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Mato Grosso sai na frente na preparação para o Prêmio CNJ de Qualidade 2025

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Com o objetivo de antecipar a preparação do Poder Judiciário de Mato Grosso para o Prêmio CNJ de Qualidade 2025, o Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), ligado à Corregedoria-Geral da Justiça, realizou um encontro para ajustar os trabalhos da equipe. Cerca de 40 servidores participaram de forma presencial e remota, oferecendo sugestões para a melhoria e o atendimento dos requisitos da premiação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O encontro ocorreu segunda-feira (dia 2), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário.
 
O Prêmio CNJ de Qualidade foi criado em 2019, em substituição ao Selo Justiça em Números, instituído em 2013. Por meio desta premiação, o CNJ reconhece os tribunais que alcançam os melhores índices de desempenho em quatro eixos principais: governança, produtividade, transparência e dados e tecnologia. Ao longo dos anos, o Prêmio se estabeleceu como uma ferramenta de monitoramento e avaliação das políticas judiciárias orientadas pelo Conselho e implementadas pelos tribunais nos estados.
 
Para o coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto, a equipe se adiantou, preparando-se para os desafios da próxima edição do Prêmio CNJ, que começa a contar a partir de 1º de agosto do ano que vem. “O CNJ já publicou a minuta do prêmio 2025, e a equipe se debruçou sobre o que precisa ser feito em cada um dos incisos que competem ao DAPI. Nas últimas três semanas, promovemos reuniões pontuais e estratégicas. Além disso, dividimos responsabilidades, e cada setor ficou encarregado de uma parte dos requisitos. Nesta última reunião, apresentamos sugestões para alcançar cada um desses incisos”, explicou.
 
Ainda segundo o coordenador, agora a ideia é que as equipes façam planos de ação para serem colocados em prática. “Colocamos times técnicos juntamente com o time de negócios para superar possíveis barreiras. O time técnico precisa saber que está desenvolvendo ferramentas para garantir a gestão e fazer o negócio andar. Todos precisam entender como funciona essa engrenagem. Certamente, a equipe como um todo saiu mais amadurecida e coesa para a entrega dos resultados que buscamos”, completou.
 
A diretora do DAPI, Renata Bueno, destaca que o alinhamento no presente serve para conquistas futuras. “Nós paramos para olhar o que havíamos planejado para 2024, o que foi executado, quais as melhores práticas, o que de fato funcionou. Procuramos identificar as lições aprendidas e o que precisa ser ajustado. Foi uma pausa estratégica para redirecionar o caminho rumo ao Prêmio CNJ de Qualidade 2025”, concluiu.
 
O corregedor-geral da Justiça (CGJ-MT), desembargador Juvenal Pereira da Silva, parabenizou o trabalho realizado pelo DAPI, bem como o adiantamento dos trabalhos. “Quero parabenizar a todos que estão empenhados em trazer os melhores resultados para a nossa gestão e gestões futuras. E lembrem-se, a Corregedoria está à disposição para auxiliar nos avanços necessários”, reafirmou.
 
A cerimônia de premiação do Prêmio CNJ de Qualidade 2024 será realizada em Campo Grande (MS), nos dias 2 e 3 de dezembro, durante o Encontro Nacional do Poder Judiciário, evento anual que reúne presidentes dos tribunais brasileiros para debater metas nacionais, como previsto na Resolução CNJ 325/2020.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida. Equipe do DAPI posa em pé em uma sala de aula. Todos estão olhando para a câmera.
 
Gabriele Schimanoski/ Foto Adilson Cunha
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJM
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão Pai Presente começa em Mato Grosso com atendimento gratuito à população

