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Justiça Restaurativa: Cejusc de Rondonópolis promove palestra e diálogo sobre bullying escolar

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis tem atuado na promoção da cultura de paz, com uma programação intensa na Semana Nacional da Justiça Restaurativa. A unidade promoveu na segunda-feira (17), no fórum local, palestra a gestores escolares para intensificação das ações de conscientização sobre a necessidade de aplicação das práticas restaurativas no ambiente escolar, com ênfase na prevenção ao bullying.


No evento, que reuniu diretoras, coordenadoras e professoras das unidades de ensino municipais, foi apresentada a estrutura institucional e o impacto da Justiça Restaurativa na Comarca, assim como as perspectivas para o futuro com a implementação de novas ações de incentivo.


O juiz Wanderlei Reis, coordenador do Cejusc, destacou que a Justiça Restaurativa é um método pacífico e colaborativo de resolução de conflitos, cuja essência está em focar na reparação do dano e na restauração das relações, de maneira que essa abordagem transforma potencialmente a resolução de conflitos ao focar nas necessidades humanas e em soluções construtivas.


“Desde o ano de 2022 temos atuado para a formação de mais facilitadores e a implementação de Círculos de Construção de Paz, bem como buscado uma estrutura institucional mais robusta para a Justiça Restaurativa local, em uma verdadeira política pública. Conseguimos a aprovação da Lei Municipal nº 12.975/2023, que instituiu o Programa de Construção de Paz em nossas escolas, garantindo que essa cultura de diálogo chegue a todas as unidades de ensino municipais de forma perene. Nossa meta agora é a sustentabilidade e a expansão, garantindo que Rondonópolis se torne um modelo transformador”, disse o magistrado.

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Além disso, a preocupação central da Semana Nacional da Justiça Restaurativa no contexto de Rondonópolis foi reforçada pela necessidade de intensificação de ações voltadas à conscientização de diretores, coordenadores escolares e professores, sobretudo em razão de circunstâncias locais, com o aumento dos casos graves envolvendo a prática de bullying.


O juiz coordenador da Justiça Restaurativa em Rondonópolis ressaltou que a abordagem restaurativa busca e incentiva a cura emocional, a escuta ativa e promove a paz e a empatia. “Os Círculos de Construção de Paz são a ferramenta central da Justiça Restaurativa para a prevenção e resolução de conflitos, sendo especialmente eficazes no combate ao bullying nas escolas. Não podemos ignorar os desafios de violência em nossas escolas, especialmente desse tipo de conduta, que afeta a vida de tantos jovens. Diante de casos recentes, a necessidade de ações concretas de prevenção é urgente e foi por isso que na palestra enfatizamos a importância da realização dos Círculos na ambiência escolar”.


A palestra ainda contou com uma fala especial gravada em Cuiabá da presidente do NugJur, desembargadora Clarice Claudino da Silva, endereçada exclusivamente ao público de Rondonópolis, em que incentivou a participação efetiva de facilitadores, gestores e de todos os envolvidos no processo de aplicação da Justiça Restaurativa em âmbito local, destacando que o NugJur é parceiro da comunidade e realçando que as práticas restaurativas são, comprovadamente, o melhor caminho para a pacificação em ambiente escolar, organizando o diálogo e restaurando as relações.


Grande grupo de servidoras e servidores posa em auditório iluminado, diante de telão com tema da Justiça Restaurativa. Estão alinhados em semicírculo, sorrindo, ao lado do banner do Cejusc de Rondonópolis.A diretora escolar Lilian Arruda do Nascimento Veslaco disse que as práticas circulares são importantes para estabelecer um melhor convívio social no ambiente escolar, permitindo entender melhor a vivência de cada aluno.

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Francelina Fonteneles de Morais, diretora escolar, destacou a importância dos Círculos de Construção de Paz para atendimento dos anseios da escola na temática relacionada ao bullying.


Já a professora Vilma Cavalcante disse que o círculo de paz é uma ferramenta importante e a que criação de espaço de diálogo e de escuta é fundamental para a humanização das escolas e destacou a iniciativa do Judiciário.


“A integração e o compromisso entre o Judiciário e o Executivo e a formação contínua garantem a sustentabilidade e expansão da Justiça Restaurativa, que reforça a importância da construção de uma cultura de paz, baseada no respeito e na cooperação”, ressaltou o juiz coordenador Wanderlei José dos Reis.


Segundo informações do Cejusc de Rondonópolis, a expectativa é de que as práticas restaurativas contribuam para a redução de situações de violência e indisciplina nas escolas, promovendo um espaço de aprendizado mais harmonioso nas mais de 90 unidades educacionais do município, com mais de 41 mil alunos beneficiados. O programa da Justiça Restaurativa conta com facilitadores capacitados para conduzir os Círculos, proporcionando um ambiente seguro para que todos os envolvidos possam expressar seus sentimentos e buscar soluções conjuntas para os desafios do cotidiano escolar.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário lança página no portal do TJMT

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A Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso lançou sua página no portal do TJMT, durante o evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado nos dias 15 e 16 de abril. Agora, os públicos interno e externo ao Tribunal de Justiça podem acessar acessibilidade.tjmt.jus.br e conferir todas ações da Comissão, bem como entrar em contato com seus membros.
A juíza auxiliar da Vice-presidência, Alethea Assunção Santos, fez a apresentação da página na internet durante o evento. “O portal da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso tem a finalidade de apresentar as iniciativas, ações, capacitações, os projetos da Comissão e também é um repositório de atos normativos, de leis e das notícias relativas às ações. Então é uma forma de difundir o trabalho da Comissão”, explica.
Mulher de cabelos longos posa sorrindo em primeiro plano. Ao fundo, palco com cadeiras e telão verde do evento TJMT Inclusivo, com pessoas desfocadas ao redor.Conforme a magistrada, a criação da página demonstra o compromisso da Comissão em fomentar a construção de uma política institucional mais inclusiva. “O Poder Judiciário precisa olhar para o jurisdicionado, abrindo as possibilidades para aqueles que têm alguma deficiência, mas também olhar para o servidor, nos atendo às barreiras arquitetônicas e outras dificuldades daquele servidor e também do público externo. A Comissão tem essa função de compreender quais são essas necessidades específicas e trabalhar para reduzir esses empecilhos e garantir a acessibilidade e a inclusão”, defendeu.
A página da Comissão conta com a sessão “Fale Conosco”, onde estão disponíveis os canais de contato. “Esperamos que a população acesse, entre em contato conosco, mande dicas, sugestões e que, assim, a gente possa manter o portal ativo”, convida a juíza Alethea Assunção.
A página da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso está no portal do Tribunal de Justiça, no espaço dedicado aos portais temáticos, conforme a imagem ao lado.
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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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