Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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O programa Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), iniciou os trabalhos desta semana recepcionando os alunos do primeiro e segundo semestre do curso de Direito da Fasipe, Campus Cuiabá. Nesta segunda-feira (16 de outubro), os estudantes puderam conhecer o funcionamento do órgão, observando o dia a dia da prática jurídica.
 
A recepção da turma foi feita pelo técnico judiciário, Neif Ferguri, que falou sobre a composição em primeiro e segundo grau da instituição e a criação do órgão especial da corte. Na sequência, eles puderam assistir à parte da sessão de julgamentos da 1ª Câmara de Direito Público, presidida pelo desembargador Márcio Vidal.
 
A visita foi encerrada no instituto de memória onde o desembargador Marcos Machado se reuniu com os estudantes.
 
O desembargador está no tribunal há 12 anos e ocupa uma das vagas destinadas à indicação do Ministério Público Estadual (MPE-MT), através do quinto constitucional. O magistrado contou que ingressou novo para os padrões do Poder Judiciário, aos 41 anos. Sua entrada na carreira de promotor também ocorreu de forma prematura, quando tinha apenas 23 anos de idade e dois anos de formado. Ele foi aprovado em concurso público e, durante 18 anos, seguiu a carreira.
 
Ainda no início, em 1994, trabalhou na cidade de Sorriso (397 km da Capital) quando essa ainda era abastecida com energia a motor e contabilizava apenas 18 mil habitantes. “Tudo o que você pode imaginar que um promotor de justiça pode fazer dentro das suas atribuições constitucionais, eu fiz mais um pouco”, disse.
 
De toda a sua experiência na área do Direito, a mensagem que o desembargador procurou deixar como legado aos estudantes visitantes foi a importância da busca ativa e constante por conhecimento.
 
Ele frisou que o status da universidade, tendo renome ou não, não é um fator decisivo e garantidor de sucesso na carreira. “A maior parte da responsabilidade da aquisição de conhecimento cabe a vocês. Explorem os professores e o que eles têm a passar, mas sempre busquem mais”.
 
A trajetória do próprio pai, que se formou enquanto trabalhava como viajante no interior do estado de São Paulo, foi citada como exemplo. “Ele estudou no que hoje chamamos de à distância, mas na época, era chamado de curso vago. Ele ia à faculdade para pegar o material didático e estudava sozinho para as provas”, lembrou.
 
“O que eu tirei dele e adotei para a vida é a certeza de que a faculdade não faz, de maneira nenhuma, o profissional. Ela mostra o caminho”.
 
O primor pelo estudo, pela pesquisa e a busca diária pelo conhecimento sempre o acompanharam nos 30 anos de dedicação ao Direito. Atualmente, contabiliza sete especializações, dois mestrados e um doutorado. Continua seus estudos em outros cursos e se dedica à leitura e ao estudo de obras de outros campos do conhecimento, como a Filosofia e a Sociologia.
 
Marcos Machado ressaltou que ainda há tempo para que os estudantes se organizem e planejem como pretendem chegar ao final da graduação, tendo em vista o futuro que almejam. “É preciso criar uma rotina de vida adequada e cultivar hábitos saudáveis. Busquem fazer mais”, concluiu.
 
Atividade extraclasse – A visita ao tribunal conta como hora/aula aos discentes, que receberão certificado emitido pelo Conselho da Magistratura. A diretora do departamento, Nilda Ferreira, fez um abordagem sobre como são escolhidos os desembargadores que compõem o pleno e as seções, câmaras e coordenadorias que formam o órgão.
 
Nilda destacou as vantagens na adoção do Processo Judicial eletrônico (PJe) e a digitalização de todos os processos. “O sistema desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça trouxe mais agilidade, transparência, eficiência, economia e praticidade ao trabalho”, avaliou.
 
Além da visita, os acadêmicos receberam um glossário jurídico, que é revisado anualmente, para contribuir com os estudos.
 
O professor e coordenador do curso de Direito da Fasipe, Gabriel Caldas, elogiou o programa e a iniciativa do Judiciário de se aproximar da comunidade. “Esse programa é maravilhoso, por que ele dá essa possibilidade dos acadêmicos conhecerem a estrutura de que eles vão fazer parte. Saber onde está, como está, qual a dinâmica é essencial para a vida profissional deles”, disse.
 
O aluno do segundo semestre, Rafick Riyuudi, agradeceu a possibilidade do contato com o Poder Judiciário. “Ter esse acesso com pessoas que tanto admiro e respeito, ao lado de professores excelentes, é inefável. Não teria palavras para descrever essa oportunidade”.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Desembargador Marcos Machado fala aos presentes. O magistrado está em pé, ladeado pela diretora Nilda Ferreira e professor Gabriel Caldas. Ele veste camisa cinza claro e terno de cor chumbo e as mãos estão entrelaçadas na frente. Segunda imagem: estudantes estão em pé, no espaço memória e observam a exposição do desembargador. Terceira imagem: fotografia em plano aberto, mostrando ao fundo os academicos. Em primeiro plano aparece uma esculta em metal da deusa Themis. Quarta imagem: fotografia mostrando o desemgarbador ao centro, ladeado pelos estudantes.
 
Adellisses Magalhães/ fotos: Ednilson Rodrigues
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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