Tribunal de Justiça de MT

Métodos consensuais, organizações criminosas e improbidade em pauta na semana do Cofi 2026

Publicado em

A agenda do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) desta semana dedicou atenção especial ao equilíbrio entre a humanização do Direito e o rigor técnico necessário para casos complexos. Entre os dias 22 e 23 de abril, os magistrados aprofundaram os estudos nos métodos consensuais de resolução de conflitos e psicologia judiciária. Já nesta sexta-feira (24), o foco voltou-se ao enfrentamento de organizações criminosas e às atualizações jurisprudenciais sobre improbidade administrativa.

A capacitação é voltada aos novos juízes substitutos e combina aulas teóricas, estudos de caso, oficinas e prática supervisionada.

Na quarta e na quinta-feira, as atividades foram conduzidas pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira e pela juíza Cristiane Padim, respectivamente presidente e coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O módulo aliou fundamentos teóricos a aspectos práticos, preparando os novos magistrados para aplicar a mediação e a conciliação como ferramentas estratégicas de pacificação social.

A urgência em consolidar uma nova cultura jurídica foi o ponto central das discussões. Diferentemente de gerações passadas, os novos juízes substitutos estão sendo capacitados, desde o início da carreira, a utilizar a estrutura do Tribunal para oferecer soluções mais ágeis. De acordo com o desembargador Mário Kono, a autocomposição democratiza o processo e garante uma prestação jurisdicional mais adequada, permitindo que as próprias partes construam o desfecho de seus impasses.

Leia Também:  Judiciário auxilia municípios na implantação de políticas preventivas de violência contra a mulher

Para a magistrada Cristiane Padim, o contato direto com a política de consensualidade e com as normativas da Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça expande a visão dos juízes sobre o papel do Judiciário moderno. Ela incentivou os participantes a desenvolverem projetos que fortaleçam os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) em suas comarcas. Segundo a coordenadora, é essencial que o juiz compreenda que “além da adjudicação, a consensualidade, a conciliação, a mediação e até a cidadania são responsabilidades do Poder Judiciário”. O módulo foi encerrado com debates sobre técnicas de negociação, escuta qualificada e a importância da empatia na magistratura contemporânea.

Organizações criminosas e improbidade administrativa

Um dos formadores desta sexta-feira, o juiz Bruno D’Oliveira Marques, apresentou aos novos magistrados aspectos relevantes da ação de improbidade administrativa. “Ações de improbidade administrativa são de grande repercussão social e de alta complexidade. Então, uma atualização sobre a jurisprudência no que tange a essas espécies de ações é muito relevante”, destacou.

De acordo com o formador, o domínio do entendimento mais recente sobre o tema é fundamental para que os magistrados possam atuar de forma segura e eficiente em suas comarcas.

Também atuou como formador nesta sexta o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, que abordou temas como organizações criminosas, liderança, relações interpessoais e interinstitucionais e gerenciamento de riscos e crises.

Leia Também:  "Profissional do Direito é médico da alma", diz Maria Erotides a acadêmicos no Nosso Judiciário

Sobre as aulas de hoje, o juiz substituto Iorran Damasceno Oliveira explicou que o encontro abordou dois temas centrais para a atuação judicial. Inicialmente, foram discutidas as organizações criminosas, com foco na realidade do Estado de Mato Grosso. “Tratamos tanto sobre organizações criminosas, dando um foco naquelas que atuam aqui no Estado, quanto nas especificidades relacionadas ao Mato Grosso”, afirmou.

Na sequência, o debate voltou-se à improbidade administrativa, assunto frequente no Judiciário e constantemente impactado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o magistrado, manter-se atualizado é indispensável. “É um tema recorrente, que vem sendo objeto de novas decisões do STF e está muito em pauta; é fundamental que nos mantenhamos sempre atualizados”.

Leia matéria sobre aula ofertada essa semana.

Novos juízes aprofundam conhecimentos sobre métodos consensuais de resolução de conflitos

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 e 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Cesima: Projeto de educação ambiental encanta crianças em Santo Antônio de Leverger

Published

on

“Deus não fez o mundo para a sujeira, fez para nós cuidarmos.” A frase, dita com convicção pelo estudante Osmar Estevão, resume o impacto deixado pela passagem do projeto “Meio Ambiente e Sustentabilidade: Construindo um Futuro Melhor” pela Escola Municipal Agrovila, em Santo Antônio de Leverger.

