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Judiciário e faculdades de Rondonópolis firmam cooperação para promover cidadania e prática jurídica

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Com dois Juizados Especiais já instalados, a Comarca de Rondonópolis passa a contar, a partir desta quinta-feira (14 de agosto), com mais um espaço dedicado ao cidadão: o Núcleo Avançado de Práticas Jurídicas (NAPJ). O núcleo irá auxiliar em demandas como relações de consumo, cobranças, acidentes de trânsito e questões envolvendo micro e pequenas empresas.

O atendimento será realizado por acadêmicos dos cursos de Direito da União das Faculdades (FASIPE) e das Faculdades Integradas de Rondonópolis (FAIR), por meio do Termo de Cooperação Técnica nº 8/2025, firmado com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais (CSJE) e os Juizados Especiais da Comarca.

O objetivo da iniciativa é oferecer atendimento jurídico gratuito a cidadãos que procuram os Juizados Especiais, por meio do procedimento de atermação (registro da demanda sem necessidade de advogado). O serviço será prestado pelos acadêmicos das instituições de ensino, sob supervisão de professores advogados, o que permitirá uma experiência prática e contato direto com a rotina forense.

Durante o ato de assinatura do Termo, o desembargador Sebastião de Arruda Almeida, presidente do CSJE, explicou que os Juizados Especiais são um sistema de Justiça criado para causas de menor complexidade, com procedimentos simples e informais, privilegiando a conciliação ou a reparação de danos na esfera criminal.

“O Juizado Especial é justiça cidadã. Ele garante ao cidadão acesso rápido e desburocratizado, sem a necessidade de longos trâmites, e pode ser usado por qualquer pessoa, independentemente da condição financeira, sempre que houver necessidade de solução ágil para um conflito”, afirmou.

Os Juizados Especiais estão previstos no artigo 98 da Constituição Federal e regulamentados pela Lei nº 9.099/95 e, no caso da Fazenda Pública, pela Lei nº 12.153/09. Esses dispositivos consolidam um modelo de Justiça próximo da população, com ênfase na conciliação e na solução rápida das demandas.

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O NAPJ funcionará de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, nas dependências dos Juizados Especiais, no Fórum de Rondonópolis. “Haverá uma triagem inicial para identificar se a demanda se enquadra na competência do Juizado. Os atendimentos serão feitos pelos acadêmicos, acompanhados por professores orientadores, que também auxiliarão na elaboração das peças processuais e no acompanhamento das ações até o encerramento”, explicou o juiz Wagner Plaza Machado Junior, titular do Segundo Juizado Especial de Rondonópolis.

O Poder Judiciário disponibiliza espaço físico, mobiliário, computadores, impressoras, scanners e internet. As faculdades ficam responsáveis pelo atendimento, orientação jurídica, triagem de casos e acompanhamento processual, seguindo escala de revezamento definida pelas instituições.

Formação acadêmica

Para a professora e diretora da FAIR, Sandra Regina Carrasco Libardoni, a parceria é uma oportunidade de ampliar a formação dos estudantes. “Nossos acadêmicos têm a chance de vivenciar na prática o que aprendem em sala de aula. A nossa instituição acredita que educação e Justiça caminham juntas na construção de uma sociedade mais justa e consciente de seus direitos e deveres. Este núcleo permite unir teoria, prática e compromisso com a cidadania.”

A estudante Elisa Pesseti, do 8º semestre de Direito, destacou que o projeto aproxima os futuros advogados da realidade da profissão. “É uma oportunidade de entender o funcionamento do Juizado Especial e de atender pessoas que muitas vezes não têm acesso à informação jurídica. Além disso, trabalhar com as peças iniciais é essencial para a preparação para a OAB e para a vida prática”, afirmou.

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Promoção da cidadania

A diretora do Foro de Rondonópolis, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, ressaltou que a parceria reforça o compromisso do Judiciário em se aproximar da sociedade. “Este projeto abre as portas do Fórum para que cidadãos e estudantes participem e conheçam o funcionamento da Justiça. Também atribui aos acadêmicos a responsabilidade de fazer a ponte entre a cidadania e o conhecimento jurídico, fortalecendo a paz social”, declarou.

