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Feira de oportunidades oferece serviços e informação às mulheres em situação de violência doméstica

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A imagem mostra a juíza Ana Graziela, uma mulher branca, com cabelos lisos e loiros. Ela fala ao microfone da TV Justiça. É possivel ver a repórter de costas, ela tem cabelos longos, lisos e escuros.

Sempre em busca de oferecer auxílio jurídico, informação e iniciativas que promovam o combate e a conscientização sobre violência doméstica e familiar, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) de Cuiabá, promoveu a Feira de Oportunidades. Durante os dias 19 e 21 de agosto, as mulheres que participaram de audiências no fórum puderam aproveitar para cuidar da saúde, da beleza e ainda se informar sobre todos os seus direitos e onde buscar ajuda. A iniciativa integrou a programação da Semana Justiça pela Paz em Casa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada em todas as comarcas do país.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, coordenadora do CEAV e titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, destacou o olhar humanizado por trás da iniciativa. “A vítima vem fazer a sua audiência e já resolve a vida. Se precisa de uma pensão alimentícia, já é encaminhada para isso. Temos a Patrulha Maria da Penha, o Ministério Público, Secretaria Municipal de Saúde oferecendo vacina contra a gripe. É um momento de acolhimento e de oferecimento de serviços essenciais para essa pessoa tão necessitada.”

A magistrada enfatizou que o evento é mais do que uma simples oferta de serviços, é um resgate de dignidade. “É uma possibilidade de novas oportunidades. Muitas vezes ela está precisando de atendimento psicológico, de um curso de capacitação ou de um emprego. Temos diversos parceiros para trabalhar em rede para acolher essa mulher”, afirmou.

Hanae Yamamura de Oliveira, juíza diretora do Fórum da capital, reforçou o papel social do Judiciário em iniciativas como essa. “Essa é uma função do Poder Judiciário, abrir as portas do fórum, das suas sedes, para que a população possa se sentir à vontade, em casa e acolhida”.

Ela citou que a iniciativa nacional é realizada junto às Varas da Violência Doméstica, todos os anos, em março, agosto e novembro durante a Semana Justiça pela Paz em Casa. “Essa feira é a oportunidade de trazer as demais instituições, trazer as mulheres em situação de violência para conhecer outros serviços prestados pela própria rede. É também uma forma de acolhê-las e recebê-las aqui na nossa casa, que é a Casa da Justiça”.

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Diversos serviços

O evento reuniu parceiros públicos e privados para disponibilizar um amplo leque de serviços, para proporcionar às vítimas um ambiente de acolhimento e oferecer-lhes as ferramentas necessárias para reconstruir suas vidas.

O TJMT participou com o Núcleo de Atendimento – Espaço Thays Machado, que oferece atendimento para as mulheres que trabalham no Judiciário mato-grossense; Projeto Cartório Inclusivo em parceria com a Corregedoria-Geral de Justiça, que oferece emprego para mulheres em situação de violência doméstica; o Programa Justiça Comunitária, para pedidos de documentos; e o Programa Verde Novo, com a distribuição de mudas de árvores, além do Programa Virando a Página, do CEAV, que oferece atendimento psicológico gratuito.

Estiveram presentes instituições parcerias que integram o Sistema de Justiça como o Ministério Público Estadual, com o Espaço Caliandra, que oferece assistência jurídica; a Defensoria Pública Estadual, que também oferece assistência jurídica, além da Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT), com a Patrulha Maria da Penha.

A Prefeitura de Cuiabá participou com a representação do Espaço de Acolhimento da Mulher, que faz parte da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Cuiabá; e a Secretaria de Saúde, com o oferecimento de vacina contra a gripe. A Secretaria Estadual de Assistência Social (Setasc) também se fez presente.

a imagem mostra uma manicure, que veste camiseta verde com detalhes em preto, fazendo a unha de uma mulher. Somente as mãos da mulher aparecem.

Empresas privadas como a Faculdade Faipe ofereceu agendamento para tratamento odontológico; o Laboratório Sabin ofereceu aferimento de pressão e glicemia, e a Solução Cosméticos ofereceu maquiagem. O Senac ofereceu massagem e o projeto social VG + Ação, que há sete anos oferece serviços gratuitos à comunidade de Várzea Grande, marcou presença na Feira de Oportunidades em Cuiabá. Com o apoio de empresários e a parceria do Fórum, a iniciativa levou serviços de beleza como tranças e esmaltaria para as vítimas de violência doméstica, proporcionando um momento de cuidado pessoal e bem-estar.

Superação e novas oportunidades

Para muitas mulheres, a feira é um ponto de virada. Jennifer Surita Bejarano Quispe, uma autônoma atendida pelo CEAV, compartilhou sua experiência e a importância do apoio recebido. “Quando a gente passa por um processo que acredita que não vai ter uma luz no fim do túnel, é um turbilhão de emoções. Eu não acreditava em psicóloga, fiz aqui quase um ano de terapia e foi muito bom. Recebi bastante apoio do pessoal do CEAV e falo para as meninas (equipe multidisciplinar) que fui reprogramada mentalmente”.

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Ela também revelou como o acompanhamento do Centro a ajudou a conquistar sua independência financeira. “Estou fazendo faculdade, cursos, ganhei a oportunidade para trabalhar numa empresa multinacional, que é a WS de computação. Nunca ia imaginar isso antes. Recebi o apoio que precisava. Tive acompanhamento psicológico, conquistei estabilidade financeira, exponho meus produtos na feira do Fórum. É importante ter pessoas preparadas para estar nesse meio, justamente para tratar com pessoas que estão vulneráveis e no CEAV todas são preparadas, amorosas e acolhedoras”.

Jennifer ressaltou que esse tipo de apoio é fundamental, especialmente para mulheres que saem de relacionamentos abusivos “sem nada, com a mão na frente e outra atrás, muitas vezes com criança pequena, uma situação muito difícil”. Para ela, o suporte do CEAV vai muito além de um simples serviço, é um apoio para recomeçar. “Esse pegar na mão da gente e falar: nós estamos aqui para te ajudar, faz diferença na vida das pessoas”, concluiu.

CEAV Cuiabá

O CEAV foi criado para prestar apoio a pessoas que sofreram danos físicos, morais, patrimoniais ou psicológicos em decorrência de crimes, de qualquer natureza. No entanto, de agosto de 2024 a julho de 2025, foram realizados 4.099 atendimentos na capital, com cerca de 90% dos casos relacionados à violência doméstica e familiar.

O Centro funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, no Fórum de Cuiabá, mas atende também pelo WhatsApp (65) 9 99247-1462.

Várzea Grande – o CEAV está disponível no Fórum de Várzea Grande, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, e pelo WhatsApp (65) 3688-8404.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

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Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

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Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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