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Novos juízes chegam ao Poder Judiciário de Mato Grosso com boas expectativas

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou a cerimônia de posse de cinco novos juízes na manhã desta segunda-feira (29 de janeiro). Conheça o perfil de cada um dos novos magistrados que agora fazem parte da Justiça Estadual de Mato Grosso e em breve estarão à frente de cinco comarcas do interior.
 
O juiz substituto recém-empossado João Zibordi Lara é paulistano, tem 36 anos, se formou na PUC São Paulo, trabalhou como advogado no início da carreira e atuou como analista jurídico do Ministério Público do Estado de São Paulo por mais de sete anos, quando decidiu estudar para a magistratura. Ele trabalhava no bairro Penha de França, uma região onde moram cerca de 250 mil pessoas – população muito maior que a maioria das cidades de Mato Grosso.
 
“O estado de Mato Grosso é um estado de grandes possibilidades e grandes oportunidades, que cresce em população e que vem tendo mais oportunidades na área pública. Desde criança ouço falar em Mato Grosso, era uma conversa comum na minha casa falar sobre Mato Grosso e coincidentemente acabou acontecendo de eu passar no concurso aqui”, relata.
 
Sobre a grande mudança entre trocar a maior cidade da América Latina para as pequenas cidades do interior de Mato Grosso, o magistrado afirma estar disposto e vê como algo natural do começo da carreira que escolheu. “É bem diferente a estrutura quando comparado com grandes capitais, são novos desafios a serem conquistados e enfrentados, mas acho que isso faz parte da carreira, com o amadurecimento e com conhecimento tanto na área jurídica quanto pessoal, vai ser bem engrandecedor, tem que estar disposto a isso e acho que vai ser muito bacana”, completa.
 
O novo juiz Alex Ferreira Dourado veio da cidade de Irecê, no estado da Bahia, onde trabalhava como técnico de nível superior em Direito na Defensoria Pública do Estado da Bahia, onde pode ter contato com pessoas de classes sociais mais vulneráveis e que necessitavam de acolhimento do Poder Judiciário e das instituições públicas, sobretudo atuando na área cível e de família e sucessões.
 
Ele se formou na cidade de Barreiras (BA), atuou como advogado por um ano e foi servidor da Prefeitura Municipal de Barreiras, quando surgiu o desejo de ser juiz. Foram oito anos de muitos estudos e muita dedicação para o concurso da magistratura, até que o tão sonhado dia chegou.
 
“O que resume meu sentimento hoje é de alegria e honra em servir o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e ao povo desse estado. Minha trajetória foi de muita luta, esforço, estudo, dedicação, renúncia. Hoje é onde se concretiza o final dessa etapa. A partir desse momento, pretendo continuar estudando, me dedicando ao máximo para poder prestar o melhor serviço possível ao estado de Mato Grosso”, afirma.
 
A juíza substituta recém-empossada Natália Paranzini Gorni Janene é a única mulher da turma, tem 39 anos e também investiu muitos anos de sua vida no sonho da magistratura. Ela é natural de Londrina (PR), se formou em Cambé, também no Paraná, onde advogou por dois anos e trabalhou no fórum como assessora de magistrado por sete anos, quando sentiu o despertar para a magistratura.
 
Ela começou a estudar para concursos da magistratura em 2015 e passou a se dedicar exclusivamente aos estudos a partir de 2017 até a nomeação do TJMT. Durante o concurso, a magistrada engravidou, teve seu filho, e se manteve firme em seu propósito.
 
“Tive total apoio da minha família, meu marido, meus pais, meus sogros, foi fundamental para eu chegar até aqui que eles me ajudassem tanto financeiramente quanto com os cuidados com o meu filho para eu poder estudar. O sentimento é de muita gratidão, muita emoção, tanto como pessoa porque é uma conquista muito grande, e profissionalmente, que é um reconhecimento de tudo isso, a concretização de todos esses anos de estudo e preparação”, reflete.
 
O juiz substituto recém-empossado Luis Otávio Tonello dos Santos é natural de Concórdia, Santa Catarina, tem 35 anos, é casado, tem uma filha e morou parte de sua vida no Rio Grande do Sul. Ele se formou em 2010, advogou no início da carreira, em seguida atuou como assessor de desembargador no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e conciliava os estudos para concursos da magistratura com o trabalho como advogado em Porto Alegre quando foi nomeado pelo TJMT.
 
“Para mim, é um orgulho muito grande ter passado nesse estado, sei que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um tribunal muito organizado, tem uma justiça célere e eficaz, portanto, me sinto orgulhoso em fazer parte desse tribunal. Aspiro contribuir com o tribunal, realizar um trabalho efetivo nas comarcas em que eu estiver lotado, onde eu consiga contribuir com a sociedade”, destaca.
 
A escolha de Mato Grosso por Luis Otávio se deu pela pujança do estado, crescimento potencial e por simpatizar com o povo e a cultura mato-grossenses.
 
A conquista da magistratura não é algo inédito para o juiz substituto recém-empossado Guilherme Leite Roriz, de 39 anos, natural de Luziânia, no estado de Goiás. Ele já foi aprovado em dois concursos da magistratura e atuou como juiz substituto em comarcas do Tribunal de Justiça do Pará e do Tribunal de Justiça da Bahia, onde estava atuando até a nomeação pelo TJMT.
 
O magistrado se formou em Direito em Brasília em 2009 e começou sua carreira como assistente administrativo do Tribunal de Justiça de Goiás. Atuou como assessor de gabinete em uma vara de família e sucessões e na Vara Plena de Goiás Velho até pedir exoneração para se dedicar exclusivamente aos estudos, o que fez durante cinco anos. Em seguida, atuou como assessor de um desembargador no TJGO, foi analista no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, até ser nomeado no concurso da magistratura pelo TJPA, onde passou por cinco comarcas. Por fim, foi aprovado no concurso do TJBA e passou nove meses como juiz substituto no tribunal baiano.
 
“Eu, que já passei por outros tribunais, acredito que estou chegando em um tribunal que visa sempre a qualidade do serviço público e do jurisdicionado, além de buscar uma eficiência administrativa. Agradeço muito a presidente, agradeço os servidores e espero contribuir com a sociedade de Mato Grosso e fazer uma carreira bela nesse estado, que agora é minha última casa”, afirma.
 
Os magistrados iniciam o Curso Oficial de Formação Inicial (COFI) nessa quinta-feira (1º de fevereiro), que tem duração até o dia 10 de maio, com condução da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT). Depois desse período, eles serão designados para as comarcas.
 
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#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto vertical colorida do juiz João Zibordi recebendo a carteira funcional das mãos da vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip. Ambos vestem toga, olham para o documento e sorriem. Imagem 2: foto horizontal colorida do juiz Alex Ferreira Dourado. Ele posa para a foto olhando para a câmera de frente e está com os ombros inclinados para a direita. Ele tem cabelos pretos, usa óculos, veste terno cinza, camisa azul claro e gravata com bolinhas roxas. Imagem 3: foto horizontal colorida da juíza Natália Paranzini concedendo entrevista para a TV.JUS. Ela olha para a esquerda, usa um vestido roxo com os ombros à mostra e fala diante do microfone da TV.JUS. Ela está maquiada, tem cabelos castanhos e usa brincos de pérolas. Ao fundo quadros da galeria de ex-presidentes do TJMT. Imagem 4: foto vertical colorida do juiz Luis Otávio concedendo entrevista para a TV.JUS. Ele fala diante de um microfone e um celular, tem barba e cabelo castanho, veste terno e gravata azul marinho e camisa branca. Ao fundo há um desenho de Themis, a deusa símbolo da justiça. Imagem 5: foto horizontal colorida do juiz Guilherme Leite Roriz fazendo seu juramento de posse. Ele está diante de um púlpito de madeira, fala ao microfone, com o braço direito estendido e olha para a frente. Ele tem cabelo castanho, olhos claros, veste um terno cinza, uma camisa azul e uma gravata azul marinho com listras.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro e Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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