Tribunal de Justiça de MT

Inscreva-se para webinário sobre o tema “As grandes empresas e as mediações”

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) realiza, no dia 31 de março, webinário sobre o tema “As grandes empresas e as mediações”. A capacitação, voltada a magistrados(as), servidores(as), assessores(as), estagiários(as), terceirizados(as), membros do Sistema de Justiça e equipes multidisciplinares.
 
A ação pedagógica será realizada em formato virtual, pela plataforma Teams, das 8h às 12h. O evento também será transmitido pelo canal oficial do YouTube no TJMT.
 
Segundo explica a juíza Jaqueline Cherulli, coordenadora da iniciativa, a ação pedagógica será ministrada à distância (EAD), com atividades síncronas por meio da exposição dialogada e fórum. Antes do evento os participantes inscritos receberão, via e-mail, material explicativo com instruções de navegação/senha, além de sugestão texto e vídeo que contextualizarão o tema abordado.
 
Fernanda Tartuce e Simone Tassinari serão as palestrantes. Advogada, mediadora e autora de publicações jurídicas, Fernanda é doutora e mestra em Direito Processual pela Universidade de São Paulo (USP), onde se graduou em Direito. É presidente da Comissão de Processo Civil do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e presidente da Comissão de Mediação Contratual do Instituto Brasileiro de Direito Contratual (IBDCont). Além disso, é vice-presidente da Comissão de Mediação do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP) e diretora do Centro de Estudos Avançados de Processo (Ceapro).
 
Já Simone Fleischmann é doutora, mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre/RS, instrutora e supervisora em mediação. Professora de Direito Civil e membro permanente do programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), membro da diretoria executiva do IBDFAM Seção Rio Grande do Sul e líder do Grupo de pesquisa CNPQ: Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Civil-Constitucional, Família, Sucessões e Mediação de Conflitos da UFRGS.
 
É importante ressaltar que para receber certificado é necessário se inscrever e obrigatoriamente participar pela plataforma Teams. Clique neste link para realizar inscrição.
 
Série de Encontros – Essa iniciativa integra os Encontros sobre o Fortalecimento do Sistema Multiportas, iniciado em 2021. Para 2023, já estão programados outros três encontros a serem realizados em junho, agosto e outubro.
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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