Tribunal de Justiça de MT

Quatro novos espaços levam serviços da Justiça para mais perto da população de Sinop

Publicado em

A população de Sinop ganhará, nesta quinta-feira (5 de março), quatro novos pontos de atendimento que vão facilitar o acesso aos serviços da Justiça. As unidades de Ponto de Inclusão Digital serão inauguradas às 9h30, com a proposta de aproximar o atendimento judicial dos moradores e ampliar o exercício da cidadania, especialmente para quem enfrenta dificuldades de acesso à internet ou aos canais digitais.

Os novos espaços funcionarão dentro de unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em parceria com a Prefeitura de Sinop. A iniciativa segue orientação da Diretoria do Foro da comarca e integra a estratégia de descentralização do atendimento, levando serviços essenciais para mais perto das comunidades do interior.

Com a implantação dos pontos, moradores passarão a ter apoio presencial para utilizar ferramentas digitais da Justiça, como consulta processual, participação em audiências virtuais e acesso a outros serviços que hoje são oferecidos prioritariamente em meio eletrônico. A proposta é reduzir barreiras tecnológicas e geográficas, garantindo que mais cidadãos consigam exercer seus direitos.

Leia Também:  Comarca de Barra do Bugres está sem atendimento por telefone fixo

Para ampliar o alcance dos serviços judiciais, a iniciativa aposta na capilaridade da rede socioassistencial do município para chegar a públicos que, muitas vezes, encontram dificuldades para se deslocar até fóruns ou acessar plataformas digitais por conta própria.

As quatro unidades estarão instaladas nos seguintes locais: Cras Boa Esperança, no Jardim Boa Esperança; Cras Palmeiras, no Jardim das Violetas; Cras Paulista, no Jardim Paulista; e Cras Menino Jesus, no Loteamento Menino Jesus. O atendimento ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Serviço:

Inauguração de Ponto de Inclusão Digital

Local: Rua Benedita Nogueira, esquina com Rua Padre Antônio Haidler, Jardim Boa Esperança – Sinop/MT

Horário: 09h30

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Quando um filho chama

Published

on

Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

Leia Também:  Após ameaças de morte, mulher supera trauma com apoio da Justiça e atendimento especializado

Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

Leia Também:  Magistradas celebram o feminino em círculo de paz promovido pela Escola Superior da Magistratura

Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA