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Parceria com Senac levará cursos técnicos a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa

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Adolescentes em conflito com a lei que cumprem internação nos Centros de Atendimento Socioeducativo masculino e feminino de Cuiabá serão contemplados com cursos profissionalizantes, que terão início a partir da próxima segunda-feira (4 de novembro), beneficiando 17 meninas e 39 rapazes.
 
O benefício ocorre graças à parceria firmada entre Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Administração Regional no Estado de Mato Grosso (Senac-MT) e Secretaria Adjunta de Justiça, por meio da Superintendência de Administração Socioeducativa. O protocolo de reciprocidade foi assinada nesta quarta-feira (30 de outubro), na sede do Senac-MT.
 
O Senac Integra Juventude é um projeto-piloto que visa o desenvolvimento pessoal e a formação profissional de adolescentes de 14 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social. Além de cursos técnicos, o projeto oferece suporte nas chamadas soft skills, com palestras de inteligência emocional e orientação de carreira.
 
No Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino de Cuiabá, serão oferecidos os cursos de Design de Sobrancelha (com carga horária de 20 horas) e de Alongamento de Cílios (com carga horária de 16 horas). Já no Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino de Cuiabá será realizado o curso básico de Corte de Cabelo Masculino (com carga horária de 30 horas). Todos os cursos são voltados para adolescentes a partir de 15 anos de idade, que também serão contemplados com a oficina de Carreiras e Mercado de Trabalho e com uma palestra de Inteligência Emocional.
 
“O Senai está sendo uma grande parceiro do sistema socioeducativo e do sistema prisional. Nós já havíamos firmado uma parceria anterior para inserção de reeducandos no mercado de trabalho, com cursos de capacitação, que foi o maior sucesso e está se estendendo para o Brasil afora. Agora firmamos um convênio, o Senac Integra Juventude, em que nós vamos trabalhar com os menores que estão em conflito com a lei. Nós queremos oferecer oportunidade para que eles possam ser inseridos no mercado de trabalho e se ressocializar, que é o que mais nos interessa”, disse o desembargador e supervisor do GMF-MT, Orlando de Almeida Perri.
 
Ele destacou ainda o olhar humanizado do projeto, que vai além da capacitação para o trabalho. “Não basta nós capacitarmos e profissionalizarmos esses menores, se nós não tratamos emocionalmente deles. Geralmente são pessoas que vivem em famílias desestruturadas, especialmente emocionalmente. Então nós precisamos cuidar do emocional, do psicológico desses jovens para que possamos obter êxito na ressocialização deles”, afirma.
 
De acordo com José Wenceslau de Souza Júnior, presidente do sistema Fecomércio-Sesc-Senac-MT, essa é uma grande oportunidade para o Senac contribuir com a sociedade. “Esses braços sociais nossos são exatamente para isso, principalmente o Senac, que tem expertise em cursos de qualificação profissional. E neste momento, em que estamos trabalhando com adolescentes, nós temos vários cursos para oferecer, para que eles visualizem no futuro profissões e que ganhem dinheiro, que saiam desse mundo em que eles vivem. Nós queremos mostrar, através desses cursos do Senac, uma nova profissão, uma nova oportunidade deles se ressocializarem”.
 
A juíza Leilamar Rodrigues, titular da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, conta que a oferta de cursos para os menores em conflito com a lei é um sonho de qualquer juiz que trabalhe com esse público e agradeceu ao desembargador Orlando Perri e ao presidente do Senac-MT, José Wenceslau, pela união de esforços em prol dos adolescentes. “Esse projeto tem o intuito de abrir a mente do adolescente para o mundo que ele pode encontrar lá fora, no mercado de trabalho. Então a nossa ideia é que o adolescente saia da unidade preparado para a vida, para poder se colocar no mercado de trabalho, então vamos trabalhar isso com eles para que eles saiam bem preparados”.
 
O superintendente de Administração Socioeducativa de Mato Grosso, Iberê Ferreira Júnior, pontua que a parceria firmada entre as instituições vai ao encontro do que é previsto no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que tem dentre seus eixos a profissionalização. “Para nós do sistema socioeducativo é de grande relevância essa ação, uma vez que vai oportunizar a esses adolescentes, inicialmente de Cuiabá e depois do estado, se capacitar. Um dos objetivos da medida socioeducativa é a ressocialização desses adolescentes e isso se dá principalmente pelo acesso ao mercado de trabalho. E esse acesso ocorre por meio dos cursos de capacitação e qualificação”, afirma.
 
Atualmente, Mato Grosso tem cerca de 130 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa nos Centros de Atendimento Socioeducativo masculino e feminino da Capital e interior.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: signatários do protocolo de reciprocidade posam para foto, sorrindo, e segurando o documento assinado. Da esquerda para a direita: desembargador Orlando Perri, presidente do Senac-MT, José Wenceslau; juíza Leilamar Rodrigues; superintendente de administração socioeducativa, Iberê Fernandes e diretor regional do Senac-MT, Edson Dahmer da Silva. Atrás deles, há mastros com as bandeiras do Brasil, de Mato Grosso, de Cuiabá e da Fecomércio. Foto 2: em uma mesa na sala de reuniões da Fecomércio-MT, estão sentados Orlando Perri, José Wenceslau (que fala ao microfone), a juíza Leilamar Rodrigues e o diretor do Senac-MT, Edson Dahmer.
 