Durante a atividade, realizada na quarta-feira (5), crianças participaram de dinâmicas educativas, apresentações e conversas sobre preservação ambiental, uso consciente dos recursos naturais e a importância de atitudes simples no dia a dia. E foi justamente entre os alunos que o aprendizado mostrou seus primeiros resultados.

Empolgado, Osmar compartilhou as lições que levou para casa. Falou sobre reciclagem, economia de água e cuidado com a natureza. “Se você deixar a água muito ligada, tomar banho demorando, gasta água. Imagina se a água acabar por nossa causa. Os animais não vão aguentar, eles vão morrer”, afirmou. O estudante também destacou a importância da reciclagem de embalagens e latinhas, lembrando que o descarte correto pode ajudar o meio ambiente e até gerar renda para as famílias.

A ação é promovida pelo Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) e reúne diversas instituições parceiras em torno do objetivo de aproximar as crianças dos temas socioambientais de maneira acessível e divertida.

Segundo a coordenadora do Cesima e idealizadora do projeto, a juíza Henriqueta Lima, esta foi a segunda escola atendida pela iniciativa. A proposta é trabalhar a conscientização ambiental a partir de uma linguagem adequada à faixa etária dos estudantes. “Viemos trazer, de acordo com a idade dessas crianças, um olhar lúdico sobre a problemática ambiental, os incêndios, a poluição do ar e das águas e a necessidade de proteger o meio ambiente”, explicou. De acordo com a magistrada, o envolvimento das instituições parceiras fortalece a mensagem, permitindo que os alunos levem o aprendizado para outros espaços de convivência, como a família e o círculo de amigos.

Leia Também:  Vídeo - TodoJud: o Judiciário de Mato Grosso mais perto de você

Entre os parceiros da iniciativa está a Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT). Para o vice-presidente da comissão, Gustavo Tomazeti Carrara, o projeto representa uma oportunidade de difundir valores ambientais desde a infância. “É muito gratificante poder participar de um projeto dessa magnitude. A OAB se sente tranquila e grata por participar e poder plantar essa semente do bem, essa corrente do bem, em um estado tão importante como Mato Grosso, que possui três biomas. Nada é mais importante do que semear a educação.”

Outro parceiro é o Sistema Famato/Senar-MT, que apresentou às crianças a relação entre produção rural e conservação ambiental. A analista de promoção social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar Mato Grosso – Sistema Famato), Milvia Lopes de Paula, destacou que a conscientização deve começar desde cedo.

“A gente acredita que, incentivando as crianças desde pequenas a cuidar da natureza e compreender o meio ambiente, também estamos estimulando futuros profissionais para o agro”, afirmou. Segundo ela, a proposta foi mostrar de forma lúdica como os produtores rurais atuam na preservação ambiental e na produção de alimentos.

Outra instituição participante foi a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir). A representante da entidade, Júlia Barros dos Santos, conduziu atividades voltadas ao uso consciente da água e à importância da irrigação na agricultura. “Queremos mostrar que irrigação não significa desperdício de água. Pelo contrário, é uma ferramenta importante para a produção de alimentos”, explicou. De forma didática, a apresentação abordou a produção do feijão, mostrou diferentes variedades do grão e utilizou vídeos para demonstrar o processo de germinação das plantas.

Leia Também:  Judiciário auxilia municípios na implantação de políticas preventivas de violência contra a mulher

Ao final da programação, ficou evidente que a educação ambiental se torna ainda mais eficaz quando dialoga diretamente com o universo infantil. Entre novas descobertas, o plantio de mudas de árvores, atividades lúdicas e as brincadeiras conduzidas pelo palhaço Lelé Picolé Curimpampam, personagem interpretado por Marcelo Luciano Pereira Campos, do Juizado Volante Ambiental (Juvam), as crianças participaram do jogo Rebojando e aprenderam, de forma divertida, sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

A experiência reforçou que atitudes simples, como economizar água, destinar corretamente os resíduos para a reciclagem e cuidar das plantas, podem contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. Para Osmar, a mensagem já está clara: cuidar da natureza é uma responsabilidade de todos. “Vocês têm que pegar a muda e plantar. Aí vai crescer uma árvore”, ensinou o pequeno estudante.

Também participaram da ação representantes da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; do Programa Verde Novo do Tribunal de TJMT; da Prefeitura de Santo Antônio e da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) .

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Acesse aqui as fotos do evento.

https://www.flickr.com/photos/tjmtoficial_/albums/72177720335027473/

Leia matéria sobre o assunto:

Projeto socioambiental leva educação e sustentabilidade para crianças em Santo Antônio

https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6a7253f27ca837001dbb0735

Lígia Saito

Rodrigo Moura

Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA