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Poder Judiciário de Mato Grosso possui mais de 400 mediadores e conciliadores credenciados

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No Poder Judiciário de Mato Grosso, há mais de 155 mediadores judicias cadastrados pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e 285 conciliadores credenciados pela Corregedoria, habilitados a realizar as audiências, atendendo à demanda nas fases dos processos (pré-processual, processual e fase de execução).
 
Esses profissionais são responsáveis por desenvolver o trabalho de condução das mediações e conciliações – métodos autocompositivos de solução de conflitos previstos no Código de Processo Civil (CPC) e aplicados em processos das mais variadas naturezas que chegam diariamente à justiça.
 
A expansão da política da pacificação social tem sido uma importante ferramenta para a resolução adequada dos conflitos em Mato Grosso. O volume de acordos homologados entre as partes no Poder Judiciário estadual teve um aumento de 13% de 2021 para 2022. Foram registrados 29.905 acordos em 2021 e 34.480 no ano passado.
 
O índice de conciliação na esfera judicial aumentou de 7,9% em 2019 para 9,5% em 2022. Considerado o volume de processos que ingressam por ano, em média, isso representa um aumento de 6 mil acordos por ano.
 
A taxa de acordo das reclamações pré-processuais que ingressaram nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) aumentou de 36,7% em 2019 para 60% em 2022.
 
“Isso demonstra um claro aumento da confiança da população neste instituto tão inovador. Atualmente, o cidadão pode usufruir do sistema multiportas por meio do acesso que está ao alcance da palma da mão, pois oferecemos a ele a possibilidade de solicitar um acordo até pelo celular, no aplicativo ClickJud”, expressa a juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim.
 
Desde a inauguração da ferramenta, em 2021, já são mais de 440 pedidos que aportaram nos Cejuscs. A taxa de acordo pelo ClickJud é de 54,7%.
 
Desde 2020, foram formados oito instrutores e 64 mediadores judiciais. Em 2022, quase 90 pessoas, entre professores de escolas públicas e servidores públicos envolvidos no projeto de mediação escolar, foram capacitadas com técnicas de mediação voltadas para o ambiente escolar.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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