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Durante 60 anos, a filha carregou uma ausência em sua certidão de nascimento, embora nunca tivesse faltado amor. O pai, com cerca de 90 anos, sempre esteve presente em sua vida, ajudou a criar a filha e nunca negou a paternidade. Faltava apenas oficializar esse vínculo. O reconhecimento aconteceu em uma audiência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Cuiabá. A história, compartilhada pelo juiz coordenador do Cejusc de Cuiabá, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, demonstrou a importância do Mutirão Pai Presente 2026, que começou nesta segunda-feira (03) em todo o estado e que foi aberta oficialmente no Fórum da Capital.Seis pessoas, três homens e três mulheres, trajam roupas sociais e posam lado a lado sobre tapete vermelho. Ao fundo, estátua da Justiça e banner do projeto Pai Presente.
A ação segue até sexta-feira (7), oferecendo gratuitamente reconhecimento voluntário de paternidade, orientação jurídica e encaminhamento para exame de DNA, quando necessário, em todas as comarcas de Mato Grosso. O objetivo é garantir o direito à identidade, fortalecer os vínculos familiares e facilitar o acesso da população ao reconhecimento da filiação.
Mulher de cabelos escuros longos usa blusa rosa claro com babados e colar dourado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras do Brasil e de Mato Grosso.Representando o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência e secretária-geral do TJMT, Anna Paula Gomes de Freitas destacou que o programa vai além da regularização documental. “Cada certidão emitida e cada reconhecimento realizado durante esse mutirão representam muito mais do que um ato jurídico. Representam dignidade, cidadania e esperança. Significam dizer a uma criança, a um adolescente ou mesmo a um adulto: a sua história importa e os seus direitos são reconhecidos”, afirmou.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote foi representado pelo juiz auxiliar daHomem de cabelos escuros e barba, veste terno preto, camisa listrada e gravata preta, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Corregedoria, João Filho de Almeida Portela, que ressaltou que a iniciativa reafirma o compromisso do Judiciário com uma Justiça mais próxima da população. “O Projeto Pai Presente nasceu para garantir a efetividade de um direito fundamental que muitas vezes é ignorado: o direito à identidade e à filiação. O Poder Judiciário demonstra, mais uma vez, que sua missão vai além da solução de conflitos, promovendo cidadania e inclusão”.
Mulher de cabelos escuros ondulados veste blazer branco e colar prateado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso em destaque.A diretora do Fórum de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira lembrou que a campanha intensifica um serviço oferecido permanentemente pelo Judiciário. “Mais do que ser reconhecido como um ser humano, é ser reconhecido em sua identidade. Saber a sua origem, conhecer o nome dos seus pais e sua história fazem parte da dignidade da pessoa humana. Esta semana serve para lembrar à população que esse direito está ao alcance de todos”, comentou.
A defensora pública Elianeth Nazário enfatizou o impacto emocional que o reconhecimento da paternidade representa. “O adulto que não tem o nome do pai no registro carrega durante toda a vida um vazio existencial. É a falta de pertencimento, de saber sua origem. Quando as instituições trabalham juntas, garantem cidadania, mas também acolhimento e esperança”.Mulher de cabelos castanhos usa blazer bege sobre blusa preta de poás brancos, fala ao microfone em púlpito de acrílico. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso.

Cidadania que transforma vidas

Homem de cabelos grisalhos veste blazer escuro sobre camiseta branca, fala ao microfone. Ao fundo, ambiente escuro com bandeira de Mato Grosso.Ao relembrar a história da mulher de 60 anos que finalmente teve o nome do pai incluído em sua certidão de nascimento, o juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior explicou que o reconhecimento da paternidade ultrapassa qualquer questão burocrática. “Ela disse que o pai sempre foi presente, mas sua maior mágoa era não ter o nome dele na certidão e nem o sobrenome. Quando fizemos o reconhecimento, todos se emocionaram. Isso não tem preço. Isso é cidadania”.
Segundo o magistrado, o mutirão reúne uma equipe ampliada para atender a população e realizar conciliações sempre que possível. Quando há consenso entre as partes, o reconhecimento pode ser homologado imediatamente, sem necessidade de exame de DNA.
A expectativa é realizar mais de 60 audiências durante a semana. Nos casos em que o exame genético é necessário, todo o procedimento é custeado pelo Judiciário, inclusive exames mais complexos, como os realizados quando o suposto pai já faleceu.
Atendimento gratuito

O atendimento do Mutirão Pai Presente segue até sexta-feira (7). Para participar, basta apresentar RG e CPF do pai, da mãe e do filho, certidão de nascimento da criança ou do interessado e comprovante de residência.
Mesmo após o encerramento do mutirão, os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) continuam oferecendo, durante todo o ano, serviços de reconhecimento voluntário de paternidade, investigação de paternidade com exame de DNA e reconhecimento de paternidade socioafetiva. Pela via consensual, os procedimentos são mais rápidos, econômicos e permitem que as próprias partes construam a solução mais adequada para cada caso.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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