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Inovação, sustentabilidade e salto qualitativo na formação judicial marcam o ano de 2025 na Esmagis

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) encerra 2025 com um salto qualitativo na formação judicial. Com ações estruturadas em cinco eixos estratégicos — Meio Ambiente, Tecnologia Digital e Inteligência Artificial, Comunicação, Deontologia e Economia — a Escola consolidou-se como referência nacional em inovação, sustentabilidade e qualificação de magistrados.
Os responsáveis pelos eixos de atuação são: desembargadores Rodrigo Roberto Curvo (Meio Ambiente) e Lídio Modesto da Silva Filho (Tecnologia), juízes Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva (Comunicação), Gonçalo Antunes de Barros Neto (Deontologia) e Jorge Iafelice dos Santos (Economia). Já a coordenação da Esmagis-MT está sob responsabilidade do desembargador Márcio Vidal (diretor-geral), da desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira (vice-diretora) e do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior (coordenador pedagógico).
Com uma agenda diversificada de cursos e eventos — da Deontologia à Reforma Tributária, passando por debates em podcasts e entrevistas — a Esmagis-MT qualificou magistrados, servidores e a sociedade para os desafios jurídicos, tecnológicos e sociais do século XXI.
Destaque – O ano de 2025 foi decisivo para a institucionalização da pauta ambiental na Esmagis-MT com a criação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima). O Centro nasce com o objetivo de fortalecer a governança ambiental e a atuação interinstitucional, sendo um marco na defesa dos compromissos ambientais do Estado. Com a certeza da união para alcançar resultados melhores, para além do Judiciário, o Cesima reúne instituições que também promove a consciência de um futuro climático melhor. Confira aqui todas as instituições integrantes. https://cesima.tjmt.jus .br/pagina/2
O projeto foi idealizado pelo desembargador Vidal, há 12 anos, em 2013, porém, somente agora, abriu-se o caminho para uma trajetória de expansão. Hoje, segundo ele, o Cesima materializa a necessidade de unir esforços e criar redes de cooperação para enfrentar a crise climática.
O projeto tem como coordenador-geral o juiz Rodrigo Curvo e como juíza coordenadora Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima. Em dezembro de 2025, foi lançado o portal da ação (cesima.tjmt.jus.br) que passa a reunir informações, pesquisas, agenda de eventos, publicações e ações articuladas com universidades, órgãos ambientais e instituições parceiras, ampliando o diálogo entre Judiciário e sociedade.
Em complemento à criação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente, a Escola sediou webinários sobre a judicialização de questões ambientais e promoveu, em parceria com o TJMT, o 10º Encontro de Sustentabilidade e do 2º Seminário de Mudanças Climáticas, refletindo a urgência do tema.
Diálogo Social – A gestão anual da Esmagis-MT foi marcada pela expansão da comunicação e pelo estreitamento dos laços entre o Judiciário e a sociedade. Os programas de entrevista produzidos pela Escola foram cruciais para este diálogo, como “Magistratura e Sociedade”, em conexão direta com a Deontologia e que trouxe para o debate grandes intelectuais como Djamila Ribeiro (18/11), discutindo racismo e sexismo, e Mário Sérgio Cortella (31/10), sobre ‘Ética, Judiciário e Sociedade’.
O podcast “Explicando Direito” alcançou a marca de 140 edições, tratando de forma acessível temas diversos, desde a discussão sobre sistema de cotas, direitos de passageiros até a complexidade da bissexualidade. A Esmagis-MT também celebrou a cultura e a história mato-grossense com o 6º e 7º Sarau Prosa, Poesia e Justiça, este ano em homenagem a Dom Aquino Correia e ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, consolidando-se como um espaço de encontro entre a justiça, a arte e a formação humanística do magistrado.
Tecnologia – O balanço anual revela um investimento maciço em Inteligência Artificial e um dos principais destaques foi o curso INOVAGPT, oferecido em múltiplas turmas ao longo do ano. Esta capacitação estratégica qualificou magistrados e servidores para o uso seguro e eficiente de IA Generativa e ferramentas como o ChatGPT, garantindo que a inovação seja aplicada com responsabilidade e ética.
O curso foi pensado especialmente para atender às demandas do Estado e incentivar o aprofundamento no uso de tecnologias emergentes. A ideia é que a inteligência artificial proporcione mais agilidade e eficiência no trabalho de magistrados e assessores, além de melhorar a qualidade de vida desses profissionais.
