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Expedição do Judiciário atraca em São Félix do Araguaia e leva doações a maior ilha fluvial do mundo

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As margens do Rio Araguaia receberam no sábado (02 de dezembro) a caravana da 5ª Edição da Expedição Araguaia-Xingu, que está levando Justiça, saúde e cidadania à população da região.
 
Durante a expedição, muitas histórias de vida sensibilizam e emocionam a equipe da Justiça Comunitária e parceiros. E esse foi o caso da Marineide Evangelista da Silva. A moradora de São Félix do Araguaia é aposentada por invalidez e procurou o projeto para obter informações sobre um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal.
 
Com dificuldades de locomoção, após ter sofrido uma queda há sete anos, a idosa de 65 anos foi acolhida pela Expedição, com toda acessibilidade necessária para o atendimento.
 
Após o serviço bancário, a moradora foi atendida no projeto pela equipe da Defensoria Pública, que realizou orientações jurídicas e encaminhamentos para possibilitar, com urgência, a cirurgia de prótese ortopédica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Muito religiosa, Dona Marineide agradeceu muito a ajuda recebida pela equipe da Expedição. “Eu cheguei, desci da ambulância e já fui conduzida aqui para ser atendida. Muito rápido, graças a Deus. Eu precisava desse socorro de vocês. Eu moro sozinha, não tem ninguém pra me ajudar nas tarefas de casa. É só eu e Deus. Então isso aqui foi maravilhoso. Só vocês mesmo pra nos ajudar.”
 
Entrega de Escrituras de Propriedades Rurais – Em uma grande ação conjunta entre Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Cartórios Extrajudiciais do município e Prefeitura de São Félix do Araguaia, 24 moradores do Assentamento Zeca do Doca receberam gratuitamente as escrituras de propriedade rural durante a Expedição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
 
A Dona Marineide também é moradora do Assentamento e foi uma das beneficiadas de forma gratuita com o título definitivo de propriedade rural. “Isso é um sonho que estou realizando. Graças à Expedição agora eu tenho o documento da minha terrinha. É uma benção de Deus.”
 
Segundo o juiz coordenador da Expedição Araguaia-Xingu, José Antônio Bezerra Filho, a ação em parceria com o Intermat e demais instituições é uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e concretiza o sonho de muitas famílias.
 
“Em nome da presidente do TJTM, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e do corregedor-Geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, atingimos mais uma meta do CNJ e trouxemos esses documentos tão importantes. Agora essas famílias passam a ser proprietárias das chácaras e terras que residem, tudo devidamente documentado, escriturado e gratuitamente sendo entregue a cada um que está aqui hoje.”
 
“Gostaria de agradecer ao presidente da Intermat, Francisco Serafim, pela confiança e parceria na Expedição Araguaia-Xingu. Já entregamos 300 títulos de propriedade em Várzea Grande, 24 agora no município de São Félix do Araguaia e vamos entregar mais 72 em Cocalinho, tudo em consonância com o CNJ, através do empenho da Corregedoria e da Presidência do TJMT. Então, no total, temos 400 famílias que passam enfim a ser legalmente donas das propriedades em que vivem”, explica o coordenador do projeto.
 
oação em Terras Indígenas – A Expedição Araguaia cruzou as fronteiras do Estado e levou um pouco de dignidade à população indígena da Ilha do Bananal, maior ilha fluvial do mundo, localizada na divisa com Tocantins.
 
Em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), através da Superintendência Indígena da Casa Civil do Estado, a expedição entregou mais de 700 cestas básicas aos povos das etnias Karajá e Javaé. Também foram entregues centenas de brinquedos, kits de limpeza e atividades de conscientização ambiental.
 
Durante a ação, os indígenas de várias idades se juntaram em grandes círculos, em alusão à ferramenta da Justiça Restaurativa ‘Círculo de Construção de Paz’, a qual é baseada nos costumes dos povos originários. A técnica de pacificação social é uma das bandeiras da atual gestão do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Antes de chegar a São Félix do Araguaia, a Expedição Araguaia-Xingu realizou ação de doação de centenas de cestas básicas, roupas, calçados e brinquedos à Terra Indígena São Domingos, em Luciara.
 
Cronograma de próximos atendimentos à população:
 
Dias 04 e 05 – Cocalinho. O cronograma ainda inclui atendimento em aldeias de Territórios Indígenas de diferentes etnias da Região.
 
Conheça os parceiros da Expedição Araguaia-Xingu 2023:
 
Eixo Justiça – Tribunal de Justiça de Mato Grosso; Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso; Defensoria Pública do Estado; Ministério Público Estadual; Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso; Justiça Comunitária de Paranatinga.
 
Eixo Cidadania – Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Espaço Cidadania); Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec); Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT); Receita Federal; Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); Caixa Econômica Federal; Energisa; Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat); Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania; Instituto Galvan; Cartórios Extrajudiciais de Mato Grosso.
 
Eixo Saúde – Prefeituras de São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Luciara, São Félix do Araguaia, Cocalinho e Canarana; Secretaria de Estado de Saúde (Programa Imuniza Mais); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT); Secretaria de Saúde Indígena (SESAI).
 
Eixo Segurança – Marinha do Brasil; Exército Brasileiro; Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso; Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso; Polícia Militar de Mato Grosso; Defesa Civil.
 
Eixo Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Ciência, Tecnologia e Inovação – Juizado Volante Ambiental (Juvam); Detran-MT; Secretarias de Estado (Educação; Cultura, Esporte e Lazer; Ciência, Tecnologia e Inovação); Unemat (Campus Luciara).
 