Celly Silva/ Fotos: Luiz Leite (Senac-MT)
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT  
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão Pai Presente começa em Mato Grosso com atendimento gratuito à população

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Durante 60 anos, a filha carregou uma ausência em sua certidão de nascimento, embora nunca tivesse faltado amor. O pai, com cerca de 90 anos, sempre esteve presente em sua vida, ajudou a criar a filha e nunca negou a paternidade. Faltava apenas oficializar esse vínculo. O reconhecimento aconteceu em uma audiência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Cuiabá. A história, compartilhada pelo juiz coordenador do Cejusc de Cuiabá, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, demonstrou a importância do Mutirão Pai Presente 2026, que começou nesta segunda-feira (03) em todo o estado e que foi aberta oficialmente no Fórum da Capital.Seis pessoas, três homens e três mulheres, trajam roupas sociais e posam lado a lado sobre tapete vermelho. Ao fundo, estátua da Justiça e banner do projeto Pai Presente.
A ação segue até sexta-feira (7), oferecendo gratuitamente reconhecimento voluntário de paternidade, orientação jurídica e encaminhamento para exame de DNA, quando necessário, em todas as comarcas de Mato Grosso. O objetivo é garantir o direito à identidade, fortalecer os vínculos familiares e facilitar o acesso da população ao reconhecimento da filiação.
Mulher de cabelos escuros longos usa blusa rosa claro com babados e colar dourado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras do Brasil e de Mato Grosso.Representando o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência e secretária-geral do TJMT, Anna Paula Gomes de Freitas destacou que o programa vai além da regularização documental. “Cada certidão emitida e cada reconhecimento realizado durante esse mutirão representam muito mais do que um ato jurídico. Representam dignidade, cidadania e esperança. Significam dizer a uma criança, a um adolescente ou mesmo a um adulto: a sua história importa e os seus direitos são reconhecidos”, afirmou.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote foi representado pelo juiz auxiliar daHomem de cabelos escuros e barba, veste terno preto, camisa listrada e gravata preta, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Corregedoria, João Filho de Almeida Portela, que ressaltou que a iniciativa reafirma o compromisso do Judiciário com uma Justiça mais próxima da população. “O Projeto Pai Presente nasceu para garantir a efetividade de um direito fundamental que muitas vezes é ignorado: o direito à identidade e à filiação. O Poder Judiciário demonstra, mais uma vez, que sua missão vai além da solução de conflitos, promovendo cidadania e inclusão”.
Mulher de cabelos escuros ondulados veste blazer branco e colar prateado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso em destaque.A diretora do Fórum de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira lembrou que a campanha intensifica um serviço oferecido permanentemente pelo Judiciário. “Mais do que ser reconhecido como um ser humano, é ser reconhecido em sua identidade. Saber a sua origem, conhecer o nome dos seus pais e sua história fazem parte da dignidade da pessoa humana. Esta semana serve para lembrar à população que esse direito está ao alcance de todos”, comentou.
A defensora pública Elianeth Nazário enfatizou o impacto emocional que o reconhecimento da paternidade representa. “O adulto que não tem o nome do pai no registro carrega durante toda a vida um vazio existencial. É a falta de pertencimento, de saber sua origem. Quando as instituições trabalham juntas, garantem cidadania, mas também acolhimento e esperança”.Mulher de cabelos castanhos usa blazer bege sobre blusa preta de poás brancos, fala ao microfone em púlpito de acrílico. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso.

Cidadania que transforma vidas

Homem de cabelos grisalhos veste blazer escuro sobre camiseta branca, fala ao microfone. Ao fundo, ambiente escuro com bandeira de Mato Grosso.Ao relembrar a história da mulher de 60 anos que finalmente teve o nome do pai incluído em sua certidão de nascimento, o juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior explicou que o reconhecimento da paternidade ultrapassa qualquer questão burocrática. “Ela disse que o pai sempre foi presente, mas sua maior mágoa era não ter o nome dele na certidão e nem o sobrenome. Quando fizemos o reconhecimento, todos se emocionaram. Isso não tem preço. Isso é cidadania”.
Segundo o magistrado, o mutirão reúne uma equipe ampliada para atender a população e realizar conciliações sempre que possível. Quando há consenso entre as partes, o reconhecimento pode ser homologado imediatamente, sem necessidade de exame de DNA.
A expectativa é realizar mais de 60 audiências durante a semana. Nos casos em que o exame genético é necessário, todo o procedimento é custeado pelo Judiciário, inclusive exames mais complexos, como os realizados quando o suposto pai já faleceu.
Atendimento gratuito

O atendimento do Mutirão Pai Presente segue até sexta-feira (7). Para participar, basta apresentar RG e CPF do pai, da mãe e do filho, certidão de nascimento da criança ou do interessado e comprovante de residência.
Mesmo após o encerramento do mutirão, os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) continuam oferecendo, durante todo o ano, serviços de reconhecimento voluntário de paternidade, investigação de paternidade com exame de DNA e reconhecimento de paternidade socioafetiva. Pela via consensual, os procedimentos são mais rápidos, econômicos e permitem que as próprias partes construam a solução mais adequada para cada caso.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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