O tema de IA se mostrou transversal, integrando debates cruciais como “Inteligência Artificial e Responsabilidade Civil Ambiental: o Desafio Judicial na Era da Caixa-Preta Algorítmica”, no webinário conduzido pela Juíza Vanessa Ferrari (TJSP), provando a interdisciplinaridade da tecnologia na formação jurídica.
Ética e Inclusão – A ética, a conduta profissional e a inclusão foram elementos estruturantes da formação. A Esmagis-MT promoveu debates de alto nível sobre o tema interligado à função jurisdicional, trazendo para a pauta, por exemplo, os Princípios de Bangalore e a deontologia com o pós-doutor Tiago Gagliano (22/09).
No campo social, a gestão se destacou pelo foco na diversidade e direitos humanos, realizando webinários sobre a população LGBTQIAPN+ e a atuação do TJMT Inclusivo, sobre o autismo, em parceria com a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça.
O combate ao crime organizado também foi intensificado com o VI Encontro do Sistema de Justiça Criminal, bem como os cursos Recupera-MT e Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro – Avançado, reforçando a integração das forças do Estado para descapitalizar o crime organizado.
Economia e Agronegócio – A Esmagis-MT acompanhou grandes discussões econômico-jurídicas, defendendo uma posição estratégica para a economia do Estado. Um dos destaques foi o 8º Congresso Internacional de Direito Tributário e Financeiro, que debateu os impactos e o período de transição da Reforma Tributária, culminando na importante “Carta de Cuiabá”.
Autoridades nacionais em Direito Tributário e Direito Financeiro assinaram a Carta, que alerta a sociedade e instituições sobre repercussões da alteração radical da estrutura constitucional tributária. O documento destaca ainda que a centralização do núcleo tributário na União Federal compromete a Federação, reduzindo a competência tributária dos estados e, de forma mais severa, dos municípios.
Durante dois dias de evento (3 e 4/11), foram debatidos os impactos da reforma tributária nas finanças públicas dos estados e municípios, considerando o texto da Emenda Constitucional nº 132/2023.
Já a parceria firmada com a Fundação Getúlio Vargas, por sua vez, permitiu a oferta do curso “Direito, Economia e Mercados”. Além disso, reconhecendo a importância do setor primário, a gestão focou no agronegócio, realizando – em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) – o Seminário Internacional Multidisciplinar do Agronegócio.
Também foram ofertados cursos específicos, como a capacitação sobre o Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas, qualificando a magistratura para a segurança jurídica e econômica do setor.
Jurisdição moderna – “Encerramos este ano com a profunda satisfação do dever cumprido e a certeza de que a Esmagis-MT deu um salto de qualidade na formação da nossa magistratura e dos nossos servidores e parceiros. Não apenas oferecemos cursos essenciais, como o INOVAGPT, preparando nosso corpo judiciário para a era da Inteligência Artificial, mas também estruturamos o futuro ao criar o Cesima, nosso Centro de Estudos em Meio Ambiente. Este centro é a prova de que a sustentabilidade e a justiça climática são inseparáveis da função jurisdicional moderna”, destacou o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal.
“Olhando para o balanço de 2025, vemos uma Escola que soube equilibrar o rigor técnico, presente nos intensos debates sobre Reforma Tributária e Combate ao Crime Organizado, com a sensibilidade social, expressa nos aprofundados estudos sobre Deontologia, Direitos Humanos e Inclusão. A Esmagis-MT está cada vez mais preparada, conectada e engajada com os grandes desafios do nosso Estado e do nosso país. Temos o compromisso de seguir fortalecendo o Judiciário mato-grossense para que ele seja cada vez mais ágil, ético e justo para todos os cidadãos”, afirmou.
Acesse o link e confira aqui o balanço completo da Esmagis.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proposta de Meta Nacional busca fortalecer cumprimento de decisões judiciais na saúde pública

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A construção das Metas Nacionais do Poder Judiciário deve ocorrer de forma participativa, com o envolvimento de magistrados e servidores, destacou o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), João Gualberto Nogueira Neto, durante a reunião virtual de Gestão Participativa promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria, nesta terça-feira (24), pela plataforma Microsoft Teams.
