Tribunal de Justiça de MT

Movimentação na carreira da magistratura: Órgão Especial aprova remoção de juízes

Publicado em

As unidades judiciárias que eram ocupadas pelos seis magistrados que ascenderam ao desembargo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso em fevereiro foram providas por meio da aprovação de concursos de remoção pelo Órgão Especial, em sessão realizada na tarde desta quinta-feira (14 de março). Neste intervalo, as varas estavam providas por juízes e juízas substitutos.
 
O juiz Antonio Horácio da Silva Neto, titular do Gabinete 3 da 2ª Turma Recursal, foi removido para a Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, pelo critério de antiguidade.
 
A juíza Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, lotada na 5ª Vara Cível de Cuiabá, foi removida para a 3ª Vara Cível de Cuiabá pelo critério de merecimento.
 
O juiz João Francisco Campos de Almeida, que já estava atuando na 2ª Vara Criminal de Cuiabá desde fevereiro, foi removido para a mesma vara como titular, pelo critério de antiguidade.
 
O juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 11ª Vara Criminal de Cuiabá (Justiça Militar) e que também já estava atuando na 4ª Vara Criminal, foi removido para a 4ª Vara Criminal como titular, pelo critério de merecimento.
 
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, foi removida para a 4ª Vara Cível de Cuiabá, pelo critério de antiguidade.
 
O juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, titular da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, foi removido para a 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, que também é responsável pela Vara da Saúde.
 
O juiz José Mauro Nagib Jorge, substituto no Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá, foi removido para a Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Várzea Grande, pelo critério de antiguidade.
 
O juiz Luiz Antonio Muniz Rocha, titular da Vara Única de Matupá, foi removido para a Vara Única de Alto Garças, pelo critério de antiguidade.
 
Os juízes Tatyana Lopes de Araújo Borges e Érico de Almeida Duarte tiveram o pedido de permuta aprovado pelo Órgão Especial. A juíza passa a ser titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá e o magistrado Érico Duarte passa a ser o juiz II do Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Mário Sérgio Cortella é o entrevistado da 31ª edição do Magistratura e Sociedade

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Construção coletiva fortalece diálogo entre Judiciário e imprensa na proteção às mulheres

Published

on

Em um ambiente de diálogo, escuta e debate, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso abriu suas portas para um encontro com quem leva a informação à sociedade. O “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, realizado na manhã desta quarta-feira (15) na sede do TJMT, em Cuiabá, foi pensado como um momento de aproximação, troca de experiências e construção conjunta de caminhos para fortalecer a comunicação sobre temas sensíveis, como a proteção às mulheres.

O encontro, realizado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e pela Coordenadoria de Comunicação do TJMT, reuniu profissionais da imprensa, magistradas, magistrados e, especialistas em um espaço voltado à construção coletiva de estratégias que contribuam para a prevenção da violência na cobertura jornalística. A proposta é incentivar uma abordagem que vá além do registro do fato, incorporando informações úteis sobre direitos, canais de denúncia e medidas de proteção, sempre evitando a revitimação da mulher vítima de violência.

O presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, ressaltou que o encontro representa um chamamento institucional para que imprensa e Judiciário atuem lado a lado.

“Estamos aqui para, de mãos dadas, construir caminhos em defesa da mulher. A imprensa tem papel fundamental na transformação da sociedade, não só ao divulgar os casos, mas também ao mostrar onde buscar ajuda e quais são os caminhos de proteção”, destacou o presidente.

A desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora da Cemulher-MT, pontuou que o Tribunal de Justiça busca fortalecer uma parceria estratégica com a imprensa para transformar o modo como a sociedade compreende e enfrenta a violência de gênero.

Segundo ela, “a imprensa pode salvar a vida de mulheres”, por isso o Tribunal busca fortalecer uma parceria estratégica com os meios de comunicação.

“A notícia pode ir além do fato. Ela pode informar sobre os direitos, as medidas protetivas e as consequências para o agressor. A mulher é vítima, nunca responsável pela violência. Nós não podemos construir narrativas que estimulem essa cultura”, disse a magistrada.

Leia Também:  Justiça rejeita recurso de companhia aérea e confirma indenização de R$ 10 mil a passageiro

Ela reforçou ainda que o diálogo com jornalistas é essencial para mudar o “caldo de cultura” que sustenta o patriarcado, promovendo uma comunicação mais comprometida com a proteção da vida.

Convidado do evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática, bem como da violência de gênero e feminicídios.

“A ideia não é pautar a imprensa, mas dialogar. A forma como um crime é noticiado pode gerar o chamado efeito ‘copycat’, quando há repetição de comportamentos violentos. Por isso, é fundamental divulgar com responsabilidade e sempre incluir informação de serviço”, explicou.

Ele defendeu uma cobertura que contribua para a prevenção, orientando vítimas sobre canais de denúncia e apoio.

Informação que protege e transforma

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher, reforçou o papel estratégico da imprensa como ponte entre o Judiciário e a sociedade.

“Vocês são a voz que chega à comunidade. A informação de qualidade pode salvar vidas. Nosso objetivo é combater a desinformação e fortalecer uma comunicação alinhada aos direitos humanos”, ratificou a magistrada.

Entre as propostas discutidas está a criação de um protocolo de cobertura responsável, com diretrizes como: evitar detalhamento da violência, não culpabilizar a vítima, preservar a identidade e dignidade da mulher e incluir informações sobre onde buscar ajuda.

Escuta ativa

Para reforçar o caráter colaborativo da iniciativa, o coordenador de Comunicação do TJMT, Ranniery Queiroz destacou que o encontro foi estruturado a partir da escuta ativa dos profissionais da imprensa.

“O Poder Judiciário abriu esse espaço para escutar os jornalistas, entender suas necessidades e construir caminhos possíveis em conjunto. Todos ganham com isso. O processo de comunicação melhora e quem está na ponta, recebendo a informação, é melhor atendido”, afirmou.

Segundo ele, a proposta não é interferir na atuação da imprensa, mas contribuir com novas perspectivas sobre a responsabilidade social da informação.

“A imprensa livre é essencial e não se trata de dizer como deve escrever, mas de oportunizar reflexões e mostrar o impacto que a comunicação tem”, completou.

Leia Também:  Juízes podem se inscrever para concorrer à vaga de juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral

O coordenador destacou que o encontro marca o início de uma parceria contínua entre imprensa e Judiciário, simbolizada pela criação do selo “Imprensa por Elas”, como parceiros na divulgação de canais de denúncias e demais informações para enfrentamento da violência doméstica contra a mulher.

A jornalista Angélica Callejas destacou a importância da iniciativa ao abrir espaço para o diálogo com os profissionais da mídia.

“É uma iniciativa muito positiva, porque na urgência do dia a dia, podemos encontrar algumas barreiras. É importante discutir protocolos, pois ajudam a evitar a revitimização e a lógica de cliques que, infelizmente, ainda existe”, externou a profissional.

Estiveram presentes a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá; o juiz Marcos Terencio Agostinho Pires, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá; o juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, diretor do Fórum de Chapada dos Guimarães; a juíza Rosângela Zacarkim, da Vara de Violência Doméstica e Familiar de Sinop; juíza Suelen Barizon Hartmann, da 2ª Vara Criminal de Tangará da Serra; juíza Djessica Giseli Kuntzer, da 3ª Vara de Pontes e Lacerda; juiz Juliano Hermont Hermes da Silva, da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Várzea Grande; juíza Luciana Sittinieri Leon, diretora do Fórum de Rio Branco e o juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças.

Acesse mais fotos no Flickr do TJMT.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA