Tribunal de Justiça de MT

Judiciário faz homenagem a magistrados aposentados com outorga da Medalha do Mérito José de Mesquita

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O Poder Judiciário de Mato Grosso realizou na tarde desta sexta-feira (30 de junho), a cerimônia de outorga da Medalha do Mérito Judiciário Desembargador “José de Mesquita”, a mais alta honraria concedida pelo Poder Judiciário em reconhecimento a contribuição efetiva prestada por magistrados e magistradas à serviço da Justiça e da Democracia. No total, 35 personalidades da magistratura mato-grossense foram agraciadas durante a solenidade realizada no auditório do Espaço Justiça, Cultura e Arte – Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, onde também estiveram reunidos familiares, amigos e companheiros de trabalho logrados ao longo dos anos.
 
Em um gesto de carinho, os homenageados também receberam uma placa com a mensagem: “Gratidão! O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, por seus membros, rende justas homenagens ao senhor(a) magistrado(a) no momento em que se afasta desta Egrégia Corte de Justiça em virtude de merecida aposentadoria, após profícuos serviços prestados ao Poder Judiciário Mato-grossense”.
 
A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, refletiu sobre a importância do reconhecimento àqueles que de maneira árdua e determinada, superaram barreiras para o cumprimento do dever jurídico.
 
“Hoje me sinto aqui em meio a família da magistratura, magistratura que foi meu sonho desde criança, e uma das fontes de inspiração ainda está aqui à minha frente, tenho a dádiva de ter sido aluna da desembargadora Shelma, que foi a primeira inspiração concreta que tive, cuja carreira se iniciou na minha cidade natal [Alto Garças], e depois tive a felicidade de tê-la como professora na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, do primeiro ao último semestre de Direito Civil. Somos um tribunal que está nos 150 anos, temos muita contribuição, muitos valores construídos pelas mãos e mentes desses colegas que hoje estão na inatividade, e não poderíamos deixar de lado esse espaço de revisitação de cada um deles à sua história, que também é uma forma de contribuir não só com a história do tribunal, mas também uma forma de revigorar o emocional, valorizar o trabalho desses tantos pioneiros que já contribuíram com o Poder Judiciário”.
 
Emocionada, a desembargadora Clarice Claudino ainda acrescentou “O ser humano necessita desses estímulos, dessa conexão com as suas origens, o seu passado, justamente para fortalecer o presente e dar esperança para o futuro. Tenho certeza de que o reconhecimento do valor do trabalho do magistrado e da magistrada é muito mais relevante do que tudo que nós pudéssemos fazer em termos de outras ações, que não fossem a partir dessa conexão com a importância do que ele representou e representa como pessoa e como profissional dentro da perspectiva dos 150 Anos do Poder Judiciário de Mato Grosso”.
 
Com 39 anos, quatro meses e oito dias de efetivo trabalho prestado ao Judiciário mato-grossense, a desembargadora aposentada, Shelma Lombardi de Kato chamou a atenção sobre a retidão e a conduta ilibada que devem ser a bússola condutora do ser humano, independente da área de atuação.
 
“A nossa vida deve ser uma vida ligada aos compromissos e a Deus, em qualquer dessas hipóteses, você deve ser correta, dedicada e disso só pode esperar melhores frutos, sendo a árvore boa, os frutos serão bons, isso em tudo na vida. O direito é a profissão mais enriquecedora que temos, porque ela abre muitas frentes. E como é bonito estarmos todos aqui, reunidos nesse momento de gratidão. Na vida não existe o eu! É uma pessoa absolutamente cega no sentido espiritual, que é pior do que a cegueira física, você achar que existe o eu de maneira absoluta. Hoje aqui estivemos reunidos entre juízes, advogados e promotores todos irmanados nesse grande gesto de gratidão”, definiu a desembargadora aposentada Shelma Lombardi.
 
Durante 14 anos, Shelma de Kato foi a única representante feminina na magistratura do Estado. Ela também foi pioneira em pleitear e assumir o mais alto cargo da administração da Justiça estadual, tendo presidido o Tribunal de Justiça de Mato Grosso na gestão 1991/1993. Sua atuação na magistratura foi marcada por uma postura firme e comprometida com a ética e a justiça, tendo contribuído para o fortalecimento do Poder Judiciário de Mato Grosso. Sua trajetória inspirou outras mulheres a seguir na carreira jurídica e a ocupar espaços de liderança na área, a exemplo da desembargadora Clarice Claudino, sendo a terceira mulher a assumir a presidência da Corte.
 
