômico, Ambiental, Esportivo e Social de Mato Grosso (IDEAES/MT); Prefeitura de São José do Xingu/MT; Prefeitura de Santa Cruz do Xingu/MT; Prefeitura de Luciara/MT; Prefeitura de São Félix do Araguaia/MT; Prefeitura de Cocalinho/MT; Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (POLITEC/MT); Policia Militar do Estado de Mato Grosso; Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso; Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso; Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (DETRAN/MT); Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus de Luciara (UNEMAT); Comarca de Vila Rica; Comarca de Paranatinga; Comarca de Canarana; Comarca de São Félix do Araguaia; Comarca de Água Boa; Instituto Galvan; Prefeitura de Canarana/MT; Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso; Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região – (TRT/MT); Comarca de Porto Alegre do Norte; Studio Z Calçados; Voluntários.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto horizontal colorida. Tenda com várias pessoas sentadas aguardando atendimento. Imagem 2: Foto colorida horizontal da conciliação entre os quatro irmãos. Eles estão em volta de uma mesa conversando com representantes da Justiça, Defensoria Pública e Ministério Público. Imagem 3: Horizontal colorida. Várias crianças indígenas reunidas posando para a foto e segurando os brinquedos doados pela Expedição.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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