A coordenadora do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, que representou o desembargador Wesley Sanchez Lacerda no evento, destacou o caráter simbólico da assinatura. “É um momento de aproximação entre as instituições de ensino e o Poder Judiciário, uma cooperação que envolve diferentes atores do sistema de Justiça e tem como foco a inclusão social”, pontuou.

A parceria tem vigência inicial de 12 meses e pode ser prorrogada por igual período mediante termo aditivo. Não há repasse de recursos financeiros entre as partes, cada instituição utilizará sua própria estrutura e equipe.

Participaram da cerimônia de assinatura o juiz presidente das Turmas Recursais Reunidas, Valmir Alaércio dos Santos; o juiz coordenador do Conselho dos Juizados Especiais, Érico de Almeida Duarte; representante da Prefeitura Municipal; o representante da União das Faculdades FASIPE, Júlio César Marinho; além de servidores, estudantes e demais autoridades locais.

Autor: Priscilla Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corregedoria capacita contadores credenciados e estagiários de Contabilidade

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Instrutor em pé fala diante de uma sala de informática lotada, com alunos em bancadas usando computadores. Ao fundo, uma projeção exibe a tela de um sistema.A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE) promove Capacitação para Contadores Credenciados e Estagiários de Contabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso. Entre agosto e setembro, 19 profissionais que atuam no Fórum de Cuiabá e no Complexo dos Juizados Especiais irão aprimorar conhecimento técnico e uniformizar procedimentos na busca por uma melhor prestação jurisdicional.

O treinamento se encerra no dia 02 de setembro e conta com 11 encontros presencias que começaram em 03 de agosto, no Laboratório da Escola dos Servidores do Poder Judiciário, em Cuiabá. Com carga horária de 66 horas, a capacitação está sendo ministrada pelos instrutores internos: Carlos José Rodrigues, Deniz Pedroso de Almeida, Rosivaldo Guimarães, Angélica Vilalva Guimarães e a diretora do DAJE, Shusiene Tassinari Machado.

Durante os encontros, os participantes acompanham as atualizações normativas, aperfeiçoam conhecimentos técnicos, desenvolvem atividades práticas com cálculos em processos reais e discutem procedimentos utilizados na elaboração de laudos contábeis.

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Segundo o instrutor e contador Carlos José Rodrigues, o objetivo é alinhar a atuação dos profissionais que prestam apoio técnico ao Judiciário.

“A ideia é padronizar os procedimentos. Não importa se o cálculo é realizado em Cuiabá, Rondonópolis ou qualquer outra comarca. O importante é que todos utilizem o mesmo padrão. Muitos profissionais estão ingressando agora e ainda não tiveram contato com essa rotina. Por isso trabalhamos com processos reais, discutimos cada etapa e esclarecemos as dúvidas que surgem no dia a dia”, explica.

A diretora do DAJE, Shusiene Tassinari Machado, ressalta que investir na qualificação dos contadores credenciados e estagiários é investir na qualidade da prestação jurisdicional. “É sempre importante proporcionar essa atualização técnica, uniformizar procedimentos e preparar os profissionais para atuarem de forma segura e alinhada às necessidades da unidade judicias”, pontua.

A contadora credenciada desde 2021, Janiluce Duarte Gonzaga, aprovou a iniciativa e destacou a importância da capacitação para a padronização dos procedimentos e o aprimoramento do trabalho desenvolvido pelos profissionais.

“Quando comecei não tivemos um treinamento tão detalhado. Agora tudo está sendo explicado passo a passo, com exemplos práticos. Isso ajuda muito no aprendizado e também na padronização do trabalho desenvolvido pelos contadores”, avalia.

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Para a contadora recém-credenciada, Raquel Cristiane de Oliveira, o curso está sendo o primeiro contato com os sistemas e procedimentos utilizados pelo Poder Judiciário.

“É a primeira vez que atuo como contadora credenciada e ainda não havia tido acesso ao sistema. Ele está sendo importante porque nos prepara para executar um trabalho mais profissional e nos dá condições de aprender antes de iniciar as atividades. O que proporciona mais segurança para o exercício da atividade”, pontua.

Larissa Klein

Lucas Coutinho

Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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