“Este momento é o reconhecimento de quem enfrentou todas as vicissitudes das comarcas ainda sem estrutura, sem apoio, sem telefone, sem energia, sem ruas asfaltadas, onde toda comunicação que quiséssemos empreender, tínhamos que vir à Cuiabá para solicitar alguma intervenção do tribunal. Essa é narrativa sobre a árdua e aflitiva caminhada de um magistrado, onde tudo acontece, de bom e de ruim, mas valeu a pena a caminhada, onde trabalhamos pela afirmação da Justiça. Os sonhos não param, assim como os ideais, os princípios que nós temos, que relativamente são tudo, seguem com a gente. Tudo isso só terá sentido, se houver a preocupação com a Justiça, em primeiro lugar”, expressou o desembargador aposentado Mauro José Pereira após ter cumprido quase 27 anos de trabalho junto à magistratura.
 
“O homem que volta ao mesmo rio, nem o rio é o mesmo, e nem o homem é o mesmo homem”. Com a frase do pensador Heráclito de Éfeso, a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, falou sobre as experiências vivenciadas por cada um dos homenageados, construídas a partir de suas escolhas, e que mesmo retorno ao ponto de origem, já não são mais os mesmos, estando agora certamente enriquecidos.
 
Muito emocionada, a juíza Maria Cristina de Oliveira Simões, uma das agraciadas com a Medalha do Mérito Judiciário, após cumprir 26 anos, nove meses e 14 dias de pleno exercício do Direito, não conteve a emoção: “Minha gratidão é muito grande. Primeiramente agradeço a Deus, à minha família e depois ao Poder Judiciário de Mato Grosso, onde vivi os melhores anos da minha vida”.
 
A Medalha do Mérito Judiciário foi instituída em 27 de setembro de 1.984, e traz ao centro a estrela Sírius, que simboliza Mato Grosso, e uma efígie com o nome do desembargador José Barnabé de Mesquita, que presidiu o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre os anos de 1.929 a 1.940.
 
A honraria também integra a agenda alusiva aos 150 Anos do Poder Judiciário de Mato Grosso, que será comemorado no próximo ano, em reconhecimento aos desafios enfrentados para o exercício independente do Judiciário, em favor da sociedade e na garantia da pacificação social.
 
A apresentação do Coral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, formado por servidores do Judiciário estadual, marcou o encerramento das homenagens. Sob a regência do maestro Carlos Taubaté, o repertório trouxe interpretações clássicas, como as músicas “Jesus Cristo”, de Roberto e Erasmo Carlos, com arranjo de Carlos Taubaté e a participação de Rafael Corrêa no violão, e também as músicas “Tiro ao Álvaro” e “Ai que saudade D´Oce”, de Zeca Baleiro.
 
Agraciados com a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador “José de Mesquita”:
 
Desembargador Antônio Bitar Filho
Desembargadora Cleuci Terezinha Chagas
Desembargador Flávio José Bertin
Desembargador Gerson Ferreira Paes
Desembargador João Antônio Neto
Desembargador Leônidas Duarte Monteiro
Desembargador Licínio Carpinelli Stefani
Desembargador Manoel Ornellas de Almeida
Desembargador Mauro José Pereira
Desembargador Paulo Inácio Dias Lessa
Desembargadora Shelma Lombardi de Kato
Juiz de Direito Antônio Teixeira Nogueira Neto
Juiz de Direito Clóvis Mário Teixeira de Mello
Juiz de Direito Edson Pereira da Costa
Juiz de Direito Francisco Braúlio Vieira
Juiz de Direito Francisco Ferreira Barbosa
Juiz de Direito Gilperes Fernandes da Silva
Juiz de Direito Herval Alves D´Fonseca
Juiz de Direito José Clecino Amaral
Juiz de Direito José Mauro Bianchini Fernandes
Juiz de Direito Lito da Silva Daltro
Juiz de Direito Manoel Ribeiro Filho
Juiza de Direito Maria Cristina de Oliveira Simões
Juiza de Direito Maria Terezinha Ferreira
Juiz de Direito Nelson Dorigatti
Juiz de Direito Newton Franco de Godoy
Juiz de Direito Onivaldo Budny
Juiz de Direito Oswaldo Meier
Juiz de Direito Pedro Pereira Campos Filho
Juiz de Direito Realino da Rocha Bastos
Juiza de Direito Rosângela Maria Pedroso
Juiz de Direito Sidney Sanches Lopes
Juiz de Direito Valdyr de Almeida Muchagata
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto colorida horizontal. Os homenageados posam para foto oficial. Ao centro da imagem, a desembargadora Clarice Claudino da Silva que veste terno na cor verde escuro. Segunda imagem: Desembargadora Clarice Claudino concede entrevista à TV.Jus. Terceira imagem: Desembargadora aposentada Shelma Lombardi recebe a Medalha do Mérito Judiciário das mãos da desembargadora Clarice Claudino que a impõe sobre sua cabeça. Quarta imagem: Juíza aposentada Maria Cristina de Oliveira Simões concede entrevista à TV.Jus. Ele veste terno na cor branco. Quinta imagem: medalhas estão depositas sob a mesa.
 
 
Naiara Martins/ Fotos: Alair Ribeiro e Ednison Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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