Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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O comprometimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com a sustentabilidade é perene e se fortalece cada vez mais. São vários os projetos desenvolvidos pelo Poder Judiciário no Estado, que proporcionam benefícios aos servidores e à comunidade em geral, além de propiciar a redução da geração de resíduos, a promoção da reciclagem e a reutilização de materiais no âmbito do Judiciário.
 
Um dos projetos, que engloba a sustentabilidade econômica, social e ambiental, é resultado da parceria entre o TJMT e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). Em agosto, o Tribunal, por meio das comarcas de Cuiabá, Nova Ubiratã e Pedra Preta, fez a doação de bens inservíveis ao Programa de Recondicionamento de Equipamento Eletrônico (Recytec), que funciona no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), no bairro Carumbé, em Cuiabá.
 
A coordenadora administrativa do TJMT, Bruna Penachioni, explica que os bens que não são passíveis de reaproveitamento interno, após o processo de desfazimento de bens, e se não for possível doar à comunidade local, são destinados ao Recytec.
 
“Nós não conseguíamos doar para entidades porque as comarcas não tinham cooperativas locais habilitadas para pegar o material e recondicionar, reaproveitar ou dar uma destinação sustentável para o bem. Com essa parceria, o gestor envia os equipamentos para Cuiabá e após o processo de desfazimento de bens, doamos para o Recytec. Então os bens são aproveitados de duas formas: recondicionados e doados ou desmantelados e as partes doadas para cooperativas que reciclam o material”, explica a coordenadora.
 
No total, foram encaminhados ao Recytec, este ano, 181 equipamentos de informática entre computadores, CPU´s, scanners, nobreaks e servidores, além de 75 ares-condicionados, de Cuiabá. A Comarca de Pedra Preta doou 23 itens como aparelhos telefônicos, bebedouros e fragmentador de papel. Pela Comarca de Nova Ubiratã foram doados 58 itens como CPU´s, scanners, nobreaks, entre outros.
 
Para a diretora do Foro de Nova Ubiratã, juíza Paula Thatiana Pinheiro, a parceria entre o TJMT e a Seciteci, é importante para a proteção ambiental, já que no interior do Estado não há qualquer política de coleta seletiva, de reutilização, de logística reversa ou de disposição final ambientalmente adequada.
 
“Infelizmente nós que residimos nos interiores ainda nos deparamos com a absoluta inadequação quanto ao descarte de resíduos sólidos. Nesse sentido, a parceria se mostra como relevantíssimo fator de proteção ambiental e espero que medidas como essa sejam amplamente divulgadas. O Fórum de Nova Ubiratã, pela atuação diligente de sua gestora geral, já vinha providenciando a organização de tais equipamentos e fico extremamente feliz em saber que colaboramos com tal iniciativa”, afirma a magistrada.
 
Ela fala também sobre a reutilização de equipamentos e a qualificação de jovens e adultos a partir dessas ações que, para além da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável, despontam como medidas de educação ambiental. “Como operadores do Direito, é do nosso conhecimento que é dever de todos nós a preservação ambiental para as presentes e futuras gerações”, finalizou a juíza.
 
O diretor do Foro de Pedra Preta, juiz Márcio Rogério Martins, diz que a parceria ajudou a comarca a dar uma destinação sustentável aos equipamentos que estavam parados e ainda com condições de uso. Ele explica que não é tão simples consertar equipamentos eletroeletrônicos, porque isso depende de questões burocráticas, mas que já fez doações de móveis (armários) a instituições públicas da comarca, como as Polícias Militar e Civil.
 
“Ao longo dos anos os aparelhos ficam obsoletos, mas continuam em condições de uso. Diante dessa parceria entre TJMT e Seciteci, a gestora verificou o estado dos equipamentos e decidimos fazer a doação. Se lá puderem ser reciclados ou recondicionados será ótimo. Nossa comarca é pequena e não há facilidade nem na questão de conserto nem de descarte. Então doamos para que os itens possam, em outras circunstâncias serem utilizados”, explica o magistrado.
 
O coordenador do Recytec, Alexandre César Monteiro, conta que desde o final do ano passado, o TJMT já enviou cerca de cinco mil quilos de equipamentos eletroeletrônicos para reciclagem e recondicionamento.
 
“Os equipamentos servíveis vão para a sala de recondicionamento onde é feita a limpeza, manutenção e testes para depois seguirem para a doação. Os equipamentos inservíveis são desmanchados e as partes são separadas de acordo com o material: plástico, cobre, alumínio, ferro e as placas. Este material é direcionado para a logística reversa que vai para os recicladores já cadastrados pela Seciteci.”
 
A superintendente de Desenvolvimento Científico da Seciteci, Letícia Figueiredo, explica que a demanda por equipamentos, principalmente computadores, é enorme e que a Secretaria faz kits para enviar às escolas e instituições do Estado. “Quanto mais equipamentos o Recytec recebe como doação dessa parceria, mais máquinas são recondicionadas e mais máquinas são doadas à população, mais cursos serão ofertados, mais laboratórios implantados. As máquinas são recondicionadas, mas são todas testadas e saem daqui realmente sendo útil, funcionando. Precisamos ampliar cada vez mais as parcerias para atender as demandas de instituições, prefeituras, associações de todo o Estado.”
 
