Tribunal de Justiça de MT

Pontes e Lacerda divulga seleção de profissionais de Psicologia, Serviço Social e Fisioterapia

Publicado em

A Justiça de Mato Grosso abriu dois processos seletivos para formar cadastro de reserva de profissionais que vão atuar diretamente no Fórum de Pontes e Lacerda. Os editais 1 e 2/2026 preveem a seleção de profissionais das áreas de psicologia, serviço social e fisioterapia, ampliando o atendimento técnico e especializado prestado à sociedade.

O Edital 1/2026 trata do credenciamento de assistentes sociais e psicólogos para atuação nos processos judiciais da comarca, especialmente em demandas que envolvem famílias, crianças, adolescentes, vítimas de violência e outras situações que exigem avaliação social e psicológica. Esses profissionais auxiliam juízes com estudos, pareceres e atendimentos humanizados, contribuindo para decisões mais justas e adequadas à realidade das partes.

Já o Edital 2/2026 é voltado ao credenciamento de psicólogos e fisioterapeutas.

As inscrições para ambos os editais devem ser feitas de 18 a 25 de fevereiro de 2026, exclusivamente pelo site https://processoseletivo.tjmt.jus.br/. Não há cobrança de taxa de inscrição e cada candidato pode se inscrever apenas uma vez.

A seleção será realizada por análise de documentos, levando em conta a formação acadêmica e a experiência profissional. Os processos seletivos têm validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, conforme previsto nos editais.

Leia Também:  Comarca de Pontes e Lacerda está sem contato por linhas telefônicas

Os profissionais credenciados receberão pagamento por produção, de acordo com os serviços efetivamente prestados, como atendimentos, laudos, pareceres, relatórios e sessões terapêuticas. A remuneração tem caráter indenizatório, sem vínculo empregatício, e observa um teto mensal de até 80% do subsídio do cargo de analista judiciário, conforme previsto nos editais e nos provimentos que regulamentam esse tipo de contratação no Judiciário de Mato Grosso. O pagamento ocorre mediante apresentação de nota fiscal e validação das atividades realizadas.

Ao final do processo, os profissionais habilitados poderão ser chamados conforme a necessidade da Comarca de Pontes e Lacerda.

A publicação dos editais está disponível para consulta no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) de segunda-feira (09 de fevereiro), nas páginas 17 e 21.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

Published

on

Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

Leia Também:  Feriado: Expediente em Campo Novo do Parecis estará suspenso nesta segunda e terça-feira

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Leia Também:  Comarca de Porto Alegre do Norte suspende expediente por falta de energia

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA