Tribunal de Justiça de MT

Mutirão de júris em Colniza resulta em cerca de 50 anos de condenações

Publicado em

A Comarca de Colniza (1.055 km de Cuiabá) realizou na última semana um mutirão de júris envolvendo casos de grande repercussão no município. As condenações dos réus totalizaram cerca de 50 anos de prisão em regime fechado. As sessões foram conduzidas pelo juiz substituto da Vara Única de Colniza, Guilherme Leite Roriz, com o apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado.
 
 “O esforço conjunto entre Judiciário e instituições que compõem o sistema de Justiça tem trazido bons frutos à população mato-grossense. Com esse esforço e o programa Mais Júri que está em curso, estamos diminuindo o volume de processos que esperavam pelo Tribunal do Júri. Isso é fundamental para a sociedade ter à disposição uma Justiça mais rápida, eficiente e pacificadora”, afirmou o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
Em Colniza, o primeiro júri da semana ocorreu na segunda-feira (dia 8), resultando na condenação do réu a 16 anos, 3 meses e 29 dias de reclusão por feminicídio qualificado: motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e em razão da condição do sexo feminino. A vítima foi morta com facadas no pescoço.
 
Na quarta-feira (10), outra sessão do júri condenou o réu por feminicídio. Neste caso, além do emprego de meio cruel, o autor da agressão teve a pena aumentada devido ao crime ter ocorrido na presença da filha do casal e ocultação de cadáver, pois o assassino ainda ateou fogo no corpo da vítima e o jogou no lixão municipal. A pena aplicada foi de 20 anos e 2 meses de reclusão.
 
A agenda de júris da semana foi concluída na sexta-feira (12) com um caso de homicídio qualificado. O réu se envolveu em uma briga de bar, desferiu um tiro na cabeça da vítima, que caiu ao chão, o assassino efetuou mais três disparos no abdômen. Ele foi condenado a 12 anos de prisão.
 
“Esses casos são de grande repercussão no município, envolvendo pessoas conhecidas. Nosso plenário ficou lotado. Estamos dando uma resposta para a população de Colniza, trabalhando em casos de relevância e movimentando os processos para entregar a resposta que a sociedade espera do Judiciário”, destacou o juiz Guilherme Leite Roriz.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Foto 1: O magistrado Guilherme Leite Roriz posa em pé, ladeado pelo promotor de justiça Bruno Barros Pereira (à esquerda) e pelo defensor Maxuel Pereira Dias (à direita). Todos estão em pé, sorrindo para a foto e vestem toga.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Poder Judiciário atua em regime de plantão no final de semana, ponto facultativo e feriado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

Published

on

Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

Leia Também:  Reunião orienta terceirizados sobre separação de resíduos no Fórum de Rondonópolis

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Leia Também:  Poder Judiciário atua em regime de plantão no final de semana, ponto facultativo e feriado

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA