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ReciclaJud – edição Várzea Grande já arrecadou 765,48 kg de materiais recicláveis

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A parcial do ReciclaJud – edição Várzea Grande referente ao mês de setembro foi apresentada na sexta-feira (10), no Fórum da Comarca de Várzea Grande, com saldo de 765,48 quilos de materiais recicláveis arrecadados na competição que favorece a integração de valores ambientais às rotinas administrativas do Poder Judiciário.

Mensalmente, os servidores são convidados pela diretoria do Foro da Comarca para um “Chá com Bolo da Sustentabilidade”, evento que reforça a consciência ambiental, promove a compensação de créditos de carbono, com a doação de mudas do Programa Verde Novo, e divulga os vencedores da parcial do mês anterior.

“Neste mês, registramos um aumento significativo na arrecadação de materiais recicláveis, resultado que atribuímos ao incentivo gerado pela premiação que conquistamos. Fomos reconhecidos com o Selo Ouro no Desafio Judiciário Sustentável, divulgado no mês passado durante o 10º Encontro de Sustentabilidade, e conquistamos o segundo lugar entre as comarcas do Estado de Mato Grosso. Esse reconhecimento motivou ainda mais os servidores a se engajarem na competição, o que refletiu diretamente no resultado positivo alcançado. Nossas práticas diárias reforçam nosso compromisso com o cuidado com o ambiente como um todo”, explica a gestora do Fórum de Várzea Grande, Luciana Tolovi.

Além do impacto ambiental positivo, somente em setembro foram arrecadados 335 quilos de materiais recicláveis. A competição também reforça a dimensão social da sustentabilidade, ao destinar os materiais arrecadados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Mato Grosso Sustentável (ASMATS). Essa parceria gera benefícios econômicos diretamente a 97 famílias, além de promover a inclusão produtiva e a valorização do trabalho dos catadores, fundamentais para a economia circular.

Os livros recolhidos serão destinados à Biblioteca Municipal de Várzea Grande, e as tampinhas de aerossol têm como destino uma ONG de proteção animal.

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“Trata-se de uma contribuição social. É muito importante para todos nós e para o planeta”, sintetiza a assessora e agente de sustentabilidade Jessyka Lindaura Farias.

Ainda na sexta-feira (10), os servidores também puderam aprofundar seus conhecimentos sobre um tema que permeia o cotidiano de todos: o efeito estufa. O Núcleo de Sustentabilidade do TJMT levou à Comarca a Calculadora Itinerante de Compensação de Gases de Efeito Estufa (GEE), ferramenta criada para medir a quantidade de carbono gerada por cada pessoa e incentivar práticas de compensação ambiental.

A assessora de sustentabilidade do Núcleo Ambiental da Comarca, Elaine Alonso, explica como funciona o cálculo da quantidade de carbono gerado pelas pessoas.

“A pegada de carbono é como uma marca que a nossa vida deixa no meio ambiente. Ela representa o impacto das nossas ações nas mudanças climáticas. Por exemplo, quando fazemos o gerenciamento correto dos resíduos e encaminhamos materiais para a reciclagem, estamos contribuindo para reduzir essa pegada. Tudo está interligado: o consumo, a forma como descartamos o lixo e até o quanto emitimos de gases de efeito estufa”

Elaine reforça a importância do comprometimento de cada pessoa no esforço para reduzir a geração de carbono: “Nosso objetivo é mostrar que a preocupação ambiental deve ir além do ambiente de trabalho, ela precisa estar presente também em casa e nas atitudes da família. A ferramenta mostra diversas formas pelas quais emitimos gases poluentes e também aponta maneiras de compensar essas emissões. Um exemplo é o uso de combustíveis: a calculadora indica quantas mudas podem ser plantadas para equilibrar o impacto. Mas é importante lembrar que não basta apenas plantar – é preciso cuidar da árvore e garantir que ela sobreviva por, no mínimo, 30 anos. Isso porque, enquanto cresce, a árvore captura carbono da atmosfera. Em média, cada árvore absorve cerca de 15 quilos de carbono por ano”,

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A aceitação e a interação com o uso da ferramenta foram grandes pelos servidores de Várzea Grande. Eles demonstraram interesse em conhecer sua própria pegada de carbono – a quantidade total de gases de efeito estufa (GEE) emitidos. O estagiário Diego Cardoso foi um deles. Ciente de que sua contribuição faz diferença, contou que já plantou duas árvores e que continuará cuidando delas.

Pelo Projeto Verde Novo, foram distribuídas mudas de ipê-roxo, acerola, pitomba, amora, tamarindo, entre outras espécies.

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O ReciclaJud está totalmente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, pois reúne ações que integram as dimensões ambiental, social e institucional da sustentabilidade. O programa contribui com o ODS 12, ao incentivar o consumo consciente e a destinação correta dos resíduos. Com o ODS 11, ao promover cidades mais sustentáveis, e com o ODS 8, ao gerar inclusão social e renda aos catadores da ASMATS, que recebem o material arrecadado.

Além disso, o ReciclaJud também apoia o ODS 13, ao reduzir os impactos ambientais e as emissões associadas à destinação incorreta de resíduos, e o ODS 17, por fortalecer parcerias entre o Poder Judiciário, a sociedade e organizações locais. É uma iniciativa que demonstra, na prática, como o Judiciário pode ser um agente de transformação em prol do desenvolvimento sustentável.

Saiba mais

A primeira edição do ReciclaJud foi realizada durante a Semana Nacional dos Juizados Especiais, quando foram arrecadadas quase nove toneladas de resíduos, todos destinados à reciclagem.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão Pai Presente começa em Mato Grosso com atendimento gratuito à população

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Durante 60 anos, a filha carregou uma ausência em sua certidão de nascimento, embora nunca tivesse faltado amor. O pai, com cerca de 90 anos, sempre esteve presente em sua vida, ajudou a criar a filha e nunca negou a paternidade. Faltava apenas oficializar esse vínculo. O reconhecimento aconteceu em uma audiência no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Cuiabá. A história, compartilhada pelo juiz coordenador do Cejusc de Cuiabá, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, demonstrou a importância do Mutirão Pai Presente 2026, que começou nesta segunda-feira (03) em todo o estado e que foi aberta oficialmente no Fórum da Capital.Seis pessoas, três homens e três mulheres, trajam roupas sociais e posam lado a lado sobre tapete vermelho. Ao fundo, estátua da Justiça e banner do projeto Pai Presente.
A ação segue até sexta-feira (7), oferecendo gratuitamente reconhecimento voluntário de paternidade, orientação jurídica e encaminhamento para exame de DNA, quando necessário, em todas as comarcas de Mato Grosso. O objetivo é garantir o direito à identidade, fortalecer os vínculos familiares e facilitar o acesso da população ao reconhecimento da filiação.
Mulher de cabelos escuros longos usa blusa rosa claro com babados e colar dourado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras do Brasil e de Mato Grosso.Representando o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência e secretária-geral do TJMT, Anna Paula Gomes de Freitas destacou que o programa vai além da regularização documental. “Cada certidão emitida e cada reconhecimento realizado durante esse mutirão representam muito mais do que um ato jurídico. Representam dignidade, cidadania e esperança. Significam dizer a uma criança, a um adolescente ou mesmo a um adulto: a sua história importa e os seus direitos são reconhecidos”, afirmou.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote foi representado pelo juiz auxiliar daHomem de cabelos escuros e barba, veste terno preto, camisa listrada e gravata preta, fala ao microfone. Ao fundo, bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Corregedoria, João Filho de Almeida Portela, que ressaltou que a iniciativa reafirma o compromisso do Judiciário com uma Justiça mais próxima da população. “O Projeto Pai Presente nasceu para garantir a efetividade de um direito fundamental que muitas vezes é ignorado: o direito à identidade e à filiação. O Poder Judiciário demonstra, mais uma vez, que sua missão vai além da solução de conflitos, promovendo cidadania e inclusão”.
Mulher de cabelos escuros ondulados veste blazer branco e colar prateado, fala ao microfone. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso em destaque.A diretora do Fórum de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira lembrou que a campanha intensifica um serviço oferecido permanentemente pelo Judiciário. “Mais do que ser reconhecido como um ser humano, é ser reconhecido em sua identidade. Saber a sua origem, conhecer o nome dos seus pais e sua história fazem parte da dignidade da pessoa humana. Esta semana serve para lembrar à população que esse direito está ao alcance de todos”, comentou.
A defensora pública Elianeth Nazário enfatizou o impacto emocional que o reconhecimento da paternidade representa. “O adulto que não tem o nome do pai no registro carrega durante toda a vida um vazio existencial. É a falta de pertencimento, de saber sua origem. Quando as instituições trabalham juntas, garantem cidadania, mas também acolhimento e esperança”.Mulher de cabelos castanhos usa blazer bege sobre blusa preta de poás brancos, fala ao microfone em púlpito de acrílico. Ao fundo, bandeira de Mato Grosso.

Cidadania que transforma vidas

Homem de cabelos grisalhos veste blazer escuro sobre camiseta branca, fala ao microfone. Ao fundo, ambiente escuro com bandeira de Mato Grosso.Ao relembrar a história da mulher de 60 anos que finalmente teve o nome do pai incluído em sua certidão de nascimento, o juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior explicou que o reconhecimento da paternidade ultrapassa qualquer questão burocrática. “Ela disse que o pai sempre foi presente, mas sua maior mágoa era não ter o nome dele na certidão e nem o sobrenome. Quando fizemos o reconhecimento, todos se emocionaram. Isso não tem preço. Isso é cidadania”.
Segundo o magistrado, o mutirão reúne uma equipe ampliada para atender a população e realizar conciliações sempre que possível. Quando há consenso entre as partes, o reconhecimento pode ser homologado imediatamente, sem necessidade de exame de DNA.
A expectativa é realizar mais de 60 audiências durante a semana. Nos casos em que o exame genético é necessário, todo o procedimento é custeado pelo Judiciário, inclusive exames mais complexos, como os realizados quando o suposto pai já faleceu.
Atendimento gratuito

O atendimento do Mutirão Pai Presente segue até sexta-feira (7). Para participar, basta apresentar RG e CPF do pai, da mãe e do filho, certidão de nascimento da criança ou do interessado e comprovante de residência.
Mesmo após o encerramento do mutirão, os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) continuam oferecendo, durante todo o ano, serviços de reconhecimento voluntário de paternidade, investigação de paternidade com exame de DNA e reconhecimento de paternidade socioafetiva. Pela via consensual, os procedimentos são mais rápidos, econômicos e permitem que as próprias partes construam a solução mais adequada para cada caso.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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