Eixo Doações – Aprosoja; Bom Futuro; Studio Z; Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia mostrando o círculo formado por indígenas e integrantes da Expedição. Seguda imagem: senhora idosa que foi atendida pela Expedição. Ela está sentada e gesticula com as mãos. Terceira imagem: senhora idosa atendida pela Expedição sorri e exige o título de propriedade da terra onde vive. Quarta imagem: moradoras da Ilha do Bananal estão em filas, com sacos plásticos com o lixo que recolheram às marges do rio.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proposta de Meta Nacional busca fortalecer cumprimento de decisões judiciais na saúde pública

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A construção das Metas Nacionais do Poder Judiciário deve ocorrer de forma participativa, com o envolvimento de magistrados e servidores, destacou o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), João Gualberto Nogueira Neto, durante a reunião virtual de Gestão Participativa promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria, nesta terça-feira (24), pela plataforma Microsoft Teams.
O encontro debateu a proposta de uma nova Meta Nacional voltada ao cumprimento de decisões judiciais em matéria de saúde pública. A fala do coordenador veio após a abertura realizada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, presidente da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo. (COLOCAR O LINK DA MATÉRIA DA CELLY)
O coordenador da CGJ ressaltou que o encontro virtual atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Prêmio CNJ de Qualidade, que estabelecem a elaboração das Metas Nacionais por meio da gestão participativa, assegurando o amplo envolvimento de magistrados e servidores.
“A proposta de meta apresentada hoje, será discutida e submetida à análise e votação dos participantes, assegurando que magistrados e servidores contribuam de forma efetiva para a construção das Metas Nacionais”, disse João Gualberto.
“O grande desafio não é apenas proferir a decisão judicial, mas garantir que ela seja cumprida. Por isso, entendemos que esse tema deve ser tratado como Meta Nacional”, afirmou o secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, ao apresentar a proposta aos participantes.
Segundo o magistrado, a iniciativa busca fortalecer o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde, ampliar o apoio técnico às comarcas do interior, fortalecer o NatJus e aprimorar os fluxos de trabalho. A proposta prevê que, até dezembro de 2027, os tribunais implantem um fluxo estruturado para acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais em saúde pública, com apoio técnico do NatJus e do e-NatJus.
“Queremos ampliar o suporte técnico à magistratura. Com esse apoio, será possível acompanhar com mais segurança o cumprimento das decisões judiciais”, destacou.
Agamenon explicou que a meta foi estruturada nos moldes da Meta 9 do CNJ, com etapas de implementação que permitirão acompanhar a evolução dos trabalhos ao longo do período.
O secretário-geral também informou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) está desenvolvendo um sistema para monitorar o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde. A ferramenta permitirá que magistrados acompanhem, por meio do número do processo, se a decisão foi cumprida e a situação atual da demanda. Segundo ele, o sistema poderá contribuir para que a meta seja alcançada antes do prazo previsto.
Já o juiz auxiliar da Vice-Presidência e coordenador do NATJUS, Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, apresentou o Manual de Cumprimento de Ordens Judiciais em Matéria de Saúde Pública, elaborado a partir dos estudos do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Recomendação nº 146/2023 do CNJ. O documento traz orientações para auxiliar magistrados na análise e no acompanhamento das demandas de saúde pública. Conheça aqui.
Segundo o magistrado, o documento oferece protocolos, referências de preços, evidências científicas e outras informações que auxiliam magistrados na análise das demandas e no acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais..
“O documento tem como ideia central buscar eficiência no cumprimento das decisões judiciais em matéria de saúde pública, de maneira célere, racional e controlada. A ideia é de governança judicial”, afirmou.
“Não basta apenas proferir a decisão. É preciso acompanhar seu cumprimento, verificar os resultados e fornecer ao magistrado informações que permitam uma atuação cada vez mais qualificada”, completou Gerardo Humberto ao destacar a ideia central de governança judicial.
O gerente sênior de Estatística e Gestão Estratégica da Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Poder Judiciário, Anderson Neisse, lembrou que esta foi à terceira etapa da construção participativa das Metas Nacionais de 2027, os dois eventos anteriores foram as audiências públicas “Demandas abusivas no Poder Judiciário, impactos, prevenção e estratégias institucionais”, em maio e “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, em junho de 2026.
“Diferentemente das audiências públicas, esta reunião teve o objetivo de facilitar a participação de magistrados e servidores de todo o Estado. Todas as contribuições serão analisadas para aperfeiçoarmos a proposta e encaminhar ao CNJ uma versão ainda mais robusta”, pontuou.
Anderson Neisse convidou todos os magistrados e servidores do Poder Judiciário a responderem o Formulário de Contribuição – Proposta de Metas Nacional 2027 pelo link:: https://forms.cloud.microsoft/r/AqNkFkjM2E. “Todos podem responder até o dia 26 de junho”, reforçou.
Ao final, o coordenador da Corregedoria, João Gualberto Nogueira Neto, enfatizou que todas as contribuições registradas durante a reunião serão consideradas no processo de definição das metas do Judiciário.
“A transcrição desta reunião, os documentos elaborados e as contribuições dos participantes integrarão o relatório que será encaminhado ao CNJ, reforçando o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com uma gestão participativa e transparente”. Ele ainda destacou que dúvidas sobre a proposta podem ser enviadas ao email [email protected].

Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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