O encontro debateu a proposta de uma nova Meta Nacional voltada ao cumprimento de decisões judiciais em matéria de saúde pública. A fala do coordenador veio após a abertura realizada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, presidente da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo. (COLOCAR O LINK DA MATÉRIA DA CELLY)
O coordenador da CGJ ressaltou que o encontro virtual atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Prêmio CNJ de Qualidade, que estabelecem a elaboração das Metas Nacionais por meio da gestão participativa, assegurando o amplo envolvimento de magistrados e servidores.
“A proposta de meta apresentada hoje, será discutida e submetida à análise e votação dos participantes, assegurando que magistrados e servidores contribuam de forma efetiva para a construção das Metas Nacionais”, disse João Gualberto.
“O grande desafio não é apenas proferir a decisão judicial, mas garantir que ela seja cumprida. Por isso, entendemos que esse tema deve ser tratado como Meta Nacional”, afirmou o secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, ao apresentar a proposta aos participantes.
Segundo o magistrado, a iniciativa busca fortalecer o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde, ampliar o apoio técnico às comarcas do interior, fortalecer o NatJus e aprimorar os fluxos de trabalho. A proposta prevê que, até dezembro de 2027, os tribunais implantem um fluxo estruturado para acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais em saúde pública, com apoio técnico do NatJus e do e-NatJus.
“Queremos ampliar o suporte técnico à magistratura. Com esse apoio, será possível acompanhar com mais segurança o cumprimento das decisões judiciais”, destacou.
Agamenon explicou que a meta foi estruturada nos moldes da Meta 9 do CNJ, com etapas de implementação que permitirão acompanhar a evolução dos trabalhos ao longo do período.
O secretário-geral também informou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) está desenvolvendo um sistema para monitorar o cumprimento das decisões judiciais na área da saúde. A ferramenta permitirá que magistrados acompanhem, por meio do número do processo, se a decisão foi cumprida e a situação atual da demanda. Segundo ele, o sistema poderá contribuir para que a meta seja alcançada antes do prazo previsto.
Já o juiz auxiliar da Vice-Presidência e coordenador do NATJUS, Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, apresentou o Manual de Cumprimento de Ordens Judiciais em Matéria de Saúde Pública, elaborado a partir dos estudos do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Recomendação nº 146/2023 do CNJ. O documento traz orientações para auxiliar magistrados na análise e no acompanhamento das demandas de saúde pública. Conheça aqui.
Segundo o magistrado, o documento oferece protocolos, referências de preços, evidências científicas e outras informações que auxiliam magistrados na análise das demandas e no acompanhamento do cumprimento das decisões judiciais..
“O documento tem como ideia central buscar eficiência no cumprimento das decisões judiciais em matéria de saúde pública, de maneira célere, racional e controlada. A ideia é de governança judicial”, afirmou.
“Não basta apenas proferir a decisão. É preciso acompanhar seu cumprimento, verificar os resultados e fornecer ao magistrado informações que permitam uma atuação cada vez mais qualificada”, completou Gerardo Humberto ao destacar a ideia central de governança judicial.
O gerente sênior de Estatística e Gestão Estratégica da Coordenadoria de Planejamento (Coplan) do Poder Judiciário, Anderson Neisse, lembrou que esta foi à terceira etapa da construção participativa das Metas Nacionais de 2027, os dois eventos anteriores foram as audiências públicas “Demandas abusivas no Poder Judiciário, impactos, prevenção e estratégias institucionais”, em maio e “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, em junho de 2026.
“Diferentemente das audiências públicas, esta reunião teve o objetivo de facilitar a participação de magistrados e servidores de todo o Estado. Todas as contribuições serão analisadas para aperfeiçoarmos a proposta e encaminhar ao CNJ uma versão ainda mais robusta”, pontuou.
Anderson Neisse convidou todos os magistrados e servidores do Poder Judiciário a responderem o Formulário de Contribuição – Proposta de Metas Nacional 2027 pelo link:: https://forms.cloud.microsoft/r/AqNkFkjM2E. “Todos podem responder até o dia 26 de junho”, reforçou.
Ao final, o coordenador da Corregedoria, João Gualberto Nogueira Neto, enfatizou que todas as contribuições registradas durante a reunião serão consideradas no processo de definição das metas do Judiciário.
“A transcrição desta reunião, os documentos elaborados e as contribuições dos participantes integrarão o relatório que será encaminhado ao CNJ, reforçando o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com uma gestão participativa e transparente”. Ele ainda destacou que dúvidas sobre a proposta podem ser enviadas ao email [email protected].

Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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