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Projeto Ribeirinho Cidadão realiza mais de 15 mil atendimentos em 10 dias de expedição

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A Coordenação Estadual da Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), divulgou nesta quarta-feira (25 de abril) o balanço geral com os números de atendimentos e doações do Ribeirinho Cidadão deste ano.
 
A 16ª edição do Projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso e Defensoria Pública do Estado, promovida neste mês de abril, realizou o total de 15.335 atendimentos durante os 10 dias de expedição.
 
A impressionante marca da comitiva da esperança, que levou serviços de Justiça, cidadania, saúde e consciência ambiental às comunidades ribeirinhas e rurais nos municípios de Barão de Melgaço e Juscimeira, supera os quase 13 mil atendimentos alcançados em 2022.
 
Confira os resultados do projeto em 2023 divididos por Eixo:
Justiça – O Eixo Justiça, composto pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Defensoria Pública do Estado e Ministério Público de Mato Grosso, realizou 333 atendimentos.
 
Saúde – Foram oferecidos 5.607 atendimentos de Saúde pelo Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) Tenente Maximiniano (Marinha do Brasil), Imuniza Mais MT e Secretarias Municipais de Saúde de Barão de Melgaço e Juscimeira.
 
Educação Ambiental – O Juizado Volante Ambiental de Mato Grosso (Juvam) efetivou 1.220 atendimentos de crianças, com atividades de educação ambiental no Projeto Rebojando.
 
Ciência, Cultura e Educação no Trânsito – No projeto foram oferecidos 2.543 atendimentos na área da Cultura, Ciência e Educação no Trânsito, com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci/MT) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT).
 
Cidadania – No total, foram concretizados 5.632 atendimentos no Eixo Cidadania, com parcerias da Receita Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Secretaria de Estado e Assistência Social (Setasc/MT), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec/MT), Instituto Galvan, Grupo Especial de Fronteira (Gefron/MT), Sesc Pantanal, Secretarias Municipais de Assistência Social de Barão de Melgaço e Juscimeira, Cartórios de Juscimeira e Barão de Melgaço, Energisa Mato Grosso e Marinha do Brasil.
 
Doações – Durante os 10 dias de ação foram doadas 700 cestas básicas, 700 kits de limpeza, kits escolares e roupas infantis pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região. Também foram disponibilizadas 2.000 mudas de árvores frutíferas da região e 150 lentes e armações pelo Juvam. A população rural recebeu roupas e calçados doados pela Receita Federal e brinquedos da Energisa. Os Ribeirinhos receberam gratuitamente medicamento de Farmácia Básica doados pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. O Sesc Pantanal doou 1.000 sacos para coleta de lixo no Rio Cuiabá. A Studio Z contribuiu com calçados femininos e masculinos, enquanto a Associação Mato-Grossense de Magistrado (Amam) doou escovas de dente.

Coleta de lixo – Em parceria com a Prefeitura de Barão de Melgaço e Colônia de Pescadores do município, o projeto retirou mais de 32 toneladas de lixo das margens do Rio Cuiabá.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da primeira imagem: fotografia colorida. Juiz coordenador da Justiça Comunitária cumprimenta morador atendimento pela expedição. Segunda imagem: fotografia colorida. Criança sentada em um cadeira de destita, rebendo atendimento. Terceira imagem: fotografia colorida mostrand juiz e defensoria pública ao lado de uma moradora que recebeu doações do Ribeirinho Cidadão.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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