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Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de MT participa do lançamento do Portal Renovajud

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Durante o Festival Nacional de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (Fest Labs) 2022, realizado na Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Esmape/TJPE), em Recife, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançou uma grande e importante novidade para inovação judiciária brasileira, a plataforma RenovaJud, que irá promover a integração e a colaboração de todos os laboratórios de inovação existentes no Poder Judiciário.
 
A presidente da Comissão Permanente de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2030 do CNJ, conselheira Salise Monteiro Sanchotene fez o lançamento da plataforma e destacou que o RenovaJud tem o objetivo de tornar o processo de inovação mais transparente, permitindo que qualquer pessoa possa acompanhar a produção dos laboratórios de inovação dos tribunais.
 
A plataforma RenovaJud irá possibilitar uma rede maior de articulação, parcerias e compartilhamentos da inovação, além de mapear e documentar os projetos e as metas atingidas com eles.
 
“Hoje se eu perguntar para vocês que projetos os outros laboratórios de inovação desenvolvem eu duvido que alguém saiba responder. Todos os laboratórios estão trabalhando focados naquilo que fazem internamente, mas não sabem o que alguns do mesmo estado estão fazendo e nós precisávamos de um espaço que contemplasse todos esses projetos, todos esses laboratórios. Então, com o intuito de renovar e revigorar este espaço institucional, nós concebemos um espaço que é um verdadeiro portfólio dos laboratórios de inovação das unidades judiciárias, facilitando o acesso e compartilhamento das iniciativas que estão desenvolvidas no âmbito de cada tribunal. Por isso nossa intenção com esse projeto é promover mais intercâmbios e parcerias entre os tribunais e também com agentes externos ao Judiciário”.
 
A conselheira do CNJ disse ainda que é um dever fazer da inovação uma política permanente no Judiciário e que, por isso, a inovação é uma das metas já definidas pelo CNJ para os próximos anos.
 
Durante o evento Fest Labs, todos os laboratórios participantes realizaram um cadastro na ferramenta, que está em construção, mas deverá abrigar informações, contatos, projetos e outros dados de laboratórios de inovação de todo o judiciário, a exemplo do Manual de Linguagem Clara e Direito Visual, projeto do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso, InovaJusMT.
 
“O lançamento da plataforma nos permitirá ter essa visibilidade do que está sendo feito, onde está sendo feito e como está sendo feito, então vai representar um intercâmbio de ideias e informações muito importante. Também irá evitar trabalho desnecessário, pois, sabendo que há um tribunal desenvolvendo algo é mais fácil realizar uma cooperação, para ganhar fôlego e velocidade, o que não seria possível sem saber o que todos estão fazendo”, pontua a coordenadora do InovaJusMT, juíza Viviane Brito Rebello.
 
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, salientou que é preciso que todos caminhem juntos e na mesma direção. “Não adianta que um Estado, a ou b, seja uma ilha de excelência se o vizinho não tem acesso a essa mesma inovação. Precisamos trocar essas experiências, aprender, colaborar e com isso fazer aquilo que nos une, fazer mais, mais rápido, melhor e atender e prestar serviço ao povo”.
 
O RenovaJud ficará hospedado no portal do CNJ no endereço https://renovajud.cnj.jus.br/.
 
Josiane Dalmagro
Coordenadora de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mapeamento por competências vai orientar capacitação e força de trabalho no TJMT

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Vista da parte traseira de uma plateia em uma sala de treinamento. À frente, o palestrante e professor Thiago Dias Costa faz uma apresentação ao lado de uma tela de projeção com gráficos. O Poder Judiciário de Mato Grosso deu início nesta segunda-feira (27) ao 1º Ciclo de Mapeamento por Competências e Dimensionamento da Força de Trabalho, iniciativa estratégica voltada à modernização da gestão de pessoas e ao fortalecimento da governança institucional. O encontro reuniu coordenadores(as), gestores(as) e servidores(as) de diversas áreas da instituição.
Realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o projeto busca identificar as competências necessárias ao desempenho das funções no Judiciário mato-grossense, construir perfis profissionais mais aderentes à realidade das unidades e dimensionar, de forma técnica, o quadro de servidores de cada unidade.
A abertura foi conduzida pelo professor Thiago Dias Costa, coordenador do Laboratório de Gestão do Comportamento Organizacional (GESTCOM) da UFPA e responsável técnico pelo projeto. Segundo ele, o trabalho permitirá que o Tribunal avance em decisões baseadas em dados, resultando em uma transição da administração pública burocrática para uma gestão gerencial, com foco em resultados.
“Estamos iniciando formalmente o projeto de mapeamento de competências do TJMT. O objetivo é que os servidores(as) possam descrever seus perfis profissionais e, a partir disso o Tribunal possa tomar decisões mais precisas sobre capacitação, desenvolvimento e alocação de pessoas”, destacou.
O professor explicou ainda que, em uma segunda etapa, será realizado o dimensionamento da força de trabalho. “Vamos utilizar esse mesmo perfil para identificar quantos servidores(as) são necessários em cada unidade para que ela consiga responder adequadamente à demanda que recebe”, completou.
Retrato frontal da coordenadora Claudenice Deijany Farias de Costa. Ela está sorridente, tem longos cabelos pretos ondulados, veste uma camisa rosa e usa um colar fino prateado. O fundo está desfocado em tons claros.A coordenadora de Gestão de Pessoas, Claudenice Deijany Farias de Costa ressaltou que o projeto atende a uma demanda histórica da área. “É um trabalho muito sonhado pela Gestão de Pessoas. Até então, muitas decisões eram tomadas com base em percepções. Agora teremos critérios objetivos para identificar quais competências cada servidor(a) precisa ter e quantas pessoas são necessárias em cada unidade”, afirmou.
Retrato frontal da gestora Mariely Carvalho Steinmetz. Ela está sorridente, tem cabelos presos, veste camisa azul-escura e um colar de contas grandes em tons de azul e verde, com brincos combinando.Já a gestora do Núcleo de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas, Mariely Carvalho Steinmetz explicou que o processo será desenvolvido por fases e impactará diretamente os próximos ciclos de avaliação institucional.
“O mapeamento de competências é um processo evolutivo. Estamos avançando para aperfeiçoar nossos modelos de avaliação e desenvolvimento profissional. A expectativa é que os resultados subsidiem inclusive o ciclo avaliativo de 2027”, pontuou.
Visão estratégica para o futuro
Foto do servidor Thomas Augusto Caetano. Ele está sorrindo e olhando levemente para o lado. Tem cabelos curtos e escuros, veste uma camiseta roxa sob um paletó preto. Integrante deste primeiro ciclo, o gestor de projetos de inovação do InovaJusMT, Thomas Augusto Caetano destacou a relevância estratégica da iniciativa. “A gestão por competências é um dos projetos mais importantes porque trata da adequação do capital humano às necessidades futuras da instituição. Em um momento de construção do novo Planejamento Estratégico, essa reflexão é essencial para preparar o Judiciário que queremos para os próximos anos”, disse.
O projeto prevê a divisão das competências em dois grandes grupos: transversais, comuns a diferentes áreas do Tribunal, e técnicas, específicas de cada unidade. Após esta etapa inicial, o cronograma seguirá com oficinas práticas, escuta das equipes e validação das competências mapeadas.
Com a iniciativa, o TJMT busca construir um retrato fiel de sua força de trabalho, aperfeiçoar políticas de capacitação, ampliar a eficiência administrativa e alinhar a gestão de pessoas às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça.
O que é mapeamento por competências?
Mapeamento por competências é um processo técnico de gestão de pessoas que identifica, organiza e descreve quais conhecimentos, habilidades e atitudes os servidores(as) precisam ter para desempenhar bem suas funções dentro de cada unidade da instituição.
Na prática, esse trabalho busca responder perguntas como: O que cada cargo ou setor precisa entregar? Quais competências são essenciais para executar essas atividades com qualidade? Quais servidores(as) já possuem essas competências? Onde existem lacunas de capacitação e desenvolvimento? Quantas pessoas, com determinado perfil profissional, são necessárias em cada unidade?
Fotografia do professor Thiago Dias Costa. Ele usa óculos, tem barba e cabelos castanhos, veste uma camisa polo branca com um pequeno logotipo no lado esquerdo do peito. Segundo o professor Thiago Dias Costa, o processo permite que o órgão tome decisões baseadas em dados, especialmente sobre capacitação, desenvolvimento e alocação de pessoal. Já para a gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o mapeamento também contribui para substituir decisões baseadas apenas em percepção por critérios objetivos, fortalecendo a eficiência institucional.
Transição será gradual
Apesar da implantação do novo modelo já estar em andamento, o Tribunal seguirá utilizando o método atual de avaliação de desempenho durante o Ciclo 2026, garantindo uma transição segura e estruturada.
A previsão é que, a partir de 2027 a avaliação passe a ser realizada com base no mapeamento de competências, consolidando uma nova cultura institucional orientada por dados, desenvolvimento contínuo e valorização das pessoas.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias e Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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