E a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é levada muito a sério no Recytec. De acordo com o técnico responsável pelo recondicionamento, Anderson de Santana, os aparelhos passam por triagem e os que têm condições de serem recondicionados são submetidos ao software Deban. “Os computadores passam por um rigoroso processo de exclusão de todos os dados que um dia passaram por eles, até mesmo os discos rígidos, que vão para descarte. É feito um procedimento chamado Deban, que exclui todos os dados.”
 
 
Gestão Documental e Arquivística – Outro projeto importante do TJMT é o Gestão Documental e Arquivística, que já fez a doação de mais de 20 toneladas de papel para reciclagem, entre 2019 e 2023. A coordenadora administrativa explica que o projeto é uma exigência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a Seciteci, até agosto deste ano foram reciclados 2.210 quilos de papel, disponibilizados pelo TJMT em Cuiabá.
 
 
“A partir da aplicação da tabela de temporalidade nos acervos processuais e arquivísticos esses processos, que são classificados como de eliminação, são destinados para o arquivo central do TJ, em Cuiabá, e através de um termo de cooperação, formalizado com a cooperativa MT Sustentável, são reciclados”, afirma Bruna.
 
 
Os dois projetos se juntam a outros desenvolvidos pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, como a coleta de óleo de cozinha usado, de tampinhas de garrafa pet, pilhas e Eco Ponto. O descarte inadequado do óleo não deve ser feito nem no lixo orgânico, porque leva à contaminação dos mananciais superficiais, que são os rios, lagos e canais e os mananciais subterrâneos, que são os lençóis artesianos e freáticos.
 
Esses projetos são exemplos claros de sucesso de atitudes sustentáveis para a redução de resíduos, consumo consciente de recursos naturais e a criação de um ambiente de trabalho saudável.
 
Recytec – Pessoas físicas também podem doar eletroeletrônicos ao Centro para recondicionamento ou reciclagem. Basta contatar o Recytec pelo WhatsApp (65) 9 9229-2675 e agendar. A coleta é gratuita para Cuiabá e Várzea Grande. Para outras localidades é preciso ver a disponibilidade de coleta que também gratuita.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem mostra quatro homens do centro de reciclagem de eletroeletrônicos, trabalhando em bancadas. O rapaz do primeiro plano é moreno, cabelo preto e meio calvo. Usa luvas pretas e óculos de segurança. Está desmontando uma peça. Do lado esquerdo da foto é possível ver a parte de uma impressora. Foto 2: a imagem mostra a sala de reciclagem. Um funcionário despeja material dentro de uma bags. Foto 3: funcionário separam material de informárica para reciclagem na sede do TJMT. Foto 4: foto do caminhão sendo carregado com caixas contendo material para reciclagem.
 
Marcia Marafon/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Clínica de Rondonópolis deve pagar médico por plantões realizados e não quitados

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Clínica de Rondonópolis foi condenada a pagar R$ 111,5 mil a médico por plantões não quitados entre 2021 e 2022.

  • As notas fiscais eletrônicas foram consideradas prova válida da dívida.

Uma clínica de Rondonópolis terá de pagar R$ 111,5 mil a um médico por plantões realizados entre 2021 e 2022 e não quitados. A decisão foi mantida por unanimidade pela Segunda Câmara de Direito Privado, que negou recurso da empresa e reconheceu a validade das notas fiscais eletrônicas como prova suficiente da dívida.

A cobrança envolve 60 notas fiscais emitidas entre junho de 2021 e abril de 2022, com valores que variam de R$ 576,82 a R$ 4.102,29. Na ação monitória, o médico informou que, apesar das tentativas de recebimento na via administrativa, não houve o pagamento pelos serviços prestados.

No recurso, a clínica alegou nulidade da sentença por suposta falta de fundamentação adequada, sustentou que as notas fiscais seriam documentos unilaterais e insuficientes para comprovar a prestação dos serviços, apontou excesso na cobrança e pediu a condenação do médico por cobrança indevida em dobro.

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Relator do processo, o desembargador Hélio Nishiyama afastou a preliminar de nulidade. Segundo ele, a decisão analisou os pontos essenciais da controvérsia e apresentou fundamentos suficientes para embasar a conclusão. Destacou ainda que fundamentação concisa não significa ausência de motivação.

Quanto às notas fiscais, o relator ressaltou que a jurisprudência admite esse tipo de documento como prova escrita apta a instruir ação monitória, mesmo sem assinatura do devedor. No caso, as notas foram emitidas pelo sistema eletrônico municipal, com código de autenticidade, identificação das partes, descrição dos plantões e respectivos valores. O conjunto probatório também incluiu escalas de plantão e prova oral.

Sobre a alegação de pagamento parcial, o colegiado concluiu que a clínica não comprovou a quitação das notas cobradas na ação. Os 35 comprovantes apresentados, que totalizavam R$ 42,5 mil, referiam-se a serviços prestados em período diverso ou a notas distintas das discutidas no processo.

Também foi rejeitado o pedido de aplicação do artigo 940 do Código Civil, que prevê pagamento em dobro em caso de cobrança de dívida já paga, por ausência de prova de que os valores cobrados já teriam sido quitados.

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Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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