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Poder Judiciário de Mato Grosso certifica 57 facilitadores de círculos de paz em Lucas do Rio Verde

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Para avançar com a política de pacificação social na rede de educação pública e privada do município de Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, o Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT), formou 57 novos facilitadores para realizar o ‘Círculo de Construção de Paz’. Os certificados foram entregues pela presidente da corte, desembargadora Clarice Claudino da Silva, pelo juiz coordenador do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur-MT), Túlio Duailibi, o vice-prefeito Márcio Pandolfi e demais autoridades, durante solenidade nesta segunda-feira (30.10), no Fórum da Comarca de Lucas do Rio Verde. 
 
“A formação de novos facilitadores amplia muito os horizontes do ‘Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa’ que vem capacitando mais pessoas e propagando essa política de pacificação para ensinar e estimular a formação de vínculos e de melhores relacionamentos entre as pessoas da nossa sociedade. Este é um dos grandes objetivos da nossa gestão, investir nos esforços e recursos para garantir a formação desses facilitadores que serão os responsáveis pela multiplicação desta corrente de paz”, declarou a presidente do TJMT. 
 
Na solenidade, foi assinado o termo de Cooperação Técnica com a Prefeitura de Lucas de Lucas do Rio Verde, Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social e Habitação para implantação Programa Justiça Restaurativa nas escolas e na sociedade, como política de orientação e solução extrajudicial de conflitos. 
 
“Estamos muito felizes com essa parceria com o Poder Judiciário nesta proposta de buscar uma pacificação social que possa garantir uma sociedade mais tranquila. Trabalhar com a prevenção na resolução de pequenos conflitos para não ser potencializado, através dos ‘Círculos de Construção de Paz’ promovido pela justiça é muito importante para as crianças e a nossa sociedade”, declarou o vice-prefeito Márcio Pandolfi. 
 
De acordo com dados do Conselho Municipal de Lucas do Rio Verde, a cidade possui 34 unidades escolares. A rede de ensino pública, particular e Instituto Federal, totalizam cerca de 21.258 mil estudantes. Com este grande número de alunos, a secretária municipal de Educação, Elaine Benetti Lovatel, destacou que a realização dos ‘Círculos de Paz’ é uma “metodologia que vai somar com outras práticas existentes nas escolas, tenho certeza que isso vai tornar as nossas escolas, ambientes mais seguros”. 
 
O Nugjur contabilizou até setembro de 2023, a realização de 465 ‘Círculos de Construção de Paz’, 15 mil participantes, sendo 9 mil crianças, adolescentes e jovens beneficiados com o trabalho do Judiciário Mato-grossense que se tornou referência nacional na expansão da metodologia. O juiz auxiliar da presidência do (TJMT) e coordenador do NugJur, Túlio Duailibi Alves Souza, destacou que essa ação é mais uma “política pública a serviço da comunidade, que tem como metodologia o fomento a fala e a escuta qualificada para resolver e prevenir conflitos sociais, visando o bem-estar comum”.  
 
Os Círculos de Construção de Paz nas escolas são uma ferramenta da Justiça Restaurativa estimulada e desenvolvida pela Resolução n.º 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com tribunais, comunidade e redes de garantia de direitos locais. O ano de 2023 foi definido pelo Conselho Nacional de Justiça como o ano da Justiça Restaurativa na educação.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: presidente e juiz-auxiliar ladeados por novos facilitadores, eles exibem o certificado do curso. Imagem 2: presidente assina o termo de cooperação. Imagem 3: presidente entrega certificado para uma facilitadora.
 
 
Carlos Celestino. Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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