Tribunal de Justiça de MT

Núcleo do TJMT é homenageado por assegurar acesso à saúde e reduzir custos ao Estado

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O trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Apoio Judicial (NAJ) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi reconhecido, na noite desta segunda-feira (08 de setembro), em Sessão Especial da Assembleia Legislativa requerida pela deputada estadual Janaína Riva e realizada no “Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour”. Servidores, magistrados e profissionais da saúde que integram o núcleo receberam homenagens pela contribuição direta à efetividade da Justiça e ao fortalecimento da saúde pública no estado.

A deputada Janaína Riva destacou que a homenagem é um reconhecimento mais do que justo. Para ela, o NAJ transformou a vida dos mato-grossenses ao unir eficiência, humanidade e economia. “Desde que o NAJ foi criado, ele representou celeridade, mas também trouxe economia aos cofres públicos e, principalmente, humanidade para quem aguarda uma cirurgia ou uma vaga de UTI. Sempre que acionamos o núcleo em situações de urgência, encontramos uma equipe comprometida, formada por magistrados, médicos e técnicos que se preocupam com o paciente e sua família. O NAJ mudou a vida dos cidadãos e também trouxe mais transparência ao Estado”, afirmou.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Lindote, relembrou que acompanhou a criação do núcleo ainda quando era juiz da Vara da Saúde. Ele ressaltou a importância da iniciativa como instrumento de aproximação entre o Judiciário e o Executivo. “O NAJ possibilitou esse diálogo entre os poderes, que resultou em melhores serviços à sociedade e também em redução de custos. Muitas demandas que antes iam direto para a via judicial passaram a ser resolvidas dentro do próprio núcleo, evitando a judicialização e garantindo maior eficiência”, observou o magistrado.

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Para o juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, secretário-geral do TJMT, que atuou na Vara da Saúde de Várzea Grande, o NAJ nasceu para dar efetividade às decisões judiciais. Segundo ele, o núcleo lida diariamente com uma alta demanda de liminares envolvendo cirurgias, consultas e fornecimento de medicamentos. “Criado em 2019, o NAJ surgiu para encurtar o caminho entre a decisão judicial e a sua execução. É um trabalho árduo, mas que tem apresentado resultados expressivos. Receber esse reconhecimento da Assembleia é motivo de gratidão e mostra a importância da parceria entre os poderes para garantir que decisões em saúde sejam cumpridas com rapidez”, destacou.

Valéria Aparecida Nogueira, responsável técnica do núcleo, também celebrou a homenagem. “De 2019 até agora já emitimos cerca de 12 mil pareceres e economizamos aproximadamente R$ 10 milhões aos cofres públicos apenas no último ano. Mesmo com uma equipe reduzida, conseguimos atender as demandas com eficiência e contribuir para melhorar o acesso da população aos serviços de saúde. Esse reconhecimento valoriza ainda mais o esforço de todos os servidores”, afirmou.

Integrante da equipe técnica do NAJ, o médico cardiologista Roberto Candia comemorou o reconhecimento. “É muito gratificante ver o nosso trabalho valorizado. O núcleo auxilia os pacientes que muitas vezes não sabem como acessar seus direitos, especialmente em casos de urgência e emergência. Com essa atuação, conseguimos dar mais celeridade e garantir atendimento a quem mais precisa”, pontuou.

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Criado em 2019 por meio de um termo de cooperação entre o TJMT, o Governo do Estado e a Secretaria de Estado de Saúde, o Núcleo de Apoio Judicial atua no atendimento às demandas judiciais relacionadas à saúde, evitando judicializações desnecessárias e oferecendo respostas rápidas às decisões da Vara Especializada da Saúde.

Homenageados da noite

Foram homenageados os servidores e profissionais que compõem o NAJ:
Adriana Balsanelli, Adriane Djane Assunção Soares, Alexandre Maitelli, Bárbara Gutemberg Costa, D’Ávila Daniele Luz, Francilaine Martins de Araújo Schons, Graziela Medeiros Rodrigues, Jader Pereira de Souza, Joacil dos Reis e Silva, Josiane Faustino Azevedo Saber, Larissa Rayane Amorim de Souto, Marcelo Colognese, Maria Cristina de Carvalho, Marlene Martins de Oliveira, Marlucia Pereira de Souza, Roberto Candia, Rosenil Célia de Moraes, Suzane de Souza Henrique Palmiro, Valéria Aparecida Nogueira, Viviane de Cássia Hervatim Campos, Wellber do Espírito Santo Silva, Wesley Allan da Silva Passos e Zirlene Kimberly.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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